Clube de leitura
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27 de Março de 2011

A menina que nunca chorava

 

 

 

"Querida Mãe,

 

Quero viver contigo, Estou farta de viver com o Pai. Não é que tenha acontecido alguma coisa ruim, porque há muito tempo que nada de ruim acontece ,só que fico farta dos seus modos. De me preocupar com ele, de me preocupar com a bebida e de me preocupar com as drogas e de me preocupar com o que vai acontecer com o nosso dinheiro e de me preocupar se se vai meter de novo em sarilhos e de me preocupar com o que me vai acontecer. Quero viver contigo..... "

 

Quando terminei de ler A Criança que não queria falar fiquei com vontade de saber o que aconteceu com aquela criança. Era uma histórica verídica de uma menina de 6 anos, uma mente brilhante que estava no inicio da vida, a história não poderia terminar ali. Efectivamente a historia não termina ali e a continuação está em a Menina que nunca chorava.

 

Entre as estadas do pai na prisão e nas clínicas de reabilitação, Sheila vai crescendo entregue ao estado, entre centros de acolhimento e famílias temporárias, é apesar de tudo uma criança normal que consegue dar a volta e seguir enfrente, sempre.

 

Aos 13 anos volta a reencontrar Torey, por estranho que pareça, pouco se lembra de aquela turma que viria a mudar a vida dela, lembra-se da professora mas de pouco mais. Ambas vão reencontrando aquele passado e lutando com os fantasmas que perseguem Sheila.

 

Sheila é uma adolescente que se converte num adulto precoce, cresceu sozinha e solitária sem conhecer o amor dos que a rodeiam e a sonhar com encontrar a mãe, tem uma visão do mundo muito própria e por vezes irrealista.

 

O livro tem partes chocantes, porque nos mostra alguns pormenores da cultura americana que para nós são impensáveis, a forma como vêem a adopção e o acolhimento de crianças de um modo que achei completamente leviano, o modo com tratam os problemas das crianças e adolescentes, etc. Por outro lado, mostra-nos a forma como os fantasmas do passado perseguem as crianças que foram abandonadas, Sheila nunca desiste de tentar encontrar a mãe, sonha com ela e com o momento em que se irão encontrar.

 

"Querida mãe,

A vida está a ser boa para mim. Tenho um grande emprego e o meu próprio apartamento e um cão chamado Mike. Desculpa, já não penso muito em ti. Quero faze-lo, mas não tenho tempo. É pena que nunca me tenhas conhecido. Penso que terias gostado de mim.

 

Com amor Sheila"

 

Sinopse:

 

Torey Hayden publicou A Criança Que Não Queria Falar, em 1980, relatando o caso verídico e comovente da sua relação com uma menina de seis anos que aparecera, gravemente perturbada, na sua aula de ensino especial. Ao longo de vários meses, a jovem professora lutou para fazê-la desabrochar sob o calor generoso da sua espantosa intuição e amor e levá-la a descobrir um mundo que podia ser luminoso.


Separadas pelas contingências da vida, só voltam a encontrar-se anos mais tarde quando Sheila já tem 13 anos. Para surpresa de Torey, a adolescente parece ter perdido uma grande parte das memórias dos primeiros tempos que passaram juntas e, à medida que elas ressurgem do passado com os sentimentos que lhes estão associados, a sua competência de terapeuta e a sua devoção vão de novo ser duramente postas à prova.

 

Jorge Soares

 

Post do O que é o jantar

publicado por Jorge Soares às 16:06 link do post
Esse livro parece ser muito bom.

Passa no meu blog e comenta.

http://clubedeleitura-comentarios.blogspot.com/
Maurício Feijó a 29 de Março de 2011 às 20:05
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