Clube de leitura
Porque ler é um prazer que deve ser partilhado
09 de Dezembro de 2009

Luz na neve, Anita Shreeve

 

 

 

Eu não conhecia esta autora, nunca tinha ouvido falar, considero-me uma pessoa interessada pela literatura, já li umas dezenas muito largas de livros, mas salvo raras excepções, a minha atenção vai para os escritores latinos, para a corrente literária do realismo mágico e para alguns autores portugueses. Esta escritora tinha-me passado ao lado.

 

No outro dia, encontrei este livro na estante e chamou-me a atenção, um livro que estava na minha estante e que eu não tinha lido.....   Como estava sem leitura para a hora do almoço, decidi levar, em boa hora.

 

Nicky é uma menina de 12 anos que vive com o seu pai numa quinta da América rural, um lugar  que fica no fim do caminho. O local foi escolhido pelo pai de Nicky precisamente porque era um lugar isolado, um lugar donde ele podia viver longe de tudo e de todos, longe dos seus pensamentos e recordações.

 

Naquele dia Nicky e o pai foram dar um passeio ao fim do dia através do campo gelado e coberto de neve que rodeava a sua casa, após algum tempo a andar, eles encontram no meio da neve abandonada ao frio e à morte, uma bebé recém nascida, uma bebé que apesar do abandono e do frio se aferra à vida e sobrevive para mudar a vida Nicky e a tristeza do seu pai.

 

Um excelente livro, com um enredo simples mas que a mim me prendeu, muito bem escrito e com uma mensagem forte e clara. Um  livro que aconselho e que me deixou com vontade de ler mais coisas desta autora.

 

Post Publicado Inicialmente no blog O que é o jantar?

 

Jorge Soares

publicado por Jorge Soares às 21:52 link do post
01 de Dezembro de 2009

Cinco quartos de laranja

 

Framboise regressa ao lugar donde nasceu, à velha quinta da família donde tudo se tinha passado, com outro nome, tenta passar despercebida, passar ao lado das velhas cicatrizes, das recordações da mãe. dos amigos, das pessoas.

 

Framboise é agora uma viúva que partindo da única herança que a mãe lhe deixara, um velho livro de receitas, abre um restaurante e pouco a pouco vai conquistando a confiança e o afecto das pessoas da velha vila...

 

À medida que vai lendo o velho livro, vai abrindo uma caixa de Pandora, de donde vão saindo os segredos da sua relação muito difícil com a mãe, doente e dependente das drogas, que ela aprendera a manipular.

 

Pouco a pouco vamos descobrindo a vida de uma Framboise criança, que cresceu na época da ocupação nazi da França, da sua relação com Tomas, um soldado alemão.

 

Um livro que prende pelo detalhe, pelas descrições minuciosas, como é apanágio da autora, se no chocolate conseguíamos sentir o cheiro e o sabor do chocolate, neste podemos sentir os aromas do campo francês, dos cozinhados, das especiarias...e sobretudo, das laranjas.

 

Este é um excelente livro, muito bem escrito, que nos consegue prender do inicio ao fim da história.

 

Jorge Soares

PS:Post publicado no meu blog:O que é o jantar?

 

publicado por Jorge Soares às 19:27 link do post
23 de Novembro de 2009

 

Chocolate, Joanne harrisJá li vários livros desta autora, comecei por Chocolate, curiosamente o que mais gostei não foi nenhum destes, foi A Praia Roubada. Li Chocolate por primeira vez há vários anos, acho que é um excelente livro, que deu um excelente filme.

 

Vianne Rocher é uma jovem mãe solteira, desde que tem memoria que passou a vida a fugir sem saber bem de quê, ainda com a mãe, viveu em várias partes do mundo, mas só o tempo suficiente para voltar a fugir. No dia de Carnaval chega a uma pequena povoação Francesa e decide que desta vez é para ficar. Ela decide enfrentar os seus fantasmas que pouco a pouco se vão transformando em alguns dos habitantes da aldeia.

 

Vianne é uma profunda conhecedora dos segredos do chocolate, a sua loja converte-se na tentação e no suplicio do padre da aldeia. À medida que o enredo avança somos transportados ao mundo de Vianne , com os seus mistérios, os seus sabores e tentações.

 

Pouco a pouco na sua loja ela vai desvendando os segredos de cada um dos habitantes e vai mudando as vidas, ao sabor dos gostos e preferências de cada um.

 

Um livro muito bem escrito, que nos consegue transportar para o mundo do chocolate,  para o pequeno mundo daquela aldeia francesa e para a luta entre o bem e o mal que se desenvolve entre ela e o pároco.

 

Sapatos de Rebuçado passa-se em Paris 4 anos depois do fim de Chocolate,  Vianne Rocher , agora Yanne Charbonneau vive uma vida calma em Paris, junto com as suas duas filhas. Annie , antes Annouk e Rosette , uma criança de 4 anos que não fala e que facilmente passa por ter de dois anos. É responsável por uma pequena loja alugada onde vende

Sapatos de rebuçado

 chocolates. 

 

Zozie de l'Alba é uma feiticeira que vive de esquemas e de apropriar-se das entidades das pessoas que conhece. Zozie conhece Annie e decide que ela e a sua família serão as suas próximas vitimas.

 

O livro está muito bem escrito, retrata claramente a vida do bairro típico parisino Montmarte e as suas peculiaridades , a relação entre uma adolescente e a sua ocupada mãe e a relação desta ultima com o seu novo namorado parisiense.

 

Neste livro descobrimos alguns dos mistérios e pontas soltas deixadas no Chocolate, como os motivos pelos que Vianne e a sua mãe tinham que fugir e mudar de nome constantemente, e alguns dos fantasmas são finalmente desvendados

 

 

Dois excelentes livros que aconselho vivamente.

 

Jorge

PS:Imagens retiradas da Internet

PS2:Post Publicado inicialmente no blog: O que é o jantar?

publicado por Jorge Soares às 23:51 link do post
18 de Novembro de 2009

As benevolentes de Jonathan Littel

 

Maximilien Aue é um ex-oficial nazi, homossexual , apaixonado de forma obsessiva pela irmã gémea , educado num colégio católico donde é abusado pelos padres e pelos restantes estudantes. Um encontro homossexual fortuito num jardim faz com que termine nas SS alemãs, donde é um dos responsáveis pela solução final,  a eliminação de todos os Judeus.

 

São 900 páginas em letra miudinha, é um livro frio donde são descritos com detalhe e pormenor os processos utilizados para matar milhões de seres humanos, as relações sexuais do protagonista com os amantes de ocasião, a forma como ele mata a mãe e o seu melhor amigo que o tinha levado a ser quem era e que lhe acabava de salvar a vida.

 

É um livro com muitas facetas: um livro politico, donde se discutem os pormenores do poder do Nacional socialismo;  um livro psico-social donde se discutem as taras e manias sexuais, as obsesões e as culpas familiares;  um livro histórico donde de discute em pormenor a segunda Guerra mundial e a ascenção e queda do nazismo; é um livro Freudiano, donde se discutem os sonhos do protagonista e os seus significados... 900 páginas dão para muito.

 

No geral, é um bom livro.... não aconselhável a pessoas impressionaveis, tem descrições brutais, crueis e inhumanas.

 

Sinopse da Editora:

As Benevolentes são as memórias de Maximilien Aue , um ex-oficial nazi, alemão de origens francesas que participa em momentos sombrios da recente história mundial: a execução dos judeus, as batalhas na frente de Estalinegrado, a organização dos campos de concentração, até a derrocada final da Alemanha. Uma confissão sem arrependimento das desumanidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, que provoca uma reflexão original e desafiadora das razões que levam o homem a cometer o mal.

 

Post publicado originalmente no blog O que é o jantar?

Jorge

publicado por Jorge Soares às 22:21 link do post
14 de Novembro de 2009

Li este livro em menos de 1 semana, não sei o que me apaixonou porque a história convenhamos não é nada de extraordinária e tem alguns pontos até um pouco surreais a meu ver, mas a verdade é que a cada página que lia queria saber mais...queria chegar à última página e alcançar o final da história!

 

Amores e traições

Histórias de vidas cruzadas

Uma pitada de mistério

Gastronomia q.b. (não em excesso!)

Viagens, com especial destaque para Veneza, Xangai e Paris.
 

Veneza nunca me seduziu, nem nunca me tinha despertado a mínima curiosidade, agora ficou-me na cabeça... ai os livros só dão ideias!! O livro trazia um marcador de livros original, uma máscara de olhos típica de Veneza como o que está ilustrado na capa do livro...achei divinal este pequeno apontamento, que é bastante comum nos livros da editora Quinta Essência.

 


Resumo

 

"Embora viva na cidade mais romântica do mundo, Precious Rafferty nunca se apaixonou perdidamente. Até que conhece Bennett James. Estará na altura de se deixar, finalmente, arrebatar pelo romantismo e ter o casamento dos seus sonhos em Veneza? Do outro lado do mundo, em Xangai, Lily Song, prima de Precious, guarda um valioso e perigoso segredo de família. Quando Lily suplica a Preshy que se encontrem em Veneza e a alerta para os perigos que corre, a vida de ambas vai mudar para sempre. Entretanto, em Paris, Precious conhece o escritor Sam Knight, um homem cativante, mas desencantado com a vida. Precious sente Sam cada vez mais próximo de si e receia que ele esteja também enredado nesta emaranhada teia de perigo e desejo. Será que Sam também não é quem aparenta ser? Esconderá algum segredo terrível? Em Veneza, Precious terá de serpentear através de um labirinto de traição e sedução para descobrir a quem poderá confiar, de uma vez por todas, o seu coração... e a sua vida."


Autora:
Elizabeth Adler

Editora: Quinta Essência


p.s. - Post adaptado do escrito no blog Simplesmente meu...

publicado por Teresa às 18:35 link do post
08 de Novembro de 2009

A soma dos Dias, Isabel AllendeTerminei de ler La suma de los dias, de Isabel Allende , eu nunca tive um especial interesse por biografias ou autobiografias, que me lembre li o Confiesso que vivi" do Garcia Marquez.....  mais nenhum. Este livro é autobiográfico, é uma espécie de continuação do Paula, mas sem a tristeza. Dei por mim um dia eram uma duas da manhã a tentar conter as gargalhadas para não acordar a P.

 

Tenho não sei quantas folhas dobradas com trechos que achei que iria colocar no meu Blog, este livro fala da vida da Isabel e do seu Clan , da forma como ela passa pela morte da sua filha, de como organizou a sua vida para estar sempre rodeada da família , da forma como se apoiam, como enfrentam os amores e os pesares, como festejam os feitos, como vão crescendo e pouco a pouco ficam ali, à volta do clan .

 

Li o livro em Castelhano, por norma, se puder escolher, compro os livros desta escritora em Castelhano , há uma certa magia e uma parte do misticismo associado ao ser Chilena e latina que se perdem na tradução,.

 

Neste livro ela fala de todos os que escreveu neste período , e é engraçado perceber como é que algumas coisas funcionam, fiquei espantado quando ela diz o seguinte:

 

"Um Sábado ao meio dia chegaram a nossa casa três pessoas, que ao principio confundimos com missioneiros mormons . Por sorte estávamos enganados. Explicaram que tinham os direitos mundiais do Zorro, o heroi californiano que todos conhecemos. Criei-me com o Zorro...

.....- Fizemos tudo com o Zorro, filmes, series de televisão, historias, banda desenhada, disfarces, etc , menos uma obra literária , gostava de a escrever?"

 

E assim nasceu mais um bestseller.

 

No livro temos uma perspectiva sobre a sociedade americana dos últimos 20 anos vista pelos olhos de uma matriarca latino-americana que vive em São Francisco, que é casada com um americano e que consegue juntar à sua volta os seus filhos, os filhos dele, os seus dramas e as suas conquistas.

 

Um livro a ler, que me deixou com vontade de revisitar o Paula uma vez mais e que quanto a mim dará para muitos posts .... 

 

Jorge

PS:imagem retirada da internet

PS2:Post publicado inicialmente no blog O que é o jantar?

publicado por Jorge Soares às 19:11 link do post
01 de Novembro de 2009

A voz dos deuses, João AguiarTinha lido este livro há 14 anos, em 1994, lembro-me de o ter comprado na feira do livro no Parque Eduardo Sétimo num dia em que o João Aguiar lá estava, por acaso recordava partes de O Homem sem nome, deste não recordava muito.. apesar de o ano passado ter visto a representação do grupo de teatro Fatias de Cá com o castelo de Almourol como pano de fundo... uma coisa fantástica que aconselho vivamente...

 

Li o livro numa semana, à hora do almoço, e não fosse a obrigação, no primeiro dia tinha lá ficado o resto do dia até terminar......  Eu gosto muito de historia, sei bastante de historia mundial e muito pouco de historia de Portugal, com este livro descobri o Viriato e descobri o Portugal da época dos romanos. O livro conseguiu transportar-me até aquela época até ao ponto de conseguir sentir o ambiente que se vivia na hoste de Viriato, os usos e costumes dos povos, os deuses, os sacrifícios , o significado do monte da Lua e as deidades que o habitavam.

 

Não consigo avaliar o rigor histórico da obra, mas redescobri um livro que adorei, um livro de um escritor Português que aconselho vivamente, de fácil leitura e que nos consegue prender da primeira à ultima página

 

Texto da contracapa

 

"Em 147 a.C., alguns milhares de guerrilheiros lusitanos encontram-se cercados pelas tropas do pretor Caio Vetílio . Em princípio, trata-se apenas de mais um episódio da guerra que a República Romana trava há longos anos para se apoderar da Península Ibérica. Mas os Lusitanos, acossados pelo inimigo, elegem um dos seus e entregam-lhe o comando supremo. Esse homem, que durante sete anos vai ser o pesadelo de Roma, chama-se Viriato.

Entre 147 e 139, ano em que foi assassinado, Viriato derrotou sucessivos exércitosCastelo de almourol romanos, levou à revolta grande parte dos povos ibéricos e foi o responsável pelo início da célebre Guerra de Numância.

Viriato foi um verdadeiro génio militar, político e diplomático. Mas, sobretudo, Viriato foi o defensor de um mundo que morria asfixiado pelo poderio romano: o mundo em que mergulham as raízes mais profundas de Portugal e de Espanha. É esse mundo, já então em declínio, que este livro tenta evocar.

Aquando do seu aparecimento, em 1984, Fernando Assis Pacheco escreveu serem raras as estreias com tanta qualidade. Depois disso, A Voz dos Deuses, ao longo de sucessivas edições, tornou-se um "clássico" do romance histórico português contemporâneo.

A presente edição surge pela primeira vez ilustrada, com desenhos de Vasco Lopes. "

 

Jorge

PS:Imagens retiradas da internet.

PS2:Post publicado inicialmente no blog O que é o jantar?

publicado por Jorge Soares às 19:13 link do post
28 de Outubro de 2009

Li o livro em 2007, sou uma apaixonada por animais e como tal este é um livro que me tocou cá dentro, porque tenho 2 "labradoodles", porque muito do que li já vivi! É um livro cheio de emoções fortes para aqueles que adoram animais. Acho que só quem sente uma verdadeira ligação com os animais é que vai amar esta história tão simples de uma família e do seu cão.


Marley e Eu é o livro que estou a ler há meses....é genial, fantástico, já todos devem conhecer a história do livro, retrata a história de cão e da sua família :) com todas as alegrias e tristezas que um animal nos proporciona ao longo da sua vida. Estou adorar a história, revejo muito do que já vivi com os meus cães, ao recordar esses momentos com eles já ri às gargalhadas e chorei, é impressionante os sentimentos que um livro nos pode fazer sentir... Aconselho o livro a todas as pessoas, quer tenham cães quer não os tenham, lê-se muito bem...tem uma linguagem descontraída, leve e a história é comum, mas tem um toque especial, quem gostar de animais vai amar o livro! (excerto do post escrito no Simplesmente meu... a 5 de Novembro de 2007)

 

Em 2009, vi a adaptação da história ao grande ecrã e apesar de não me ter desiludido, recomendo o livro para os amantes de animais.

publicado por Teresa às 18:58 link do post
26 de Outubro de 2009

 

O Homem sem nome"O poeta avançava pelo deserto e de vez em quando olhava à sua volta como se houvesse alguma coisa de ver além de céu e areia. Ao mesmo tempo ia considerando quais as razões de descontentamento - as suas e as do cavalo - eram mais legitimas. Acabou por concluir com certo sentido de justiça,  que o descontentamento do cavalo era mais pertinente. Em primeiro lugar o animal não sentira o menor  desejo de se meter pelo deserto; depois o calor era insuportável e o solo quebradiço dificultava-lhe a marcha. Para cúmulo , carregava no dorso a sua bagagem.

 

Isto quanto ao cavalo. As contrariedades do cavaleiro eram só duas: esquecera-se de fazer provisão de água e não sabia donde estava o oásis mais próximo, nem sequer se havia algum oásis. Ele pesou todas estas considerações e disse em voz alta:

 

- Espero que não te importes muito com a falta de água. Foi um esquecimento"

 

É mais ou menos assim que começa o livro "O homem sem nome" de João Aguiar.

 

João Aguiar é um escritor e jornalista português, foi um dos primeiros escritores portugueses que li quando cheguei a Portugal, eu tinha lido quase todos os livros de Gabriel Garcia Marquez, de Mário Vargas Llosa, alguns de Jorge Amado, Rómulo Gallegos e vários Latino-americanos.... e simplesmente adorei este livro, tanto que depois deste li quase todos os restantes deste escritor.

 João Aguiar

O livro é de leitura fácil e é daqueles que pegamos e não queremos largar, é a historia de um poeta, um trovador que um dia aparece de um deserto que era impossível de atravessar e como se tivesse uma varinha de condão, consegue mudar tudo o que toca, desde pessoas a países.

 

Como diz a contracapa, podemos olhar para o livro como se olha para uma história fantástica, como uma enorme lição de vida e de humanidade, ou ainda como uma sátira irónica, tudo depende do leitor,...eu tinha lido o livro em 1994, e durante a ultima semana utilizei a minha hora do almoço para reler..... e apesar de continuar a adorar o livro, desta vez foi diferente..... as descrições dos diferentes países e governos faziam-me recordar o Iraque e Sadam, ou a América e os Bush, ou ........ gostava de conhecer João Aguiar e perguntar-lhe em que é que ele estava a pensar quando escreveu o livro.

 

Um excelente livro que recomendo vivamente.... assim como os restantes do João Aguiar.

 

Post publicado inicialmente no blog:O que é o jantar?

 

Jorge Soares


 

 

publicado por Jorge Soares às 21:26 link do post
22 de Outubro de 2009

 

 

 

Deixo-vos aqui uma sugestão literária que aconselho vivamente 

 

A Prisão do Silêncio

Hayden, Torey
A trabalhar no ensino especial, Torey Hayden, psicóloga e professora, procura devolver afecto às crianças perturbadas psiquicamente. A todas une o mesmo sentimento: problemas na infância que as leva a manifestar comportamentos invulgares e preocupantes, geralmente em consequência de algum tipo de maus-tratos. Com o dom de desbloquear estes sentimentos, Torey Hayden foi chamada por um centro de tratamento para ajudar um rapaz a sair da sua prisão de silêncio. Com 15 anos, Kevin ou Zoo Boy não falava, não mudava de roupa, não tomava banho e escondia-se debaixo de mesas construindo uma jaula com cadeiras dentro da qual se encerrava. A professora trabalhou a leitura com Kevin e passo a passo o rapaz foi recuperando e quebrando o silêncio. Sétimo livro de uma autora que já vendeu 100.000 exemplares em Portugal e se encontra publicada em 20 países.

Fonte: Bertrand

 

Post publicado no Blog O Baú de ideias e copiado com a devida autorização da sua autora, a Branca

publicado por Jorge Soares às 18:07 link do post
21 de Outubro de 2009

Tenho andado com alguma dificuldade em acertar na escolha dos livros para ler. Livro que não me prenda logo no início é posto de lado até que um dia e com outra disposição o consiga ler.

O título deste livro seduziu-me, depois olhei para o nome da autora e hesitei, só conseguia ouvir a voz esganiçada dela na televisão, mesmo assim arrisquei. Foi uma agradável surpresa.

Quatro mulheres da mesma família, quatro gerações com início nos anos 30. quatro formas diferentes de viver o amor, as paixões e os relacionamentos.

Ao mesmo tempo que descreve as aventuras e desventuras amorosas das personagens, a autora coloca-nos a par da situação política e religiosa em Portugal,

As transformações sociais e económicas resultantes da ditadura em que estivemos mergulhados, o medo e carência que se viveu durante a II Guerra Mundial, a liberdade que explodiu, qual prisioneira durante tantos anos encarcerada, com o aparecimento do 25 de Abril... são perfeitamente descritas e contextualizadas.

 

Sinopse:

Quando desceu ao riacho, mantilha na cabeça e coração aos pulos, Maria da Glória não sonhava que aquele encontro fortuito com o macho da aldeia iria marcar para sempre a sua vida. Esperava sair dali com namoro anunciado e quem sabe até com casamento marcado. Saiu à pressa, com a roupa ensaguentada, as tripas viradas e a semente de Maria da Purificação na barriga. Estava lançado o destino das mulheres desta família na qual as palavras prazer, carinho, paixão e amor permanecerão para sempre um mistério. A apresentadora de televisão Júlia Pinheiro estreia-se na escrita com uma história surpreendente e apaixonante sobre quatro mulheres que nada sabem sobre o amor. Ao longo destas páginas não suspiramos de amor, não nos empolgamos com casos de paixão arrebatadora, nem choramos com casamentos felizes. Somos levados numa saga familiar que se inicia nos anos 30 onde os sentimentos eram um infortúnio e o prazer uma pouca vergonha. Não Sei Nada Sobre o Amor traça o retrato de uma sociedade e de um país ao longo de quase 70 anos de história, através do olhar de Maria Glória, a avó, Maria da Purificação, a filha divorciada, Ana Clara, a neta mãe solteira, e Benedita, a bisneta, que, apesar de todas as expectativas, não se casa com nenhum príncipe encantado.
 

 

 

 

publicado por Existe um Olhar às 16:36 link do post
21 de Outubro de 2009

 

Este foi um daqueles livros que comprei por influência de muito ter ouvido falar sobre ele, especialmente no programa conhecido mundialmente "Oprah". A expectativa era grande, ainda para mais é o primeiro romance deste escritor.

 

Fiquei completamente desiludida, não é uma história empolgante, é um tanto ou quanto mortiça, parada sem grande acção e que se desenrola muito lentamente. A meu ver poderia reduzir-se o livro para metade, é muito repetitivo. A única salvação dele é que é uma história de amor pouco vulgar. Conta a história de uma família que ao longo de gerações se dedica à criação de cães e nem mesmo o nascimento de Edgar que nasce mudo altera o percurso da família.

 

Sinopse:

Mudo desde o nascimento, Edgar Sawtelle se comunica apenas por sinais e bilhetes. Leva uma vida serena com os pais na fazenda da família, em um lugar remoto dos Estados Unidos. Ao longo de gerações, os Sawtelles criaram e treinaram uma raça de cães cujo dedicado companheirismo tem sua síntese em Almondine, a amiga e eterna aliada de Edgar. A volta inesperada de Claude, o tio paterno, leva o caos ao então pacífico lar dos Sawtelles. Após a morte repentina do pai de Edgar, Claude se insinua na vida da fazenda e conquista o afecto da mãe do menino.

Confuso e dominado pelo sofrimento, o rapaz tenta provar que Claude teve algum papel naquela morte, mas esse plano fracassa e se volta contra Edgar, resultando em novas tragédias. Ao fugir para a área florestal nos limites da fazenda, Edgar amadurece em contacto com a vida selvagem, ao lutar pela própria sobrevivência e a dos três jovens cães que o acompanharam. Contudo, a necessidade de apontar e de enfrentar o assassino do pai e a devoção aos cachorros sawtelle fazem o menino voltar para casa.

publicado por mimi às 14:42 link do post
20 de Outubro de 2009

foi o título escolhido por Nuno Lobo Antunes para a sua última obra.

 

Julgando pela sinopse , o livro prometia uma leitura agradável e entusiasmante: "Sinto muito" é sobre o sofrimento em geral, sobre a dor, seguida de perda, seguida de dor. Entristece o coração, mas recompensa-o grandemente, tornando-o mais leve e melhor. 
 

Prometia disse eu, mas a meu ver, ficou-se por um objectivo a atingir. Comecei a ler com alguma curiosidade, mas à medida que os episódios iam passando e o número de páginas lidas aumentava, andava já a correr atrás de uma narrativa empolgante e cativante tal como o fogo consome ferozmente o rastilho, de forma insaciável, até atingir o explosivo. Atingi o auge da leitura  apenas com o relato quase fotográfico de dois casos clínicos. Pelo meio encontrei alguns malabarismos interessantes com as palavras que não me souberam a mais do que à bolachinha a meio da manhã. 

Por isso, sou eu quem diz "Sinto muito"! O livro não vale, para mim, os euros que paguei por ele. Não tenho o coração mais leve, muito menos melhor. Sinto muito, mas vou dispensar os seus serviços, Sr. Dr. NLA !"

 

postado no Miss G e adaptado para o Clube de Leitura

publicado por Miss G às 15:22 link do post
18 de Outubro de 2009

Inês da minha alma, Isabel AllendeTenho um gosto especial pelos escritores da literatura fantástica latino-americana, Vargas Llosa, Garcia Marquez, Romulo Gallegos, e especialmente Isabel Allende, já li várias vezes o A casa dos espíritos, duas vezes o Paula e todos os outros livros da autora a que consegui deitar a mão.

 

Inês da minha alma é  um  livro fantástico. Conta a história de Ines Suarez, uma costureira da Estremadura Espanhola que parte para a América da conquista à procura do seu marido e para escapar à vida claustrofóbica da sua terra.

 

Esta mulher simples e humilde termina sendo uma das  conquistadoras do Chile, heroína das guerras da conquista do continente aos ferozes índios e exemplo da importância das mulheres na conquista e povoamento da América do Sul.

 

Como a maioria dos livros de Isabel Allende, este consegue misturar de uma forma mágica, o fantástico com o real, o misticismo religioso dos conquistadores/invasores Espanhois com a espiritualidade quase pagã herdada das culturas milenares pré-colombinas que já existiam muito antes do suposto nascimento de Cristo e uma história de amor com a história de um país e de um continente.

 

Tenho uma enorme proximidade com o castelhano e gosto de ler os autores latinoamericanos nesse idioma, este não foi a excepção.

 

"Supongo que pondrán estatuas de mi persona en las plazas, y habrá calles y ciudades con mi nombre, como las habrá de Pedro De Valdivia y otros conquistadores, pero de cientos de esforzadas mujeres que fundaron los pueblos, mientras sus hombres peleaban, serán olvidadas".

 

Imagem reirada da internet.

 Post publicado inicialmente no blog:O que é o jantar?

Jorge Soares

publicado por Jorge Soares às 18:22 link do post
11 de Outubro de 2009

O sétimo seloUma das minhas prendas de natal foi "O sétimo Selo", o livro de José Rodrigues dos Santos, tinha lido os anteriores e gostado muito, este para mim foi uma enorme desilusão.

 

Para um livro com enredo que gira à volta do aquecimento global, bem que o escritor podia ter contribuído para diminuir esse problema, o livro podia ter menos um terço das páginas. A evolução da concentração de monóxido de carbono na atmosfera e os seus efeitos é descrita três vezes, a explicação sobre as reservas petrolíferas é dada duas vezes, a partir do meio o livro torna-se repetitivo.

 

Não sei se as editoras pagam à página impressa, mas este livro podia ter menos um terço das páginas, contava a mesma história e sempre se poupavam uns milhares de arvores.

 

Já agora, a imagem da capa do livro, chama-se The Essence of Imagination ” e é uma montagem fotográfica de Ralph A. Clevenger e segundo este site , foi imaginado para representar o conceito de que aquilo que vemos nem sempre é o que imaginamos....como o livro!.

 

Jorge Soares

PS:Post publicado inicialmente no blog:O que é o Jantar

PS2:Perguntava a Pepita se aqui também podemos dizer mal, não só podemos como devemos, se a nossa opinião de um livro não é positiva, se na nossa opinião não é um bom livro, é isso que devemos dizer.

publicado por Jorge Soares às 21:10 link do post
08 de Outubro de 2009

Depois de "O jardim encantado", a autora Sarah Addison Allen continua a surpreender-me! O segundo livro não defraudou as minhas expectativas quanto à escrita e imaginação para o mistério com requintes mágicos e romance sempre em moderação que a autora 'semeia' em cada história que escreve...

 


"O quarto mágico" conta a história de três mulheres, Josey, Della e Chloe. A insegura Josey leva uma vida de clausura, vivendo com a sua mãe, o seu único consolo são as visitas diárias do carteiro e acima de tudo as guloseimas e doces escondidos no seu roupeiro. Josey mal desconfia que a presença inesperada de Della no seu roupeiro 'secreto' vai mudar a sua vida, através desta cria laços de amizade com Chloe. Esta é uma jovem forte, destemida a quem os livros perseguem para toda a parte e mostram respostas para os seus problemas, respostas que nem sempre procura... A vida destas três mulheres é um mistério delicioso, que não podes perder! Agora resta-me esperar pelo terceiro livro "The girl who chased the moon", cuja versão original só estará disponível em Março de 2010.

publicado por Teresa às 20:10 link do post
07 de Outubro de 2009

"Ternura (muita), e as palavras que dela nasceram... momentos (muitos) que explica

Pin uma explicação de ternura

 

 no bater do coração e no brilho do olhar. Ternura... este livro é apenas uma das suas muitas explicações. Nasci de mão dada com a ternura, com ela cresci, me fiz gente. Aprendi a acarinhá-la, a guardá-la entre os dedos. Semeio-a, com a ajuda do vento. Sacio-lhe a sede, com lágrimas doces. Vejo-a tornar-se maior sem sobejar. Bebo de toda a que me oferecem e entrego-a, na mão de quem a queira de mim beber. Este livro reflecte o que hoje sou. Espero que possa transmitir-vos a serenidade e a ternura que sinto quando escrevo.", Luísa Azevedo.


O Pin está a chegar a Lisboa! Depois do Lançamento do livro no Porto, o Pin - uma explicação de ternurachegará a Lisboa no próximo sabado, dia 10 de Outubro, pelas 16h00. O Lançamento decorrerá no Núcleo Arqueológico da Manutenção Militar (Rua do Grilo nº 111 - Lisboa (entre a igreja Madre de Deus e o Convento do Beato)). A apresentação do livro será feita por Carlos Lopres, a leitura dos textos por Celeste Pereira, Carlos Lopes..., e será acompanhada ao piano por Pedro Lopes. O evento conta também com a actuação musical de Pedro Branco (viola e voz). Do evento faz parte uma visita guiada ao museu e, tendo em conta que este encontra-se fechado ao público, é uma optima oportunidade para ficar também a conhecer o nosso património.


Depois do grande sucesso que foi a apresentação no Porto, venho convidar-vos a juntarem-se a mim para juntos apoiarmos a Luísa, num espectáculo que será um verdadeiro... momento de ternura.
 
Via Ticho

publicado por Jorge Soares às 23:37 link do post
05 de Outubro de 2009

A sombra do Vento

 

Dizia-me uma boa amiga que durante as ultimas férias se tinha lembrado de mim,leu um livro que a fez lembrar-se de mim, antes que ela disse-se qual, já eu estava a dizer o nome, La sombra del viento, de Carlos Ruiz Zafon.

 

Eu nunca tinha ouvido falar de este autor, a minha mulher comprou o livro em Valência e eu levei para Macau, comecei a ler no Aeroporto em Lisboa, mas uma viagem de 13 horas até Hong Kong toda feita de noite não dá para ler muito. Voltei a pegar no livro 3 ou 4 dias depois, quando o Jet Leg começou a passar. Quando entrei no livro já não o consegui largar, é uma historia fantástica, que se passa na Barcelona da época de Franco, onde se fala de livros, de historias de amor, da inocência perdida e de aprender a viver com a vida.

 

Um livro fantástico que aconselho vivamente e que em Português se chama A sombra do vento e de que deixo aqui um trecho

 
El hombre más sabio que jamás conocí, Fermín Romero de Torres, me había explicado en una ocasión que no existía en la vida experiência comparable a la de la primera vez en que uno desnuda a una mujer. Sabio como era, no me había mentido, pero tampoco me había contado toda la verdad. Nada me había dicho de aquel extraño tembleque de manos que convertía cada botón, cada cremallera, en tarea de titanes. Nada me había dicho de aquel embrujo de piel pálida y temblorosa, de aquel primer roce de labios ni de aquel espejismo que parecía arder en cada poro de la piel. Nada me contó de todo aquello porque sabía que el milagro sólo sucedia una vez y que, al hacerlo, hablaba un lenguage de secretos que , apenas se desvelaban, huían para siempre. Mil veces he querido regresar y perderme en un recuerdo del que apenas puedo rescatar una imagen robada al calor de las llamas. Bea, desnuda y reluciente de lluvia, tendida junto al fuego, abierta en una mirada que me ha perseguido desde entonces. Me incliné sobre ella y recorrí la piel de su vientre con la yema de los dedos. Bea dejó caer los párpados, los ojos y me sonrió, segura y fuerte.
 
 
Hazme lo que quieras – susurró.
Tenía diecisiete años y la vida en los labios.
 
In: ZAFÓN, Carlos Ruiz, 2001. La Sombra Del Viento. Barcelona: Ed. Planeta, 37.ª edición, 2004. 
 
Jorge Soares
Post publicado inicialmente no Blog O que é o jantar?

 

publicado por Jorge Soares às 19:44 link do post
02 de Outubro de 2009

 Travessuras da menina má - Mario Vargas Llosa

 

O primeiro livro que me marcou realmente foi La ciudad y los perros, de Mario Vargas Llosa. Foi no 7 ou 8 ano e lembro-me que podíamos escolher entre este, Dona Barbara de Romulo Gallegos  e Cem anos de solidão de Garcia Marques. Escolhi A cidade e os cachorros, já não sei porquê, mas foi um livro que me marcou e foi o primeiro de muitos que li de este escritor, entre eles o fabuloso A tia Júlia e o escrevedor e o ultimo, Travessuras da menina má.

 

Vargas Llosa tem um estilo de escrita peculiar em que a historia não é linear, é intercalada entre capítulos, um capitulo conta uma parte da historia e o seguinte conta uma parte completamente diferente, que pode ser algo que acontece em paralelo, no passado ou no futuro, no fim tudo se conjuga, mas no inicio é como se estivéssemos a ler dois, ou mais livros diferentes ao mesmo tempo.

 

Como disse antes, o ultimo que li foi Travessuras da menina má, que é uma história que começa em Lima, no Peru, passa por Paris e termina algures no norte de Espanha e que relata as incidências de um grande amor que começa na adolescência e dura toda a vida. Uma história de idas e vindas de uma mulher aos braços de um homem, que cada vez que ela regressa a recebe de coração aberto só para a ter durante o tempo que ela precisa para se preparar para voltar a partir.

 

Um grande livro, de um grande escritor.

 

Jorge

publicado por Jorge Soares às 00:28 link do post
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