Clube de leitura
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17 de Dezembro de 2012

Um dos livros mais emocionantes que li em 2012, apesar de já estar neste blog a apreciação deste livro feita por outra colaboradora não resisti e quis deixar também a minha opinião.

 

É um livro que logo de início nos prende com a descrição do nascimento do quarto filho da família Branco que na altura vive em Penafiel. José nasceu franzino, mas logo atraiu as atenções pelo tamanho descomunal do seu pénis , que despertou a curiosidade das vizinhas que se prontificavam a ajudar D. Amélia, sua mãe.

 

José teve a sua primeira paixão aos nove anos, a Mimicas, que um dia vê partir para Cabo Verde, mas quis o destino que voltassem a reencontrar-se e casar. Entretanto conhece Maria Imaculada, rapariga ainda nova , que vai trabalhar para casa de seus pais e que um dia por acaso vê o tamanho do membro do seu patrãozinho e logo congeminou fazer uso dele e sempre que podiam os dois se perdiam em noites escaldantes, até seu pai ter descoberto e ao invés de fazer um escândalo, teve com ele uma conversa séria em que questiona o filho o que quer fazer na vida, dado que não era um aluno brilhante e qual não é o seu espanto, quando o filho lhe diz que quer ser médico e especializar-se em medicina tropical.

 

Parte para Moçambique nos anos 60. Fica em Xai Xai durante algum tempo e depois vai para Tete, aí desenvolve um serviço humanitário que é descrito de forma emocionante pelo autor.

 

Veste-se de branco e juntamente com a irmã Amélia e Sheila percorrem numa avioneta aldeias onde se faz sentir mais a necessidade de cuidados médicos.

 

O livro termina com o relato do massacre de Wiriyamu dando-nos assim a conhecer a realidade da guerra do Ultramar, para muitos desconhecida, tanto para os que viviam em Moçambique como para os que viviam na metrópole.

 

678 páginas em que José Rodrigues dos Santos, baseando-se em factos verídicos, nos relata de uma forma notável e emocionante o trabalho humanitário à mistura com uma guerra que marcou de forma cruel muitos dos que a viveram.

 

Sinopse

 

A vida de José Branco mudou no dia em que entrou naquela aldeia perdida no coração de África e se deparou com o terrível segredo. O médico tinha ido viver na década de 1960 para Moçambique, onde, confrontado com inúmeros problemas sanitários, teve uma ideia revolucionária: criar o Serviço Médico Aéreo.

No seu pequeno avião, José cruza diariamente um vasto território para levar ajuda aos recantos mais longínquos da província. O seu trabalho depressa atrai as atenções e o médico que chega do céu vestido de branco transforma-se numa lenda no mato.

Chamam-lhe o Anjo Branco.

Mas a guerra colonial rebenta e um dia, no decurso de mais uma missão sanitária, José cruza-se com aquele que se vai tornar o mais aterrador segredo de Portugal no Ultramar.

Inspirado em factos reais e desfilando uma galeria de personagens digna de uma grande produção, O Anjo Branco afirma-se como o mais pujante romance jamais publicado sobre a Guerra Colonial - e, acima de tudo, sobre os últimos anos da presença portuguesa em África.

 

 

publicado por Existe um Olhar às 19:06 link do post
eu achei muito interessante esse blog sobre o livro o anjo branco. gostei muito , achei muito interessante
lorena a 11 de Março de 2013 às 21:40
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