Clube de leitura
Porque ler é um prazer que deve ser partilhado
26 de Novembro de 2009

Há muito que comecei a ler este livro. No início julguei que seria de fácil leitura; á medida que fui avançando reconheci que não era bem assim. Passou a ser um livro de estudo, de análise, como se de um compêndio de História se tratasse.

Alina Fernández, filha ilegítima de Fidel Castro descreve com singular mestria a vida de seu pai. Com esta narrativa vem á tona um outro olhar sobre Fidel, a sua intimidade, o seu percurso até chegar onde chegou.

Há momentos que me sensibilizaram. As cartas que foi escrevendo á sua amante Naty Revuelta, enquanto esteve preso são reveladoras da maneira de ser e sentir de um Fidel que desconhecia.

Escreve ele a dado momento" ....as aparências deste mundo não devem importar-nos, o que interessa é o que está dentro das nossas consciências. Há coisas eternas, tais como as imagens que guardo de ti, tão indeléveis, que me acompanharão até ao túmulo. "

Sinopse

Só tardiamente Alina compreendeu as razões dos presentes e das visitas de Fidel a sua casa. Foi quando um dia, tinha já dez anos, a mãe lhe revelou que era fruto de uma relação amorosa com o líder da revolução cubana. Uma experiência, de facto curiosa que, com raro sentido de humor, força irónica e capacidade narrativa, ela nos relata neste seu livro.

Retratando um Fidel que, ao mesmo tempo que se deixa mimar pela filha que não o sabe que é, cai, com alguma frequência, na prepotência paternal e uma Naty que, burguesa de nascimento, mas "revolucionária por convicção", há-de continuar fascinada pelo amante que já não lhe liga, guardando-lhe uma fidelidade , só comparável ás viúvas de antanho.

Trata-se, no caso, de um documento extraordinário sobre duas personalidades muito especiais da era da revolução cubana, ao mesmo tempo que constitui uma visão singular sobre uma experiência única.

Alina Fernández não transformou este livro de memórias num panfleto contra o regime de Fidel nem num ajuste de contas com os pais.

 

publicado por Existe um Olhar às 21:39 link do post
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Foi revolucionario mas tb um um homem que amou e foi amado e pelo que parece e muito.
É realmente lamentavel que este sonhador ficasse só com um sonho e nunca tenha despertado dele.
Se bem que por um lado compreendo a sua filosofia de vida, mas a realidade está à vista.
bjs
gusty
Gusty a 26 de Novembro de 2009 às 22:17
Tinha ouvido falar deste livro... agora fiquei com vontade de ler.

Jorge
Jorge Soares a 26 de Novembro de 2009 às 23:42
Não conhecia esse livro. Deve ser interessante, principalmente por não se tratar de propaganda política contra ou a favor, mas sim narrar os acontecimentos.
Ana Maria a 27 de Novembro de 2009 às 00:12
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