Clube de leitura
Porque ler é um prazer que deve ser partilhado
26 de Novembro de 2009

Há muito que comecei a ler este livro. No início julguei que seria de fácil leitura; á medida que fui avançando reconheci que não era bem assim. Passou a ser um livro de estudo, de análise, como se de um compêndio de História se tratasse.

Alina Fernández, filha ilegítima de Fidel Castro descreve com singular mestria a vida de seu pai. Com esta narrativa vem á tona um outro olhar sobre Fidel, a sua intimidade, o seu percurso até chegar onde chegou.

Há momentos que me sensibilizaram. As cartas que foi escrevendo á sua amante Naty Revuelta, enquanto esteve preso são reveladoras da maneira de ser e sentir de um Fidel que desconhecia.

Escreve ele a dado momento" ....as aparências deste mundo não devem importar-nos, o que interessa é o que está dentro das nossas consciências. Há coisas eternas, tais como as imagens que guardo de ti, tão indeléveis, que me acompanharão até ao túmulo. "

Sinopse

Só tardiamente Alina compreendeu as razões dos presentes e das visitas de Fidel a sua casa. Foi quando um dia, tinha já dez anos, a mãe lhe revelou que era fruto de uma relação amorosa com o líder da revolução cubana. Uma experiência, de facto curiosa que, com raro sentido de humor, força irónica e capacidade narrativa, ela nos relata neste seu livro.

Retratando um Fidel que, ao mesmo tempo que se deixa mimar pela filha que não o sabe que é, cai, com alguma frequência, na prepotência paternal e uma Naty que, burguesa de nascimento, mas "revolucionária por convicção", há-de continuar fascinada pelo amante que já não lhe liga, guardando-lhe uma fidelidade , só comparável ás viúvas de antanho.

Trata-se, no caso, de um documento extraordinário sobre duas personalidades muito especiais da era da revolução cubana, ao mesmo tempo que constitui uma visão singular sobre uma experiência única.

Alina Fernández não transformou este livro de memórias num panfleto contra o regime de Fidel nem num ajuste de contas com os pais.

 

publicado por Existe um Olhar às 21:39 link do post
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24 de Novembro de 2009

 

Mesmo depois de toda a polémica sobre o último livro de Saramago "Caim", a minha opinião mantém-se, apesar de não ser igual para todos os seus livros. Os que mais gostei foram "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" e este sobre que vou escrever. Por exemplo "A Jangada de Pedra" já não gostei tanto.

 

 

 

 

 o livro "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago é um dos livros mais inquietantes, angustiantes, lúcidos e verdadeiros que alguma vez li.

É daqueles livros que depois de serem lidos, passe o tempo que passar, nunca se esquecem.

Para quem não leu, aconselho vivamente a sua leitura.

Já li este livro à uns 2 ou 3 anos e acho que não estava preparada para o que ia ler, porque até aí só tinha lido romances, policiais, etc., livros que no final acabam todos felizes.

Sinceramente, ouve passagens do livro que recordo, me impressionaram de tal maneira, que tinha que parar a leitura, porque ficava com um nó na garganta, e voltava mais tarde ou passado uns minutos. Mas no fim é um daqueles livros que nos deixam a pensar, não durante alguns instantes, mas durante dias e semanas.

Foi um dos livros que me fez crescer e ver que a vida não é feita só de coisas boas.

 

 

Este livro retrata uma cidade que de repente é atacada pela "Cegueira Branca", em que toda a população gradualmente fica cega, excepto uma pessoa. (Obviamente Cegueira é uma metáfora para a realidade que as pessoas vivem, porque apesar de olharem não vêm a verdade, ou só vêm o que lhes interessa).

O mundo está a tornar o indivíduo cada vez mais virado para si próprio, tudo o que importa são as nossas vontades, os nossos objectivos, os nossos sucessos, os nossos fracassos, etc.

Este livro alerta-nos para a dura realidade, que a humanidade perdeu a capacidade de viver em comunidade.

Deixámos de olhar para o lado, para o próximo, porque estamos sempre com pressa, atrasados, com horários a cumprir, com mil pensamentos ao mesmo tempo.

 

A única pessoa da obra que não é atacada pela "Cegueira Branca", é a mulher de um médico, porque preocupou-se primeiro com quem ama e depois consigo.

 

A verdade é que todo aquele, que não vê aquilo que está ao seu redor, ou que diz respeito ao próximo e que só vê o que lhe diz respeito é cego.

 

Este livro só veio confirmar, se ainda fosse necessário essa confirmação, porque José Saramago foi Prémio Nobel da Literatura.

 

 

PS: Post publicado inicialmente no Pepita
publicado por mimi às 16:04 link do post
23 de Novembro de 2009

 

Chocolate, Joanne harrisJá li vários livros desta autora, comecei por Chocolate, curiosamente o que mais gostei não foi nenhum destes, foi A Praia Roubada. Li Chocolate por primeira vez há vários anos, acho que é um excelente livro, que deu um excelente filme.

 

Vianne Rocher é uma jovem mãe solteira, desde que tem memoria que passou a vida a fugir sem saber bem de quê, ainda com a mãe, viveu em várias partes do mundo, mas só o tempo suficiente para voltar a fugir. No dia de Carnaval chega a uma pequena povoação Francesa e decide que desta vez é para ficar. Ela decide enfrentar os seus fantasmas que pouco a pouco se vão transformando em alguns dos habitantes da aldeia.

 

Vianne é uma profunda conhecedora dos segredos do chocolate, a sua loja converte-se na tentação e no suplicio do padre da aldeia. À medida que o enredo avança somos transportados ao mundo de Vianne , com os seus mistérios, os seus sabores e tentações.

 

Pouco a pouco na sua loja ela vai desvendando os segredos de cada um dos habitantes e vai mudando as vidas, ao sabor dos gostos e preferências de cada um.

 

Um livro muito bem escrito, que nos consegue transportar para o mundo do chocolate,  para o pequeno mundo daquela aldeia francesa e para a luta entre o bem e o mal que se desenvolve entre ela e o pároco.

 

Sapatos de Rebuçado passa-se em Paris 4 anos depois do fim de Chocolate,  Vianne Rocher , agora Yanne Charbonneau vive uma vida calma em Paris, junto com as suas duas filhas. Annie , antes Annouk e Rosette , uma criança de 4 anos que não fala e que facilmente passa por ter de dois anos. É responsável por uma pequena loja alugada onde vende

Sapatos de rebuçado

 chocolates. 

 

Zozie de l'Alba é uma feiticeira que vive de esquemas e de apropriar-se das entidades das pessoas que conhece. Zozie conhece Annie e decide que ela e a sua família serão as suas próximas vitimas.

 

O livro está muito bem escrito, retrata claramente a vida do bairro típico parisino Montmarte e as suas peculiaridades , a relação entre uma adolescente e a sua ocupada mãe e a relação desta ultima com o seu novo namorado parisiense.

 

Neste livro descobrimos alguns dos mistérios e pontas soltas deixadas no Chocolate, como os motivos pelos que Vianne e a sua mãe tinham que fugir e mudar de nome constantemente, e alguns dos fantasmas são finalmente desvendados

 

 

Dois excelentes livros que aconselho vivamente.

 

Jorge

PS:Imagens retiradas da Internet

PS2:Post Publicado inicialmente no blog: O que é o jantar?

publicado por Jorge Soares às 23:51 link do post
21 de Novembro de 2009

 

De gorda a magra, de ruiva a morena, de Londres a Toronto, de conde polaco a marido radical, de autora de romances de cordel a poeta distinta, Joan Foster sente-se completamente confusa com a sua vida de múltiplas identidades. Decide fugir para Terremoto, uma vila italiana, com o intuito de retomar o controlo sobre a sua vida. Mas primeiro terá de organizar a sua morte... Um romance notável que esclarece uma vez mais por que razão Margaret Atwood é considerada uma das melhores escritoras do nosso tempo.

 

Conheci este livro no site de uma livraria que o destacava nesse mês ou semana. Prendi-me essencialmente pela parte de organizar a sua morte, típico de um bom suspense. Joan é a tipicamente mulher gordinha, abafada não só pelo corpo mas também pela pressão social sobre a beleza, dona de sonhos proibidos e por realizar que decide mudar de vida, encarnando várias personalidades ao longo do percurso.

Margaret Atwood surpreende com a habilidade de combinas as palavras, com a leve ironia e humor em muitas passagens do livro. Uma arte fresca, leve, entusiasta e sempre despreocupada. Mas... Há sempre um mas. Apenas um terço do livro se dedica à transformação propriamente dita e ao futuro que espera Joan. O grosso do livro esmiúça o passado e acaba por focar, a meu ver, debilmente o futuro. Por isso, fiquei a desejar mais umas quantas linhas ou um capítulo para um grande final.

Faço destas palavras as minhas: 

«Se apenas se sente segura com a realidade “das nove às cinco“, provavelmente não vai gostar dos seus livros. Mas se lhe apetece levantar voo, experimente.» Cosmopolitan 

publicado por Miss G às 09:57 link do post
19 de Novembro de 2009

Qual foi o melhor ou melhores livros que leram e porquê?

 

Houve livros que já me influenciaram directamente na minha postura e modo de olhar os acontecimentos que fazem parte da nossa vida, já foram influenciados, como, porquê?

 

O meu tema preferido é a mente humana, psicologia, tentar perceber o que influencia as escolhas, a decisão..., qual é o vosso tema preferido?

 

Conhecem o livro: Bem aventurados os que ousam... O que acham do livro?

 

Obrigado e boas leituras!

 

Leitura actual; mentiras no sofá, do mesmo autor de quando nietzsche chorou, Irvin D Yalom

 

publicado por Pedro J às 14:59 link do post
música: future proof massive attack
19 de Novembro de 2009

 

 

Este livro em situações "normais", nunca teria a tentação de o comprar e ler. Mas andei um tanto ou quanto triste, desanimada e cansada e precisava de alguma coisa leve para ler.

Depois de ter lido tantos comentários e tantos post´s a dizer maravilhas desta saga, fiquei curiosa, embora o tema à partida não me despertasse qualquer interesse.

 

A minha opinião pessoal, diverge de quase todas aquelas que li àcerca deste livro. Não sei se por terem sido escritas por pessoas mais jovens ou então de gostos diferentes dos meus.

 

É um livro de leitura fácil, leve, com uma história que é desenvolvida de uma forma célere, como eu gosto. A autora não arrasta a história com descrições inúteis, apesar das suas quase 500 páginas. Confesso que o tema principal "vampiros", continua a ser um tema que não me fascina, mesmo depois de ter lido o livro, tal como eu previra.

 

Não me arrependi de ter gasto o meu tempo a lê-lo, embora o considere um livro um pouco juvenil. Penso que se estivesse na casa dos 20 anos, que a minha opinião seria diferente. Teria adorado todo o livro, desde a aventura, ao romance, etc. 

Se me perguntarem se o recomendo, só poderei responder que depende da idade de cada um e dos seus gostos literários. 

Se me perguntarem se vou comprar os outros livros desta saga, responderei que não.

 

Sinopse:

 

Mistério fantástico, num envolvente ambiente de suspense. Isabella deixou o sol da cidade de Phoenix para ir viver com o pai em Forks. A cidade é pequena, as pessoas amigáveis, mas persiste uma neblina de chuva no ar. No liceu conhece Edward Cullen que parece evitá-la. Surpreendida com a hostilidade do belo e pálido Edward acaba por se envolver numa perigosa história de amor. Edward faz parte de uma família de vampiros que tenta viver discretamente entre os humanos.

Um dos grandes sucessos editoriais de sempre, este é primeiro livro do Ciclo Luz e Escuridão de Stephenie Meyer.

 

publicado por mimi às 09:12 link do post
18 de Novembro de 2009

As benevolentes de Jonathan Littel

 

Maximilien Aue é um ex-oficial nazi, homossexual , apaixonado de forma obsessiva pela irmã gémea , educado num colégio católico donde é abusado pelos padres e pelos restantes estudantes. Um encontro homossexual fortuito num jardim faz com que termine nas SS alemãs, donde é um dos responsáveis pela solução final,  a eliminação de todos os Judeus.

 

São 900 páginas em letra miudinha, é um livro frio donde são descritos com detalhe e pormenor os processos utilizados para matar milhões de seres humanos, as relações sexuais do protagonista com os amantes de ocasião, a forma como ele mata a mãe e o seu melhor amigo que o tinha levado a ser quem era e que lhe acabava de salvar a vida.

 

É um livro com muitas facetas: um livro politico, donde se discutem os pormenores do poder do Nacional socialismo;  um livro psico-social donde se discutem as taras e manias sexuais, as obsesões e as culpas familiares;  um livro histórico donde de discute em pormenor a segunda Guerra mundial e a ascenção e queda do nazismo; é um livro Freudiano, donde se discutem os sonhos do protagonista e os seus significados... 900 páginas dão para muito.

 

No geral, é um bom livro.... não aconselhável a pessoas impressionaveis, tem descrições brutais, crueis e inhumanas.

 

Sinopse da Editora:

As Benevolentes são as memórias de Maximilien Aue , um ex-oficial nazi, alemão de origens francesas que participa em momentos sombrios da recente história mundial: a execução dos judeus, as batalhas na frente de Estalinegrado, a organização dos campos de concentração, até a derrocada final da Alemanha. Uma confissão sem arrependimento das desumanidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, que provoca uma reflexão original e desafiadora das razões que levam o homem a cometer o mal.

 

Post publicado originalmente no blog O que é o jantar?

Jorge

publicado por Jorge Soares às 22:21 link do post
16 de Novembro de 2009

Este foi um dos meus presentes de aniversário, já o li, é uma leitura ligeira que se lé rapidamente pois a história é empolgante, gostei muito e recomendo.

Duas irmãs separadas pela tragédia.
Um reencontro inesperado.
Uma história inesquecível.
 
Após umas idílicas férias de Verão, a família Beecham regressava a casa, de carro, quando um condutor embriagado ditou a sua sorte. Hannah tinha 4 anos e Julie quase 2. Aquela noite deixou-as órfãs. A solidão encaminhou-as para uma tia cruel e sem escrúpulos. O destino encarregou-se de as separar.
Muito anos depois, Hannah está a trabalhar quando ouve uma voz que a abala profunda e incompreensivelmente. Quem é a estranha mulher que grita contra as injustiças do mundo? A verdade atinge-a como um raio: Julie!
Hannah tem uma vida desafogada, um casamento estável e um emprego que a realiza, feitos notáveis para quem conviveu de perto com o inferno. Mas o mesmo não se pode dizer de Julie, cuja natureza explosiva se virou contra si própria. Ela precisa desesperadamente de ajuda e terá de ser a irmã a intervir, mas ao fazê-lo, Hannah descobre horrorizada que a sua própria vida não é tão perfeita quanto parece…
 
Duas irmãs.
Dois mundos em rota de colisão.
Apenas o perdão evitará a tragédia.

 

publicado por emma_leiria às 15:37 link do post
14 de Novembro de 2009

Li este livro em menos de 1 semana, não sei o que me apaixonou porque a história convenhamos não é nada de extraordinária e tem alguns pontos até um pouco surreais a meu ver, mas a verdade é que a cada página que lia queria saber mais...queria chegar à última página e alcançar o final da história!

 

Amores e traições

Histórias de vidas cruzadas

Uma pitada de mistério

Gastronomia q.b. (não em excesso!)

Viagens, com especial destaque para Veneza, Xangai e Paris.
 

Veneza nunca me seduziu, nem nunca me tinha despertado a mínima curiosidade, agora ficou-me na cabeça... ai os livros só dão ideias!! O livro trazia um marcador de livros original, uma máscara de olhos típica de Veneza como o que está ilustrado na capa do livro...achei divinal este pequeno apontamento, que é bastante comum nos livros da editora Quinta Essência.

 


Resumo

 

"Embora viva na cidade mais romântica do mundo, Precious Rafferty nunca se apaixonou perdidamente. Até que conhece Bennett James. Estará na altura de se deixar, finalmente, arrebatar pelo romantismo e ter o casamento dos seus sonhos em Veneza? Do outro lado do mundo, em Xangai, Lily Song, prima de Precious, guarda um valioso e perigoso segredo de família. Quando Lily suplica a Preshy que se encontrem em Veneza e a alerta para os perigos que corre, a vida de ambas vai mudar para sempre. Entretanto, em Paris, Precious conhece o escritor Sam Knight, um homem cativante, mas desencantado com a vida. Precious sente Sam cada vez mais próximo de si e receia que ele esteja também enredado nesta emaranhada teia de perigo e desejo. Será que Sam também não é quem aparenta ser? Esconderá algum segredo terrível? Em Veneza, Precious terá de serpentear através de um labirinto de traição e sedução para descobrir a quem poderá confiar, de uma vez por todas, o seu coração... e a sua vida."


Autora:
Elizabeth Adler

Editora: Quinta Essência


p.s. - Post adaptado do escrito no blog Simplesmente meu...

publicado por Teresa às 18:35 link do post
11 de Novembro de 2009

     (Os Filhos da Liberdade)

 

Quando a minha sobrinha me contou que leu e adorou este livro fiquei logo curiosa e decidi ler também, isso porque vindo dela – alérgica a livros que não sejam da saga do Harry Potter – só podia significar que era imperdível. Li este livro na versão original, em Francês e foram 433 páginas emocionantes.

 

Os Filhos da Liberdade retrata a história de jovens – nem sempre franceses – que contribuíram para a libertação da França durante a 2ª Guerra.

 

Afeiçoamo-nos de imediato aos heróis desta obra e da Liberdade.

Marc Levy consegue emocionar-nos, faz-nos sorrir e reflectir. Não foi Levy que viveu esta história mas o seu pai, Raymond Levy. É como uma herança familiar que o autor decidiu transmitir. Fá-lo com simplicidade e, julgo eu, com sinceridade.

  

Sinopse

Os Filhos da Liberdade conta a história de um grupo de adolescentes que fez parte de uma Brigada da Resistência durante a Segunda Guerra Mundial. O que unia estes jovens, de diferentes idades e nacionalidades, era a crença inabalável de que valia a pena lutar pela liberdade, e que um dia a Primavera voltaria a despontar. Operando em Toulouse, este grupo conseguiu resistir às forças nazis, às milícias locais e aos colaboradores franceses. Rodeados por inimigos invisíveis e omnipresentes, estes jovens não se podiam sequer dar ao luxo de se apaixonarem - pois, caso fossem apanhados, esse amor podia ser usado contra eles… Vivendo em circunstâncias extremas, aprenderam em cada dia a desfrutar da vida ao máximo: a rir, mesmo rodeados de tragédia; a ser generosos, mesmo quando não tinham nada para dar; e a apaixonar-se, apesar de todos os riscos. Pois não se consegue matar o espírito humano enquanto a esperança estiver viva. Este romance emocionante e comovente é baseado numa história real: a 35.ª Brigada, composta por vários jovens imigrantes dispostos a combater por França e pela liberdade, existiu. Um dos seus membros era o pai de Marc Levy; o seu nome de código era «Jeannot».

 

Para mim, uma história imperdível sobre os horrores da guerra, de um ponto de vista pouco habitual, a “pequena resistência” desconhecida por muitos, um relato sobre a intolerância, a maldade e a xenofobia.

 

Porque como diz no livro:

 “ On est tous l’étranger de quelqu’un” – Jeannot

   ("somos todos o estrangeiro de alguém")

 

publicado por Abigai às 11:57 link do post
08 de Novembro de 2009

A soma dos Dias, Isabel AllendeTerminei de ler La suma de los dias, de Isabel Allende , eu nunca tive um especial interesse por biografias ou autobiografias, que me lembre li o Confiesso que vivi" do Garcia Marquez.....  mais nenhum. Este livro é autobiográfico, é uma espécie de continuação do Paula, mas sem a tristeza. Dei por mim um dia eram uma duas da manhã a tentar conter as gargalhadas para não acordar a P.

 

Tenho não sei quantas folhas dobradas com trechos que achei que iria colocar no meu Blog, este livro fala da vida da Isabel e do seu Clan , da forma como ela passa pela morte da sua filha, de como organizou a sua vida para estar sempre rodeada da família , da forma como se apoiam, como enfrentam os amores e os pesares, como festejam os feitos, como vão crescendo e pouco a pouco ficam ali, à volta do clan .

 

Li o livro em Castelhano, por norma, se puder escolher, compro os livros desta escritora em Castelhano , há uma certa magia e uma parte do misticismo associado ao ser Chilena e latina que se perdem na tradução,.

 

Neste livro ela fala de todos os que escreveu neste período , e é engraçado perceber como é que algumas coisas funcionam, fiquei espantado quando ela diz o seguinte:

 

"Um Sábado ao meio dia chegaram a nossa casa três pessoas, que ao principio confundimos com missioneiros mormons . Por sorte estávamos enganados. Explicaram que tinham os direitos mundiais do Zorro, o heroi californiano que todos conhecemos. Criei-me com o Zorro...

.....- Fizemos tudo com o Zorro, filmes, series de televisão, historias, banda desenhada, disfarces, etc , menos uma obra literária , gostava de a escrever?"

 

E assim nasceu mais um bestseller.

 

No livro temos uma perspectiva sobre a sociedade americana dos últimos 20 anos vista pelos olhos de uma matriarca latino-americana que vive em São Francisco, que é casada com um americano e que consegue juntar à sua volta os seus filhos, os filhos dele, os seus dramas e as suas conquistas.

 

Um livro a ler, que me deixou com vontade de revisitar o Paula uma vez mais e que quanto a mim dará para muitos posts .... 

 

Jorge

PS:imagem retirada da internet

PS2:Post publicado inicialmente no blog O que é o jantar?

publicado por Jorge Soares às 19:11 link do post
07 de Novembro de 2009

 

Quando se trata de leitura, quer se seja um devorador ávido de livros ou um penoso e sofrido leitor esporádico, é impossível evitar uma certa tendência linear. Inconscientemente, acabamos sempre por eleger um determinado estilo de escrita, um tipo de história, tema e escritor como primeira escolha.

 

Eu, sou dos que adora livros. Vicio-me em qualquer um e não consigo parar de ler a partir do momento que começo. Ao longo do tempo fui adquirindo um gosto especial por livros que abordem uma intensa aventura de investigação e que se consiga relacionar com questões históricas. Nesta classe, há dois autores que destaco claramente: Dan Brown e José Rodrigues dos Santos.

 

Evitando a habitual tendência de importação, vou-me dedicar ao autor nacional.

 

O destaque que, pessoalmente, lhe confiro não se deve ao seu estilo de escrita. Deve-se, isso sim, à espantosa investigação por detrás das obras e à capacidade de interligar factos soltos que possam interagir na situação criada. Consegue fazer-nos pensar duas vezes nas possíveis implicações existentes entre coisas que antes pensávamos não estarem ligadas de forma nenhuma.

 

Há que reconhecer porém, que apesar de os livros se centrarem num romance leve e simples, com personagens simpáticas, frescas e agradáveis, há uma falha recorrente. Trata-se da cadência com que as informações são debitadas. A forma dos diálogos é, geralmente, tão filosófica que chega a ser difícil de acompanhar.

 

É, no entanto, um facto aceitável pois  tratam-se de matérias muito avançadas e de tal maneira teóricas que se torna difícil explicar de uma forma a que toda a gente compreenda, sem perder o teor do conteúdo (é preciso recordar que nem todos estudam, por exemplo, a física quântica).

 

Um outro pormenor é apercebido por aqueles que começam a acompanhar com maior regularidade as suas obras. Em grande parte dos seus romances históricos e científicos, a personagem principal é sempre a mesma. Porém, é difícil fazer uma ligação cronológica entre as histórias, sendo que, apesar de manter sempre o carácter mulherengo (o que confere leveza e graça ao romance), não é clara a sua árvore genealógica e de relações amorosas. Por outro lado, a escolha desta personagem leva a situações muito semelhantes entre livros e a desfechos muito equivalentes. Embora esta condição possa parecer uma falta de originalidade, na verdade, a meu ver, deve ser encarado como sendo um grande cuidado em manter as características de personalidade de uma personagem chave em livros distintos, o que é de enaltecer.

 

Restringindo-me a um único título, foco o “O Codex 632”. É um romance que se pode considerar ter duas histórias distintas dentro do mesmo livro. Enquanto relata a aventura de um historiador na senda de conhecer a verdadeira história de Cristovão Colombo, aborda também os seus problemas conjugais e familiares durante o desenrolar da investigação, relatando as dificuldades matrimoniais quando se tem um filho com uma deficiência de nascença.

 

O meu realce, porém, centra-se no tema da investigação. Ao investigar os mistérios que envolvem a identidade do descobridor da América, toca na História de Portugal, agrupando e interligando com inteligência factos, mitos, questões e incongruências dos relatos da época, culminando numa interessante descoberta muito ao estilo da “Teoria da Conspiração” acerca da sua nacionalidade e possíveis razões para a grande falta de documentação sobre a sua identidade.

 

Resumindo, é um livro que recomendo a todos os que adoram História e mistérios envolvendo factos verídicos. Bem como o autor!

 

publicado por DG14RSN às 01:00 link do post
04 de Novembro de 2009

 

Já li este livro há algum tempo, e considero-o um livro muito marcante repleto de sentimentos profundos, uma história de amor e uma lição de vida.

Uma história terrível sobre a lepra, sobre a discriminação e maldade.

Mas também uma história na qual o amor consegue vencer qualquer adversidade por mais difícil que seja.

 

SINOPSE:

Num momento em que tem que tomar uma decisão que pode mudar a sua vida, Alexis Fieldings está determinada a descobrir o passado da sua mãe. Mas Sofia nunca falou sobre ele, apenas contou que cresceu numa pequena aldeia em Creta antes de se mudar para Londres. Quando Alexis decide visitar Creta, a sua mãe dá-lhe uma carta para entregar a uma velha amiga e promete que através dela, Alexis vai ficar a saber mais. Quando chega a Spinalonga, Alexis fica surpreendida ao descobrir que aquela ilha foi uma antiga colónia de leprosos. E então encontra Fotini e finalmente ouve a história que Sofia escondeu toda a vida: a história da sua bisavó Eleni, das suas filhas e de uma família assolada pela tragédia, pela guerra e pela paixão. Alexis descobre o quão intimamente ligada está àquela ilha e como o segredo os une com tanta firmeza.

 

Aconselho este livro, é um romance intenso e sensível sobre segredos de família, paixões e traições, ignorância e preconceito. A lepra, além de fatal, era carregada de estigma.

publicado por Abigai às 08:43 link do post
02 de Novembro de 2009

 

 

Nasci numa seita poligâmica radical. Aos dezoito anos, tornei-me a quarta mulher de um homem de cinquenta e dois anos. Em quinze anos, tive oito filhos. Quando o nosso líder começou a pregar o apocalipse, percebi que tinha de os tirar dali.

 

Isto é o que podemos ler na capa do livro, depois temos a sinopse:

 

Aos dezoito anos, Carolyn foi coagida a casar com um homem trinta e dois anos mais velho, Merril Jessop, que já tinha três mulheres. Os casamentos plurais faziam parte da tradição de Carolyn, que crescera no seio da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias (FLDS). Nos quinze anos que se seguiram, Carolyn teve oito filhos e suportou os abusos psicológicos constantes do marido.

Todos os movimentos dela eram ditados pelos caprichos do marido. Era ele quem decidia onde viver; quem controlava o dinheiro que ela ganhava como professora; quem decidia quando tinham sexo. Durante anos, ela foi infeliz, mas sabia que se tentasse fugir e fosse apanhada, os filhos ser-lhe-iam tirados. Mas, em 2003, Carolyn trocou o medo pela liberdade e fugiu com os oito filhos, com apenas vinte dolares no bolso.

A Fuga revela um mundo equivalente a um campo de concentração, criado por um fanático religioso que, em nome de Deus, privou os seguidores do direito de escolher, obrigou mulheres a serem totalmente subservientes aos homens e fez lavagens ao cérebro às crianças. Num tal ambiente, a saída de Carolyn assume uma força extraordinária e inspiradora.

Otestemunho de Carolyn constitui uma parte fundamental do processo judicial que levou á detenção do seu famoso líder, Warren Jeffs.

 

O livro tem 400 paginas, vou na pag. 157 e não paro de pensar em como é imcompreensível que uma seita como esta possa existir nos tempos de hoje.....

 

publicado por emma_leiria às 22:18 link do post
01 de Novembro de 2009

A voz dos deuses, João AguiarTinha lido este livro há 14 anos, em 1994, lembro-me de o ter comprado na feira do livro no Parque Eduardo Sétimo num dia em que o João Aguiar lá estava, por acaso recordava partes de O Homem sem nome, deste não recordava muito.. apesar de o ano passado ter visto a representação do grupo de teatro Fatias de Cá com o castelo de Almourol como pano de fundo... uma coisa fantástica que aconselho vivamente...

 

Li o livro numa semana, à hora do almoço, e não fosse a obrigação, no primeiro dia tinha lá ficado o resto do dia até terminar......  Eu gosto muito de historia, sei bastante de historia mundial e muito pouco de historia de Portugal, com este livro descobri o Viriato e descobri o Portugal da época dos romanos. O livro conseguiu transportar-me até aquela época até ao ponto de conseguir sentir o ambiente que se vivia na hoste de Viriato, os usos e costumes dos povos, os deuses, os sacrifícios , o significado do monte da Lua e as deidades que o habitavam.

 

Não consigo avaliar o rigor histórico da obra, mas redescobri um livro que adorei, um livro de um escritor Português que aconselho vivamente, de fácil leitura e que nos consegue prender da primeira à ultima página

 

Texto da contracapa

 

"Em 147 a.C., alguns milhares de guerrilheiros lusitanos encontram-se cercados pelas tropas do pretor Caio Vetílio . Em princípio, trata-se apenas de mais um episódio da guerra que a República Romana trava há longos anos para se apoderar da Península Ibérica. Mas os Lusitanos, acossados pelo inimigo, elegem um dos seus e entregam-lhe o comando supremo. Esse homem, que durante sete anos vai ser o pesadelo de Roma, chama-se Viriato.

Entre 147 e 139, ano em que foi assassinado, Viriato derrotou sucessivos exércitosCastelo de almourol romanos, levou à revolta grande parte dos povos ibéricos e foi o responsável pelo início da célebre Guerra de Numância.

Viriato foi um verdadeiro génio militar, político e diplomático. Mas, sobretudo, Viriato foi o defensor de um mundo que morria asfixiado pelo poderio romano: o mundo em que mergulham as raízes mais profundas de Portugal e de Espanha. É esse mundo, já então em declínio, que este livro tenta evocar.

Aquando do seu aparecimento, em 1984, Fernando Assis Pacheco escreveu serem raras as estreias com tanta qualidade. Depois disso, A Voz dos Deuses, ao longo de sucessivas edições, tornou-se um "clássico" do romance histórico português contemporâneo.

A presente edição surge pela primeira vez ilustrada, com desenhos de Vasco Lopes. "

 

Jorge

PS:Imagens retiradas da internet.

PS2:Post publicado inicialmente no blog O que é o jantar?

publicado por Jorge Soares às 19:13 link do post
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É sem dúvida um excelente livro, ficamos presas do...
Deve ser um excelente livro!
Vergílio Ferreira é isso mesmo; VF é literatura pu...
Por aqui é fácil, basta procurar na Bertrand ou Fn...
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