Clube de leitura
Porque ler é um prazer que deve ser partilhado
28 de Outubro de 2009

Li o livro em 2007, sou uma apaixonada por animais e como tal este é um livro que me tocou cá dentro, porque tenho 2 "labradoodles", porque muito do que li já vivi! É um livro cheio de emoções fortes para aqueles que adoram animais. Acho que só quem sente uma verdadeira ligação com os animais é que vai amar esta história tão simples de uma família e do seu cão.


Marley e Eu é o livro que estou a ler há meses....é genial, fantástico, já todos devem conhecer a história do livro, retrata a história de cão e da sua família :) com todas as alegrias e tristezas que um animal nos proporciona ao longo da sua vida. Estou adorar a história, revejo muito do que já vivi com os meus cães, ao recordar esses momentos com eles já ri às gargalhadas e chorei, é impressionante os sentimentos que um livro nos pode fazer sentir... Aconselho o livro a todas as pessoas, quer tenham cães quer não os tenham, lê-se muito bem...tem uma linguagem descontraída, leve e a história é comum, mas tem um toque especial, quem gostar de animais vai amar o livro! (excerto do post escrito no Simplesmente meu... a 5 de Novembro de 2007)

 

Em 2009, vi a adaptação da história ao grande ecrã e apesar de não me ter desiludido, recomendo o livro para os amantes de animais.

publicado por Teresa às 18:58 link do post
26 de Outubro de 2009

 

O Homem sem nome"O poeta avançava pelo deserto e de vez em quando olhava à sua volta como se houvesse alguma coisa de ver além de céu e areia. Ao mesmo tempo ia considerando quais as razões de descontentamento - as suas e as do cavalo - eram mais legitimas. Acabou por concluir com certo sentido de justiça,  que o descontentamento do cavalo era mais pertinente. Em primeiro lugar o animal não sentira o menor  desejo de se meter pelo deserto; depois o calor era insuportável e o solo quebradiço dificultava-lhe a marcha. Para cúmulo , carregava no dorso a sua bagagem.

 

Isto quanto ao cavalo. As contrariedades do cavaleiro eram só duas: esquecera-se de fazer provisão de água e não sabia donde estava o oásis mais próximo, nem sequer se havia algum oásis. Ele pesou todas estas considerações e disse em voz alta:

 

- Espero que não te importes muito com a falta de água. Foi um esquecimento"

 

É mais ou menos assim que começa o livro "O homem sem nome" de João Aguiar.

 

João Aguiar é um escritor e jornalista português, foi um dos primeiros escritores portugueses que li quando cheguei a Portugal, eu tinha lido quase todos os livros de Gabriel Garcia Marquez, de Mário Vargas Llosa, alguns de Jorge Amado, Rómulo Gallegos e vários Latino-americanos.... e simplesmente adorei este livro, tanto que depois deste li quase todos os restantes deste escritor.

 João Aguiar

O livro é de leitura fácil e é daqueles que pegamos e não queremos largar, é a historia de um poeta, um trovador que um dia aparece de um deserto que era impossível de atravessar e como se tivesse uma varinha de condão, consegue mudar tudo o que toca, desde pessoas a países.

 

Como diz a contracapa, podemos olhar para o livro como se olha para uma história fantástica, como uma enorme lição de vida e de humanidade, ou ainda como uma sátira irónica, tudo depende do leitor,...eu tinha lido o livro em 1994, e durante a ultima semana utilizei a minha hora do almoço para reler..... e apesar de continuar a adorar o livro, desta vez foi diferente..... as descrições dos diferentes países e governos faziam-me recordar o Iraque e Sadam, ou a América e os Bush, ou ........ gostava de conhecer João Aguiar e perguntar-lhe em que é que ele estava a pensar quando escreveu o livro.

 

Um excelente livro que recomendo vivamente.... assim como os restantes do João Aguiar.

 

Post publicado inicialmente no blog:O que é o jantar?

 

Jorge Soares


 

 

publicado por Jorge Soares às 21:26 link do post
25 de Outubro de 2009

Os desaparecidos, de Daniel Mendelsohn, conta a história verídica e muito pessoal da procura do autor de um ramo esquecido da sua família, parentes que se dizia terem sidos «mortos pelos Nazis». Mendelshon, ainda rapaz, era invariavelmente o único interessado pela história da sua família. Quando já em adulto lhe chegam as mãos cartas antigas do seu tio-avô Schmiel suplicando ajuda aos parentes americanos perante o cerco nazi, cada vez mais apertado aos judeus na cidade polaca onde habitava, decide que tem que apurar a verdade sobre os parentes desaparecidos.

Ainda só vou na pagina 228 mas estou a gostar da escrita simples do autor, entre os meandros da procura o autor mistura a interpretação da Biblia(a parte do Genesis), de início achei um pouco chato mas com o passar das paginas já anseava por ela, deixo aqui algumas partes de uma entrevista com o autor que para mim consegue transparecer o que o leitor irá encontrar neste livro.

"Os Desaparecidos" abre com a ilustração de uma árvore genealógica, cuja legenda é: "A Família de Schmiel Jäger". Tendo em conta o que se vai ler a seguir, não teria sido mais apropriado escrever "A família de Daniel Mendelsohn"?

É a minha família, claro. O livro trata de mim, da minha busca. Mas incluí essa árvore, terminando-a na minha geração, para lembrar que Schmiel tem uma família que nunca conheceu. 

No fim do livro, ficamos a saber alguns detalhes concretos sobre os seus parentes mortos pelos nazis, mas as informações que reuniu não nos dão um verdadeiro retrato dessas pessoas. Se tivesse conseguido saber bastante mais, não lhe parece possível que, em vez de um volume de quase 600 páginas, pudesse ter escrito, paradoxalmente, um livro bastante mais curto?

Se eu tivesse sabido, na minha primeira viagem à Ucrânia, o que soube na última, ter-me-ia ficado por aí e teria escrito um pequeno volume, ou mesmo um artigo. O livro tem uma espécie de falso final, antes dessa última visita a Bolechow - quando soube ao certo o que tinha acontecido a Schmiel -, porque pensei mesmo que estava terminado. E se o tivesse acabado aí, acho que seria na mesma um livro interessante. O que me interessa é a ideia da busca, agrada-me escrever sobre procurar, e não tanto sobre o que se encontrou.

Uma das singularidades de "Os Desaparecidos" é o modo como interrompe a narração com referências à cultura clássica greco-latina e excertos comentados da Bíblia hebraica. Parece fazê-lo para justificar o modo como se propõe contar a sua história, mas também para mostrar que os acontecimentos que narra têm precedentes antigos, seguem um padrão. Como se precisasse de recuar milhares de anos para coser o pequeno rasgão temporal entre a sua geração e a dos seus avós.

É verdade, mas há outras razões. Um dos temas do livro é o modo como usamos as ferramentas que temos para perceber o passado. Pode-se ir a todo o mundo e entrevistar muita gente, mas também se pode usar essa outra ferramenta que é a literatura. Ao recorrer aos fragmentos bíblicos, tentei mostrar que as histórias que ocorrem na vida real, comigo, com a minha família, são histórias reencenadas, cujas sementes já estão brilhantemente descritas no Génesis. Por outro lado, o livro tenta perceber um acontecimento vasto e complexo, mas foca-se num grupo de seis pessoas. É um livro íntimo. Um dos motivos para a presença das reflexões em torno do Génesis é que elas expandem o foco, afastam o leitor da história íntima para o obrigar a ver que ela tem implicações muito vastas. Creio que é aí, nessa relação entre ambos os planos, que o verdadeiro sentido do livro se gera. 

Um dos temas recorrentes de "Os Desaparecidos" parece ser o dos irmãos: Abel e Caim, Schmiel e o seu avô, o seu pai e o irmão com quem ele deixou de falar, as possíveis tensões entre as duas filhas mais velhas de Schmiel, e, finalmente, a sua própria relação com Matt, o irmão fotógrafo que o acompanhou nas muitas viagens que fez para escrever este livro. Fica-se com a ideia de que esta busca comum os aproximou.

Fui procurar parentes desaparecidos e achei um, que foi o Matt. Essa é uma grande parte da história. Mas os irmãos também são uma metáfora para o que podem fazer umas pessoas a outras que lhes estão muito próximas. O que se passou na guerra da Bósnia, com os vizinhos a matar-se uns aos outros, aconteceu do mesmo modo em Bolechow durante a Segunda Guerra. 

 

 

Boas leituras 

publicado por emma_leiria às 22:48 link do post
25 de Outubro de 2009

 
Comprei este livro em Novembro de 2006, em vésperas de ser internada para uma cirurgia.
Li-o no hospital. Lembro-me que gostei, mas passados perto de 3 anos, confesso que não tinha qualquer recordação da história. Reli-o muito recentemente e confesso que fiquei extremamente surpreendida por não me lembrar de um livro do qual gostei tanto.
  
Sinopse
Ano 2021.
Há um quarto de século que não nascem crianças. Os idosos são levados ao desespero e ao suicídio, e a última geração de jovens é bela, mas violenta e cruel. As pessoas de meia-idade tentam manter a normalidade sob o poder absoluto de Xan Lyppiatt, o carismático ditador e Guardião de Inglaterra.
Theo Faron é historiador e primo do Guardião. Vive uma vida solitária e sombria até que conhece uma jovem, membro de um pequeno grupo que procura desafiar o regime do Guardião.
Então a vida de Theo altera-se dramaticamente e ele irá viver horrores inimagináveis para proteger essa mulher e lutar contra o poder vigente.

A adaptação cinematográfica da obra de P. D. James levada a cabo pelo realizador mexicano Alfonso Cuarón, conta nos principais papéis com Clive Owen, Julianne Moore e Michael Cane.

  

Mais do que uma obra literária e do que um romance, este livro leva-nos a refletir sobre a vida e o que nos move.

O que seria do ser humano sem perspectivas de futuro, sem perpetuação da espécie?

Como reagiríamos se soubessemos que depois de nós nada virá?

Se temos ambição, se fazemos planos, não será apenas para deixar algo a quem nos sobreviver?

 

Depois desta segunda leitura, senti uma grande curiosidade em ver a adaptação cinematográfica da obra.

Apesar de preferir sempre os livros aos filmes, nunca nenhum me desiludiu tanto quanto este. Esperava melhor. O filme é simplesmente um tédio, e vários aspectos do livro foram alterados.

 

publicado por Abigai às 15:04 link do post
22 de Outubro de 2009

 

 

 

Deixo-vos aqui uma sugestão literária que aconselho vivamente 

 

A Prisão do Silêncio

Hayden, Torey
A trabalhar no ensino especial, Torey Hayden, psicóloga e professora, procura devolver afecto às crianças perturbadas psiquicamente. A todas une o mesmo sentimento: problemas na infância que as leva a manifestar comportamentos invulgares e preocupantes, geralmente em consequência de algum tipo de maus-tratos. Com o dom de desbloquear estes sentimentos, Torey Hayden foi chamada por um centro de tratamento para ajudar um rapaz a sair da sua prisão de silêncio. Com 15 anos, Kevin ou Zoo Boy não falava, não mudava de roupa, não tomava banho e escondia-se debaixo de mesas construindo uma jaula com cadeiras dentro da qual se encerrava. A professora trabalhou a leitura com Kevin e passo a passo o rapaz foi recuperando e quebrando o silêncio. Sétimo livro de uma autora que já vendeu 100.000 exemplares em Portugal e se encontra publicada em 20 países.

Fonte: Bertrand

 

Post publicado no Blog O Baú de ideias e copiado com a devida autorização da sua autora, a Branca

publicado por Jorge Soares às 18:07 link do post
21 de Outubro de 2009

Tenho andado com alguma dificuldade em acertar na escolha dos livros para ler. Livro que não me prenda logo no início é posto de lado até que um dia e com outra disposição o consiga ler.

O título deste livro seduziu-me, depois olhei para o nome da autora e hesitei, só conseguia ouvir a voz esganiçada dela na televisão, mesmo assim arrisquei. Foi uma agradável surpresa.

Quatro mulheres da mesma família, quatro gerações com início nos anos 30. quatro formas diferentes de viver o amor, as paixões e os relacionamentos.

Ao mesmo tempo que descreve as aventuras e desventuras amorosas das personagens, a autora coloca-nos a par da situação política e religiosa em Portugal,

As transformações sociais e económicas resultantes da ditadura em que estivemos mergulhados, o medo e carência que se viveu durante a II Guerra Mundial, a liberdade que explodiu, qual prisioneira durante tantos anos encarcerada, com o aparecimento do 25 de Abril... são perfeitamente descritas e contextualizadas.

 

Sinopse:

Quando desceu ao riacho, mantilha na cabeça e coração aos pulos, Maria da Glória não sonhava que aquele encontro fortuito com o macho da aldeia iria marcar para sempre a sua vida. Esperava sair dali com namoro anunciado e quem sabe até com casamento marcado. Saiu à pressa, com a roupa ensaguentada, as tripas viradas e a semente de Maria da Purificação na barriga. Estava lançado o destino das mulheres desta família na qual as palavras prazer, carinho, paixão e amor permanecerão para sempre um mistério. A apresentadora de televisão Júlia Pinheiro estreia-se na escrita com uma história surpreendente e apaixonante sobre quatro mulheres que nada sabem sobre o amor. Ao longo destas páginas não suspiramos de amor, não nos empolgamos com casos de paixão arrebatadora, nem choramos com casamentos felizes. Somos levados numa saga familiar que se inicia nos anos 30 onde os sentimentos eram um infortúnio e o prazer uma pouca vergonha. Não Sei Nada Sobre o Amor traça o retrato de uma sociedade e de um país ao longo de quase 70 anos de história, através do olhar de Maria Glória, a avó, Maria da Purificação, a filha divorciada, Ana Clara, a neta mãe solteira, e Benedita, a bisneta, que, apesar de todas as expectativas, não se casa com nenhum príncipe encantado.
 

 

 

 

publicado por Existe um Olhar às 16:36 link do post
21 de Outubro de 2009

 

Este foi um daqueles livros que comprei por influência de muito ter ouvido falar sobre ele, especialmente no programa conhecido mundialmente "Oprah". A expectativa era grande, ainda para mais é o primeiro romance deste escritor.

 

Fiquei completamente desiludida, não é uma história empolgante, é um tanto ou quanto mortiça, parada sem grande acção e que se desenrola muito lentamente. A meu ver poderia reduzir-se o livro para metade, é muito repetitivo. A única salvação dele é que é uma história de amor pouco vulgar. Conta a história de uma família que ao longo de gerações se dedica à criação de cães e nem mesmo o nascimento de Edgar que nasce mudo altera o percurso da família.

 

Sinopse:

Mudo desde o nascimento, Edgar Sawtelle se comunica apenas por sinais e bilhetes. Leva uma vida serena com os pais na fazenda da família, em um lugar remoto dos Estados Unidos. Ao longo de gerações, os Sawtelles criaram e treinaram uma raça de cães cujo dedicado companheirismo tem sua síntese em Almondine, a amiga e eterna aliada de Edgar. A volta inesperada de Claude, o tio paterno, leva o caos ao então pacífico lar dos Sawtelles. Após a morte repentina do pai de Edgar, Claude se insinua na vida da fazenda e conquista o afecto da mãe do menino.

Confuso e dominado pelo sofrimento, o rapaz tenta provar que Claude teve algum papel naquela morte, mas esse plano fracassa e se volta contra Edgar, resultando em novas tragédias. Ao fugir para a área florestal nos limites da fazenda, Edgar amadurece em contacto com a vida selvagem, ao lutar pela própria sobrevivência e a dos três jovens cães que o acompanharam. Contudo, a necessidade de apontar e de enfrentar o assassino do pai e a devoção aos cachorros sawtelle fazem o menino voltar para casa.

publicado por mimi às 14:42 link do post
20 de Outubro de 2009

foi o título escolhido por Nuno Lobo Antunes para a sua última obra.

 

Julgando pela sinopse , o livro prometia uma leitura agradável e entusiasmante: "Sinto muito" é sobre o sofrimento em geral, sobre a dor, seguida de perda, seguida de dor. Entristece o coração, mas recompensa-o grandemente, tornando-o mais leve e melhor. 
 

Prometia disse eu, mas a meu ver, ficou-se por um objectivo a atingir. Comecei a ler com alguma curiosidade, mas à medida que os episódios iam passando e o número de páginas lidas aumentava, andava já a correr atrás de uma narrativa empolgante e cativante tal como o fogo consome ferozmente o rastilho, de forma insaciável, até atingir o explosivo. Atingi o auge da leitura  apenas com o relato quase fotográfico de dois casos clínicos. Pelo meio encontrei alguns malabarismos interessantes com as palavras que não me souberam a mais do que à bolachinha a meio da manhã. 

Por isso, sou eu quem diz "Sinto muito"! O livro não vale, para mim, os euros que paguei por ele. Não tenho o coração mais leve, muito menos melhor. Sinto muito, mas vou dispensar os seus serviços, Sr. Dr. NLA !"

 

postado no Miss G e adaptado para o Clube de Leitura

publicado por Miss G às 15:22 link do post
18 de Outubro de 2009

Inês da minha alma, Isabel AllendeTenho um gosto especial pelos escritores da literatura fantástica latino-americana, Vargas Llosa, Garcia Marquez, Romulo Gallegos, e especialmente Isabel Allende, já li várias vezes o A casa dos espíritos, duas vezes o Paula e todos os outros livros da autora a que consegui deitar a mão.

 

Inês da minha alma é  um  livro fantástico. Conta a história de Ines Suarez, uma costureira da Estremadura Espanhola que parte para a América da conquista à procura do seu marido e para escapar à vida claustrofóbica da sua terra.

 

Esta mulher simples e humilde termina sendo uma das  conquistadoras do Chile, heroína das guerras da conquista do continente aos ferozes índios e exemplo da importância das mulheres na conquista e povoamento da América do Sul.

 

Como a maioria dos livros de Isabel Allende, este consegue misturar de uma forma mágica, o fantástico com o real, o misticismo religioso dos conquistadores/invasores Espanhois com a espiritualidade quase pagã herdada das culturas milenares pré-colombinas que já existiam muito antes do suposto nascimento de Cristo e uma história de amor com a história de um país e de um continente.

 

Tenho uma enorme proximidade com o castelhano e gosto de ler os autores latinoamericanos nesse idioma, este não foi a excepção.

 

"Supongo que pondrán estatuas de mi persona en las plazas, y habrá calles y ciudades con mi nombre, como las habrá de Pedro De Valdivia y otros conquistadores, pero de cientos de esforzadas mujeres que fundaron los pueblos, mientras sus hombres peleaban, serán olvidadas".

 

Imagem reirada da internet.

 Post publicado inicialmente no blog:O que é o jantar?

Jorge Soares

publicado por Jorge Soares às 18:22 link do post
16 de Outubro de 2009

A minha estreia no Clube de Leitura é feita a triplicar: A Carta Proibida, O Mapa de Vidro e O Caminho para Avignon de Lisa T. Bergren.

 

 

Como muitos dos livros que entram nas nossas vidas, também o primeiro deste trio me foi (muito bem) oferecido.

 

A história desenvolve-se em 1339, em Itália, em torno de uma profecia escrita meio milénio antes por São Paulo que proclama a existência de uma irmandade de treze homens e mulheres com poderes espirituais extraordinários.

Apesar de várias tentativas falhadas para a destruir, a carta sobrevive para se revelar no tempo da igreja inquisidora pela mãos, imagine-se, do sacerdote Piero. A ele juntam-se a aristocrata e curandeira Daria d'Angelo, o seu escravo libertado Hasani e o cavaleiro da Igreja Gianni de Capezana com a sua fé imensa, os primeiros quatro protagonistas deste thriller,  que mudarão o rumo da Igreja e da cristandade.

 

Mais que a banal dicotomia entre o Bem e o Mal, esta história está repleta de deliciosos pormenores como o cheiro a laranja e cravinhos, a descrição física dos espaços onde decorre a acção ou ainda as célebres intrigas clericais,  numa combinação perfeita entre dados históricos verdadeiros e ficção.

 

Foi difícil não consumir horas e horas a ler cada página de forma ininterrupta, emocionando-me a cada reviravolta da história: lacrimejei, suei, tremi. O meu gosto por este tema, torna-me suspeita, tanto que ao acabar de ler o último livro me perguntei se por acaso teria saído um quarto volume para continuar a acompanhar este grupo.

 

Se à partida este parece o tipo de leitura para cristãos, recomendo-o independentemente de qualquer orientação religiosa. Essencial é que goste de uma boa aventura.Prepare-se: esta história vai mexer consigo!

publicado por Miss G às 17:15 link do post
15 de Outubro de 2009

O clube de leitura em destaque

 

Antes de mais, em meu nome e dos demais participantes do BLOG, quero agradecer ao pessoal do SAPO pelo destaque. 

 

Este blog nasceu como um espaço de partilha, há muito por aí quem goste de ler, e são recorrentes na blogosfera os posts em que se fala de livros, nada como agrupar num só lugar todos esses posts para termos um clube, um clube de leitores.

 

Quero aproveitar esta avalancha de visitas para deixar um convite, o clube está aberto a quem queira participar, ali ao lado está um link que diz Participe neste blog , e o convite é aberto para os bloguers do SAPO ou para outros qualquer. Quem não é do sapo envie-me um email para jfreitas.soares@sapo.pt

 

 

Porque ler é um prazer que deve ser partilhado

 

Jorge Soares

 

publicado por Jorge Soares às 15:05 link do post
14 de Outubro de 2009

Creio que poucos conhecem uma meia dúzia de livros escritos por Agatha Christie com o pseudónimo de Mary Westmacott .

A grande diferença é serem romances e não livros policiais. Tenho todos e gostei de todos, mas um deles marcou-me imenso e ainda agora, anos depois, me faz pensar.
Chama-se “Ausente na Primavera”, no original Absent in the Spring.
É a história de uma mulher de meia-idade, Joan, que tem toda a sua vida organizada e se sente satisfeita e realizada com o seu casamento, o seu lugar na sociedade, os seus filhos, a sua vida preenchida e respeitável.
Um dia, numa longa viagem e por circunstâncias imprevisíveis, a activa e segura Joan fica isolada no meio de nenhures. Perdida do mundo, confinada a um quarto e ao imenso deserto à sua volta, o tempo parece parado e não há distracções possíveis. Não há ninguém para conversar, não há onde passear naquela vastidão cheia de nada, não há forma de fugir, não há televisão, nem rádio, nem telefone e os seus livros acabaram logo no 2º dia.
O vazio ganha espaço e Joan fica sozinha com os seus pensamentos, que ganham novos contornos, por mais que lute para lhes fugir. Ao longo dos dias, acaba por mergulhar numa profunda introspecção e descobrir tudo o que nunca quis ver. E após enfrentar todos os seus fantasmas resta o dilema de como voltar depois à sua vidinha tão perfeita e tão falsa.
Este livro leva-me sempre a questionar se não é isto que fazemos ao longo da nossa vida tão atarefada, fugir de nós mesmos, fugir da verdade, evitar pensamentos incómodos, preferirmos  estar ausentes até chocar com a realidade...
publicado por cigana às 22:40 link do post
12 de Outubro de 2009

 

 

 

 

 

 

 

 

Comprei este livro, na última Feira do Livro, que houve em Pombal. Não foi uma escolha ao acaso, procurei por ele, porque sabia que esta autora "Dorothy Koomson", tinha editado em Portugal à relativamente pouco tempo, este livro.

 

Desta autora já conhecia o livro "A filha da minha melhor amiga", o qual tinha gostado muito.

 

Relativamente a este "Pedaços de Ternura", não fica nada atrás do 1º, gostei muito.

 

Dos livros que li desta autora, todos eles focam um tema preocupante e actual, embora nem sempre seja o tema principal.

 

No caso deste livro foca o tema do alcoolismo, visto da forma como pode destruir uma família e uma carreira, pelo lado feminino.

 

Outro aspecto que também gosto muito nesta autora é que os seus livros não seguem a história numa sequência temporal, mas começam com o tempo presente, e ao longo do livro e sobre as diversas personagens vai introduzindo passagens e episódios importantes da vida dessas mesmas personagens, para o leitor poder entender os passos e as decisões que as personagens vão dando.

 

Este é mais um daqueles livros que nos ensinam algo e que não se esquecem mal os arrumemos na prateleira.

 

Recomendo a sua leitura.

publicado por mimi às 16:29 link do post
12 de Outubro de 2009

 

Entrei na livraria sem ter uma ideia do livro que iria comprar. A capa de um deles despertou-me a atenção...uma jovem de cor, muito bonita, de olhar triste e sofrido...tratava-se de Immacullée Ilibagiza,  que em 1994, sobreviveu ao genocídio no Ruanda.

Chocante o relato das atrocidades que se cometeram e como Immaculée, de apenas 22 anos, sobreviveu durante 90 dias numa casa de banho minúscula juntamente com sete mulheres.

Não considero uma obra de grande valor literário, é fastidiosa a leitura das orações e conversas com Deus feitas por ela, é indiscutível o valor da fé nestes casos, mas acho que se exagerou. 

Acima de tudo é um livro que nos deixa a pensar, como é possível que a comunidade internacional tivesse permitido a chacina  de um milhão de pessoas em apenas cem dias, devido a diferenças étnicas.

 

 

publicado por Existe um Olhar às 02:11 link do post
11 de Outubro de 2009

O sétimo seloUma das minhas prendas de natal foi "O sétimo Selo", o livro de José Rodrigues dos Santos, tinha lido os anteriores e gostado muito, este para mim foi uma enorme desilusão.

 

Para um livro com enredo que gira à volta do aquecimento global, bem que o escritor podia ter contribuído para diminuir esse problema, o livro podia ter menos um terço das páginas. A evolução da concentração de monóxido de carbono na atmosfera e os seus efeitos é descrita três vezes, a explicação sobre as reservas petrolíferas é dada duas vezes, a partir do meio o livro torna-se repetitivo.

 

Não sei se as editoras pagam à página impressa, mas este livro podia ter menos um terço das páginas, contava a mesma história e sempre se poupavam uns milhares de arvores.

 

Já agora, a imagem da capa do livro, chama-se The Essence of Imagination ” e é uma montagem fotográfica de Ralph A. Clevenger e segundo este site , foi imaginado para representar o conceito de que aquilo que vemos nem sempre é o que imaginamos....como o livro!.

 

Jorge Soares

PS:Post publicado inicialmente no blog:O que é o Jantar

PS2:Perguntava a Pepita se aqui também podemos dizer mal, não só podemos como devemos, se a nossa opinião de um livro não é positiva, se na nossa opinião não é um bom livro, é isso que devemos dizer.

publicado por Jorge Soares às 21:10 link do post
08 de Outubro de 2009

Depois de "O jardim encantado", a autora Sarah Addison Allen continua a surpreender-me! O segundo livro não defraudou as minhas expectativas quanto à escrita e imaginação para o mistério com requintes mágicos e romance sempre em moderação que a autora 'semeia' em cada história que escreve...

 


"O quarto mágico" conta a história de três mulheres, Josey, Della e Chloe. A insegura Josey leva uma vida de clausura, vivendo com a sua mãe, o seu único consolo são as visitas diárias do carteiro e acima de tudo as guloseimas e doces escondidos no seu roupeiro. Josey mal desconfia que a presença inesperada de Della no seu roupeiro 'secreto' vai mudar a sua vida, através desta cria laços de amizade com Chloe. Esta é uma jovem forte, destemida a quem os livros perseguem para toda a parte e mostram respostas para os seus problemas, respostas que nem sempre procura... A vida destas três mulheres é um mistério delicioso, que não podes perder! Agora resta-me esperar pelo terceiro livro "The girl who chased the moon", cuja versão original só estará disponível em Março de 2010.

publicado por Teresa às 20:10 link do post
08 de Outubro de 2009

 

 

Como já vem sendo hábito, para quem me costuma ler, hoje vou falar sobre um dos livros que mais gostei de ler até hoje.

 

Não conhecia esta autora, este livro foi-me oferecido no meu aniversário e estava na estante à espera que lhe pegasse.

 

O que à primeira impressão, olhando simplesmente para o título e para a capa, me sugeriu que seria um típico livro "cor-de-rosa"para mulheres. Depois da sua leitura, revela-se uma história de época envolvente, que me fez chorar algumas vezes. Este livro é daqueles que nos custa interromper a sua leitura a meio. Levou-me noite dentro vários dias e não descansei enquanto não o acabei, e quando terminei fiquei com pena de não poder continuar a ler. É um dos melhores livros que li nos últimos tempo.

 

Desde o princípio, este livro tocou-me e emocionou-me profundamente, se calhar por retratar a vida de uma mulher "Mary Broad", onde relata as suas aventuras, sonhos, a sobrevivência, a coragem, o amor, a maneira de ela lidar com a morte, etc. Pelo meio tem algumas partes difíceis, a mim deixou-me com um nó na garganta por diversas vezes.

Acho que é um livro que nos faz crescer, amadurecer enquanto ser humano.

 

Conclusão, fiquei fã desta autora "Lesley Pearse", uma escritora que não vou esquecer e que voltarei a ler com toda a certeza.

 

publicado por mimi às 15:02 link do post
07 de Outubro de 2009

"Ternura (muita), e as palavras que dela nasceram... momentos (muitos) que explica

Pin uma explicação de ternura

 

 no bater do coração e no brilho do olhar. Ternura... este livro é apenas uma das suas muitas explicações. Nasci de mão dada com a ternura, com ela cresci, me fiz gente. Aprendi a acarinhá-la, a guardá-la entre os dedos. Semeio-a, com a ajuda do vento. Sacio-lhe a sede, com lágrimas doces. Vejo-a tornar-se maior sem sobejar. Bebo de toda a que me oferecem e entrego-a, na mão de quem a queira de mim beber. Este livro reflecte o que hoje sou. Espero que possa transmitir-vos a serenidade e a ternura que sinto quando escrevo.", Luísa Azevedo.


O Pin está a chegar a Lisboa! Depois do Lançamento do livro no Porto, o Pin - uma explicação de ternurachegará a Lisboa no próximo sabado, dia 10 de Outubro, pelas 16h00. O Lançamento decorrerá no Núcleo Arqueológico da Manutenção Militar (Rua do Grilo nº 111 - Lisboa (entre a igreja Madre de Deus e o Convento do Beato)). A apresentação do livro será feita por Carlos Lopres, a leitura dos textos por Celeste Pereira, Carlos Lopes..., e será acompanhada ao piano por Pedro Lopes. O evento conta também com a actuação musical de Pedro Branco (viola e voz). Do evento faz parte uma visita guiada ao museu e, tendo em conta que este encontra-se fechado ao público, é uma optima oportunidade para ficar também a conhecer o nosso património.


Depois do grande sucesso que foi a apresentação no Porto, venho convidar-vos a juntarem-se a mim para juntos apoiarmos a Luísa, num espectáculo que será um verdadeiro... momento de ternura.
 
Via Ticho

publicado por Jorge Soares às 23:37 link do post
05 de Outubro de 2009

A sombra do Vento

 

Dizia-me uma boa amiga que durante as ultimas férias se tinha lembrado de mim,leu um livro que a fez lembrar-se de mim, antes que ela disse-se qual, já eu estava a dizer o nome, La sombra del viento, de Carlos Ruiz Zafon.

 

Eu nunca tinha ouvido falar de este autor, a minha mulher comprou o livro em Valência e eu levei para Macau, comecei a ler no Aeroporto em Lisboa, mas uma viagem de 13 horas até Hong Kong toda feita de noite não dá para ler muito. Voltei a pegar no livro 3 ou 4 dias depois, quando o Jet Leg começou a passar. Quando entrei no livro já não o consegui largar, é uma historia fantástica, que se passa na Barcelona da época de Franco, onde se fala de livros, de historias de amor, da inocência perdida e de aprender a viver com a vida.

 

Um livro fantástico que aconselho vivamente e que em Português se chama A sombra do vento e de que deixo aqui um trecho

 
El hombre más sabio que jamás conocí, Fermín Romero de Torres, me había explicado en una ocasión que no existía en la vida experiência comparable a la de la primera vez en que uno desnuda a una mujer. Sabio como era, no me había mentido, pero tampoco me había contado toda la verdad. Nada me había dicho de aquel extraño tembleque de manos que convertía cada botón, cada cremallera, en tarea de titanes. Nada me había dicho de aquel embrujo de piel pálida y temblorosa, de aquel primer roce de labios ni de aquel espejismo que parecía arder en cada poro de la piel. Nada me contó de todo aquello porque sabía que el milagro sólo sucedia una vez y que, al hacerlo, hablaba un lenguage de secretos que , apenas se desvelaban, huían para siempre. Mil veces he querido regresar y perderme en un recuerdo del que apenas puedo rescatar una imagen robada al calor de las llamas. Bea, desnuda y reluciente de lluvia, tendida junto al fuego, abierta en una mirada que me ha perseguido desde entonces. Me incliné sobre ella y recorrí la piel de su vientre con la yema de los dedos. Bea dejó caer los párpados, los ojos y me sonrió, segura y fuerte.
 
 
Hazme lo que quieras – susurró.
Tenía diecisiete años y la vida en los labios.
 
In: ZAFÓN, Carlos Ruiz, 2001. La Sombra Del Viento. Barcelona: Ed. Planeta, 37.ª edición, 2004. 
 
Jorge Soares
Post publicado inicialmente no Blog O que é o jantar?

 

publicado por Jorge Soares às 19:44 link do post
02 de Outubro de 2009

 Travessuras da menina má - Mario Vargas Llosa

 

O primeiro livro que me marcou realmente foi La ciudad y los perros, de Mario Vargas Llosa. Foi no 7 ou 8 ano e lembro-me que podíamos escolher entre este, Dona Barbara de Romulo Gallegos  e Cem anos de solidão de Garcia Marques. Escolhi A cidade e os cachorros, já não sei porquê, mas foi um livro que me marcou e foi o primeiro de muitos que li de este escritor, entre eles o fabuloso A tia Júlia e o escrevedor e o ultimo, Travessuras da menina má.

 

Vargas Llosa tem um estilo de escrita peculiar em que a historia não é linear, é intercalada entre capítulos, um capitulo conta uma parte da historia e o seguinte conta uma parte completamente diferente, que pode ser algo que acontece em paralelo, no passado ou no futuro, no fim tudo se conjuga, mas no inicio é como se estivéssemos a ler dois, ou mais livros diferentes ao mesmo tempo.

 

Como disse antes, o ultimo que li foi Travessuras da menina má, que é uma história que começa em Lima, no Peru, passa por Paris e termina algures no norte de Espanha e que relata as incidências de um grande amor que começa na adolescência e dura toda a vida. Uma história de idas e vindas de uma mulher aos braços de um homem, que cada vez que ela regressa a recebe de coração aberto só para a ter durante o tempo que ela precisa para se preparar para voltar a partir.

 

Um grande livro, de um grande escritor.

 

Jorge

publicado por Jorge Soares às 00:28 link do post
Outubro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
13
17
19
23
24
27
29
30
31
subscrever feeds
Posts mais comentados
pesquisar neste blog
 
últ. comentários
Ainda bem que gostou Fenix! Aconteceu o mesmo comi...
Também adorei só consegui para no fim quanto mais ...
Já li e adorei! Excelente livro como aliás todos o...
Saudações a todos. Venho sugerir as capas para liv...
É sem dúvida um excelente livro, ficamos presas do...
Deve ser um excelente livro!
Vergílio Ferreira é isso mesmo; VF é literatura pu...
Por aqui é fácil, basta procurar na Bertrand ou Fn...
Achei o livro excelente. Como sempre, José Rodrigu...
Olá a todos, este ebook esta disponível neste site...
blogs SAPO