Clube de leitura
Porque ler é um prazer que deve ser partilhado
14 de Dezembro de 2011

 

Este é um livro escrito por uma apresentadora de televisão e jornalista que um dia deixou o marido e os filhos já crescidos e foi viver sozinha numa casa à beira mar.

Ao longo de toda a narrativa revi-me em muitas situações que desejava  alterar e não consegui.

Joan Anderson ao invés de se divorciar, decidiu dar um tempo a si própria, tirar uma espécie de licença sabática em relação ao casamento e ao seu papel de mãe sempre disponível e dar um tempo a si própria, já que tudo parecia estagnado, deixando de ter objectivos.

Quando o marido recebe uma excelente proposta de trabalho num outro estado, ela recusa-se a acompanhá-lo e isola-se na casa de praia em Cape Cod.

À beira mar, Joan procura um novo rumo para si e para a sua família e ao longo de um ano descobre que a vida está cheia de novas possibilidades.

Apesar das dificuldades porque passou, recuperou a alegria de viver e a esperança num futuro melhor.

Esta leitura não é um romance, mas sim uma história de vida que nos convida a reflectir sobre aspectos que muitas vezes são esquecidos, fazendo com que nos anulemos e vivamos em função dos outros.

Aprende-se sobretudo a nunca descurar as nossas necessidades pessoais.

Actualmente Joan vive com o seu marido em Cape Cod, onde organiza workshops e é oradora frequente em palestras que versam os problemas das mulheres e o papel dos media nas nossas vidas.

Na contracapa do livro deixa-nos algumas perguntas para reflexão:

 

Todas as mulheres deveriam estar sozinhas durante dois dias por ano, e fazerem disso uma prioridade?

Enfrentarão as mulheres o perigo de perderem o rasto dos seus "eus " mais recônditos?

Acha que as expectativas do passado encaixam na sua vida actual?

 

Este é um livro dedicado às mulheres, mas que a meu ver também os homens deveriam ler, para que pudessem entender comportamentos, emoções, sentimentos, dúvidas que nos assaltam e que poderão colocar em perigo uma relação.

publicado por Existe um Olhar às 19:00 link do post
09 de Dezembro de 2011

Este foi o primeiro livro que li de Marc Levy, escritor francês mais lido em todo o mundo.

O Ladrão de Sombras é um livro que se lê em poucas horas e que me cativou de imediato, pela escrita fluente, pela história que nos prende do princípio ao fim.

Na capa pode ler-se: "Uma história de amor magistral", pensava eu que se tratava de um amor entre duas pessoas, mas conclui que era muito mais que isso.

O menino desta história era pequeno para a idade e gozado pelo seu colega de turma Marquès, seu pai abandonou a mãe tendo-a trocado por outra mulher. Os anos foram passando e tornou-se médico.

Ao longo de todo o livro há sempre a amizade que nutre pelos colegas e o infinito amor que nutre pela sua mãe e só no final do livro se descobre a sua antiga paixão por uma menina muda que um dia reencontra.

Descobre um dom especial que é roubar a sombra das pessoas com quem se cruza, sejam amigos ou inimigos, deixando-o bastante atemorizado de início. Mais tarde serve-se desse dom para ajudar as pessoas.

A ternura, a inocência e o dom sobrenatural do protagonista desta obra são, sem dúvida, pontos que jogam a favor do sucesso deste romance.

 

SINOPSE

No seu novo romance, Marc Levy conta a história de um rapazinho com um dom invulgar: ele consegue «roubar» as sombras das pessoas com quem se cruza. Ao princípio, acontece-lhe involuntariamente e isso chega a assustá-lo. Sempre que se cruza com alguém – seja um amigo, um inimigo ou um perfeito desconhecido –, a sombra da outra pessoa passa a segui-lo. Por vezes contra a vontade do rapaz, as sombras contam-lhe os mais profundos desejos, temores e aspirações das pessoas a quem pertencem.

E o rapaz vê-se em mãos com um dom que traz uma grande responsabilidade: ao saber estes segredos, terá de ajudar as pessoas – ajudá-las a recuperar «essa pequena luz que lhes iluminará a vida».
Durante umas férias de verão à beira-mar, apaixona-se por uma rapariga muda, chamada Cléa, com quem comunica através da sua sombra. E a sombra deste primeiro amor acompanhá-lo-á durante anos…
Mais tarde, o nosso «ladrão de sombras» torna-se estudante de Medicina, e debate-se com a questão de usar ou não o seu dom para ajudar a curar – tanto os seus pacientes como os seus amigos. Afinal, será ele verdadeiramente capaz de adivinhar o que poderá fazer felizes aqueles que o rodeiam? E ele próprio, saberá onde o espera a felicidade?

 

publicado por Existe um Olhar às 17:28 link do post
07 de Dezembro de 2011

Diz assim na contracapa e cito" (...) Esta é uma história mesmo especial e não queremos desvendá-la. Ainda assim, vai precisar de saber um pouco mais (...) Esta é a história de duas mulheres. Os seus destinos vão cruzar-se e uma delas terá de fazer uma escolha terrível (...) que envolve vida ou morte. Dois anos depois, elas encontram-se de novo. É então que a história começa verdadeiramente...."

 

Este número um do top do "The New York Times", alcançou este lugar não por mero acaso: leitura fluida e acessível, escandalosamente fácil de entender e cativante. A personagem principal é a Abelhinha, apesar de o título apresentar a "pequena abelha". Na minha opinião, trata-se de um percalço derivado da tradução de Little Bee. Seja como for, O nome é por si só a primeira charada: "quem é se chama assim? E porquê?"

"Quem é a outra mulher e que escolha terrível é esta? Será mais um cliché?"

Deixo as perguntas por responder no ar e para aguçar ainda mais a vontade de pegar no livro e ler, acrescento algumas palavras-chave: praia, batman, imprensa, mandioca, weh!.

 

Esta é uma óptima alternativa para uma prenda de Natal. Ofereça cultura!

Post originalmente publicado em Miss G

publicado por Miss G às 17:16 link do post
06 de Dezembro de 2011

 

Tal como há uma escrita sul-americana influenciada peça cultura daquela região, há também uma maneira de contar histórias típica dos países asiáticos. Haruki Murakami é um escritor japonês muito aplaudido pela crítica que eu só descobri agora. "Em busca do carneiro selvagem" foi o primeiro livro que requisitei nestemeu regresso ao universo das bibliotecas, fruto da necessária contenção de gastos bem como da manifesta falta de espaço para continuar a dar largas à minha paixão pela leitura. a história desta procura de um carneiro muito especial é ao mesmo tempo real e fantástica. É difícil distinguir a acção propriamente dita da fantasia. Obviamente, Murakami é influenciado pela cultura japonesa mas também é tocado pela cultura norte-americana, literária ou musical, à qual faz muitas referências. Estamos perante um romance detectivesco onde a busca incessante pelo tal carneiro se confunde com a busca de um amigo do passado e a busca do sentido para a vida do narrador/personagem principal. Uma história onde há espaço para a atracção por umas orelhas perfeitas, um especialista em carneiros encerrado no quarto de um hotel e um verdadeiro homem-carneiro. Um livro difícil de largar até chegar à última página, ao desfecho final...

 

"a verdadeira razão pela qual eu não guardava as fotografias no fundo de uma gaveta prendiam-se com o visível fascínio que aquelas orelhas passaram a evercer sobre mim. Eram cem por cento perfeitas. Umas orelhas de sonho. (...) Uma das suas curvas, de uma ousadia inimaginável, rasgava a fotografia de alto a baixo, outras enrolavam-se em delicadas filigranas de luz formando sombras subtis, outras ainda havia que descreviam, como se uma antiga pintura mural se tratasse, inúmeras lendas de tempos antigos."

 

 

"O homem-carneiro vestia uma pele de carneiro que o cobria da cabeça aos pés. A vestimenta ajustava-se na perfeição ao seu físico atarracado, apesar de se ver a pele na zona dos braços e das pernas tinha sido cosida poeteriormente, em jeito de remendo. O capuz que lhe envolvia a cabeça também era feito de retalhos de pele, mas os chifres enrolados em espiral que lhe saíam do alto do crânio, esses eram verdadeiros. Duas orelhas achatadas, sem dúvida armadas com a ajuda de arame, projectavam-se horizontalmente dos lados do capuz."

publicado por Charneca em flor às 23:29 link do post
04 de Dezembro de 2011

Este livro foi finalista em 2006 do "Man Booker Prize for Fiction" e tem uma estrutura completamente diferente do habitual. Começa no pós-guerra em 1947 e recua até 1941, dando a perceber a história das personagens através do passado, mostrando-nos que de certa forma todas elas estão relacionadas...

Foi o primeiro livro que li deste autora e gostei bastante, dos personagens, da história, da densidade dos sentimentos, tendo sempre como pano de fundo os horrores da Guerra: os bombardeamentos dos aviões alemães a Londres, a destruição de monumentos históricos, a morte de centenas de inocentes e o bom carácter de algumas pessoas corajosas que arriscavam a vida para ajudarem os outros...

A história centra-se na vida de quatro pessoas em Londres: Kay, Helen, Vivien e Duncan, focando-se sobretudo nas suas relações e sentimentos.
Aborda questões como a emancipação feminina, o machismo da sociedade londrina, a homossexualidade, a infidelidade, aborto, o suicídio...

As descrições são bastante intensas, quase nos sentimos com as personagens a ouvir os apitos dos Vigilantes, o medo das bombas, os clarões das chamas, do pó e das cinzas... a sentir necessidade de viver os dias como se fossemos morrer a qualquer segundo, sob a iminência de ser atingido pelas bombas alemãs...

Um livro que apesar de passar das 400 páginas é bastante fluído e muito fácil de ler. Recomendo a todos!
Do Blog Black Magic Bird
publicado por Jorge Soares às 22:59 link do post
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