Clube de leitura
Porque ler é um prazer que deve ser partilhado
26 de Janeiro de 2010

Vou tentar ao longo deste ano cumprir uma das metas pré-definidas por mim, que neste caso é ler pelo menos um livro por mês e fazer um post sobre o mesmo aqui e aqui.
 

 
Apesar de já ter este livro à cerca de 1 ano, só agora peguei nele para o ler. É o segundo livro desde autor que leio. O primeiro foi o grande êxito "Equador", e por isso a expectactiva era muito alta.
 

 
Antes de escrever o que penso sobre este livro, devo dizer que a minha opinião em relação a Miguel Sousa Tavares, alterou-se completamente depois de ler o seu 1º romance, "Equador". Enquanto jornalista e comentador político, achava-o arrogante, pretencioso e presunçoso. Curiosamente ao ler os seus livros a ideia que dá, é de uma pessoa completamente diferente, de alguém muito esforçado, aplicado e diligente.
 

 
Os livros de Miguel Sousa Tavares fazem-me lembrar Júlio Dinis e os seus romances que devorei na minha juventude: As Pupilas do Senhor Reitor; A Morgadinha dos Canaviais; Uma Família Inglesa; Serões da Província e Os Fidalgos da Casa Mourisca.
 

 
Sinceramente apesar de ter gostado bastante deste livro, depois de ter lido "Equador", fiquei um pouco decepcionada, porque enquanto em "Equador", ele consegue fazer divinamente a junção entre os factos históricos e o romance, aqui em "Rio das Flores", essa junção não é tão imperceptível e pareceu-me que se alongou um pouco nas descrições dos factos histórios relegando para segundo plano o romance. De qualquer das formas está muito bem escrito e o resultado final é bastante bom, pelo que aconselho.
 

 
Sinopse:
 

 
O autor faz neste romance uma crítica a tudo o que tolhe a liberdade, seja no plano mais íntimo ou nos vastos territórios da política e da sociedade de uma maneira geral. A narrativa, que conta a história de três gerações da família Ribera Flores, se inicia em 1915 com a primeira República portuguesa e os embates com os monarquistas, percorrendo os principais acontecimentos políticos, sociais e culturais que marcaram Portugal, Espanha, Alemanha e o Brasil até o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Filhos do monarquista e grande proprietário de terras alentejano Manuel Custódio, Diogo e Pedro protagonizam pólos opostos no seio familiar, mas que são reflexo dos acontecimentos externos. O primeiro, intelectual e absolutamente contrário aos totalitarismos, quer a mudança e decide deixar a mulher, as terras do clã e o Portugal salazarista para começar vida nova ao lado de uma mulata numa fazenda no Vale do Paraíba, no Brasil, em pleno Estado Novo. Pedro, no entanto, quer assegurar a permanência de sua posição de latifundiário. Chega a aderir à União Nacional e lutar ao lado dos franquistas na Guerra Civil Espanhola.
 

Publicado inicialmente em: Essência

publicado por mimi às 15:47 link do post
Há muito desse preconceito sobre o escritor MST.
Ouço muito essa opinião formada sobre o jornalista/comentador/advogado/ e ainda por cima, tripeiro portista. Mas regra geral, quem descobre o escritor, modera sua opinião sobre o homem.

Sobre o Rio das Flores, boa leitura! Iras gostar...
MrCosmos a 27 de Janeiro de 2010 às 12:21
É em defesa da cultura que convido todos os interessados a participarem nos VIII Jogos Florais de Avis, uma iniciativa dos Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural e cujo regulamento pode ser consultado em: www.aca.com.sapo.pt
Fernando Máximo

Ola. Excelente blog, gostei bastante!

Aqui ficam os meus:

http://crying_angel.blogs.sapo.pt - poemas
http://coisasquepicam.blogs.sapo.pt - coisas banais, ainda a começar
Tânia Vargas a 28 de Janeiro de 2010 às 17:24
Tenho muita curiosidade pelos livros do Miguel Sousa Tavares e a minha mãe já leu praticamente todos e as críticas têm sido tão boas que tenho mesmo que ler...maldito tempo que não chega para ler tudo e fazer tudo que queremos!

Parece que "estamos" todos em destaque, todos que contribuímos para este cantinho tão agradável :) Por isso,idou os Parabéns a todos que escrevem no Clube de Leitura e aquele Abraço para o Jorge, que fundou o sítio! :)

Beijinhos***
Teresa a 29 de Janeiro de 2010 às 11:06
Eu admito que nunca peguei num livro dele exactamente pela péssima impressão que tenho do homem. Acredito que os livros sejam bons, mas só de pensar nele fico mal disposto.
Primeiro no Google a 30 de Janeiro de 2010 às 13:16
Boa noite.

Acabei agora de ler "rio das flores" e gostei muito da historia em si, da maneira como estava escrita, do facto de se aprender muito de história, mas... o fim deixa muito a desejar, concordo na totalidade com o autor do post: acabou por ser mais um livro de história do que um romance enquanto que em "equador" essa junção era perfeita. Mas foi sem duvida alguma dinheiro bem gasto.

Boas leituras!
Portela a 18 de Agosto de 2010 às 23:14
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