Clube de leitura
Porque ler é um prazer que deve ser partilhado
18 de Novembro de 2009

As benevolentes de Jonathan Littel

 

Maximilien Aue é um ex-oficial nazi, homossexual , apaixonado de forma obsessiva pela irmã gémea , educado num colégio católico donde é abusado pelos padres e pelos restantes estudantes. Um encontro homossexual fortuito num jardim faz com que termine nas SS alemãs, donde é um dos responsáveis pela solução final,  a eliminação de todos os Judeus.

 

São 900 páginas em letra miudinha, é um livro frio donde são descritos com detalhe e pormenor os processos utilizados para matar milhões de seres humanos, as relações sexuais do protagonista com os amantes de ocasião, a forma como ele mata a mãe e o seu melhor amigo que o tinha levado a ser quem era e que lhe acabava de salvar a vida.

 

É um livro com muitas facetas: um livro politico, donde se discutem os pormenores do poder do Nacional socialismo;  um livro psico-social donde se discutem as taras e manias sexuais, as obsesões e as culpas familiares;  um livro histórico donde de discute em pormenor a segunda Guerra mundial e a ascenção e queda do nazismo; é um livro Freudiano, donde se discutem os sonhos do protagonista e os seus significados... 900 páginas dão para muito.

 

No geral, é um bom livro.... não aconselhável a pessoas impressionaveis, tem descrições brutais, crueis e inhumanas.

 

Sinopse da Editora:

As Benevolentes são as memórias de Maximilien Aue , um ex-oficial nazi, alemão de origens francesas que participa em momentos sombrios da recente história mundial: a execução dos judeus, as batalhas na frente de Estalinegrado, a organização dos campos de concentração, até a derrocada final da Alemanha. Uma confissão sem arrependimento das desumanidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, que provoca uma reflexão original e desafiadora das razões que levam o homem a cometer o mal.

 

Post publicado originalmente no blog O que é o jantar?

Jorge

publicado por Jorge Soares às 22:21 link do post
Pela descrição que fizeste, este livro tem tudo aquilo de que gosto, livro político, psico-social e histórico. Quase de certeza que me impressionaria com algum relato, mas penso que no fim daria por bem empregue a sua leitura.

Boas leituras
Paula
mimi a 19 de Novembro de 2009 às 09:33
Sim, não é um daqueles em que damos o tempo por perdido...mas é necessário algum estômago.

Jorge
Jorge Soares a 24 de Novembro de 2009 às 00:01
Olá Jorge,
Parece-me ser um livro indicado para mim, além de se passar numa época da História de que gosto particularmente, a vertente psico-social também me interessa muito.
O que me assusta um pouco são as 900 páginas....
Abigai a 19 de Novembro de 2009 às 11:11
Eu li este livro numa semana de férias... a família ia para a piscina e eu agarrava o livro... acho que tu deves mesmo gostar.

Jorge
Jorge Soares a 24 de Novembro de 2009 às 00:02
Olá! Também li este livro, escolhi-o porque ganhou o Premio Goncourt e comprei-o num impulso, mas não gostei nada! De facto é uma obra para a qual precisamos de ter algum estomago para a crueza das descrições. Não o terminei, achei que se estava a ser penoso lê-lo não me devia obrigar a fazê-lo!
beijinhos
Sofia
Sofia a 19 de Novembro de 2009 às 12:35
Tu e eu compramos e lemos os mesmos livros... hummm, há alturas que é penoso, é verdade, mas eu sou dos que não deixo livros a meio
Jorge Soares a 24 de Novembro de 2009 às 00:03
Estou sensivelmente a meio do livro, claro que gosto pois é um tema que sempre me fascinou desde muito nova, comprei-o essencialmente pois há menos livros que retratam a lado de lá da história, a maioria é de sobreviventes judeus e escreve-se muito pouco sobre os alemães que estavam subjugados por Hitler, assim de repente só me vem a memória o Leitor mas que aborda mais o destino de uma SS no pós guerra, nem retrata o periodo em si.
acredito que seja muito chocante para quem não está habituado a este tipo de leitura, eu mesma por vezes que tanto leio sobre isso preciso de pausas...
Boas leituras
emma_leiria a 20 de Novembro de 2009 às 12:00
Pode ser chocante, é verdade, mas não deixa de ser um bom livro..e um documento histórico importante
Jorge Soares a 24 de Novembro de 2009 às 00:03
Um bom livro? O livro é espectacular. Das melhores coisas que foram escritas recentemente. É viciante a forma como o Littel expõe de maneira crua e real o mundo preverso de Aue. Ele tem a ousadia de nos dar aquilo que todos nós pensamos mas dificilmente o admitimos. É muito íntimito. Vai mesmo ao fundo do nosso ser.

Recomendo a toda a gente. Boa escolha, Jorge.
André a 15 de Dezembro de 2009 às 19:54
Queria só acrescentar mais uma coisa. A meu ver, Aue não é de modo algum um homossexual. Creio que a coisa é bem mais complicada que isso.
André a 15 de Dezembro de 2009 às 19:56
Foi muito dificil terminar de ler essa obra. Por mais terrivel que isso soe, acho que seria mais palatavel ler as memorias da vítima que do algoz. Levei um mes para conclui-lo. A impressao que tinha, ao fim do dia, qdo me dedicava a ele, era que eu entrava em uma zona infernal, de onde nao sairia ilesa. De fato, nao sai. Valeu a pena? Nao sei, acho que valeu. Ainda tenho duvidas...
Andreia a 10 de Abril de 2010 às 22:41
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