Clube de leitura
Porque ler é um prazer que deve ser partilhado
07 de Outubro de 2010

Mário Vargas LLosa

 

Imagem do Público

 

O primeiro livro de que tenho memória é A cidade e os cachorros (La ciudade y los perros), é um livro forte, com um tema forte e foi sem dúvida um livro que me marcou e que tendo sido lido quando eu tinha 13 ou 14 anos, contribuiu de uma forma decisiva para que me tornasse num leitor quase compulsivo e um fã  do autor.

 

Mario Vargas Llosa tem um estilo de escrita muito próprio, a maioria dos seus livros não é escrito de forma linear, à primeira vista é difícil encontrar um fio condutor, cada capítulo é uma parte da história contada desde o ponto de vista de um dos protagonistas, à medida que vamos lendo vamos entrando na pele de cada um dos personagens e na sua historia.

 

Li a maioria dos seus livros, ele é sem duvida um dos meus autores preferidos e um dos maiores expoentes do Realismo Mágico, o estilo de escrita lationo-americano que através da leitura nos leva a conhecer a realidade politico social da América Latina do século XX.

 

De entre todos os seus livros eu destacaria, para além  A cidade e os cachorros, A Tia Julia e o escrevinhador e Travessuras da Menina má,  de que já se falou aqui, dois dos meus livros preferidos e que nos mostram duas fases distintas da escrita deste autor.

 

Este foi sem dúvida um Nobel muito bem entregue, a um autor que para além da sua escrita se destaca como jornalista, politico, chegou a ser candidato a presidente do Peru, e lutador incansável pela justiça e bem estar social do povo do seu país.

 

Livros deste autor:

Os Chefes (1959)
A cidade e os cachorros ("La ciudad y los perros") (1963)
A casa verde (1966) (Premio Rómulo Gallegos)
Conversa na catedral (1969)
Pantaleão e as visitadoras (1973)
Tia Júlia e o escrevinhador (1977)
A Guerra do Fim do Mundo (1981)
Historia de Mayta (1984)
Quem matou Palomino Molero? (1986)
O falador (1987)
Elogio da madrasta (1988)
Lituma nos Andes (1993). Premio Planeta
Os cadernos de Dom Rigoberto (1997)
A festa do bode (2000) - novela sobre a ditadura do general da República Dominicana, Rafael Leónidas Trujillo
O Paraíso na Outra Esquina (2003) - novela histórica sobre Paul Gauguin y Flora Tristán.
Travessuras da Menina Má (2006)


Jorge Soares

publicado por Jorge Soares às 12:17 link do post
31 de Agosto de 2010

DE: WILLIAM P. YONG

 

Em primeiro lugar, estou muito feliz em estar aqui, com vocês, partilhando nossas leituras, e nos conhecendo melhor!...Meu nome é Bete, sou brasileira,  e  também tenho  blog no Sapo, aliás três, que são a minha paixão!... Através deles conheci pessoas muito queridas que hoje fazem parte de meu cotidiano, como se as tivesse aqui pertinho!

Um abraço a todos

 

 

E Deus falou à Mackenzie:

 

"Você deve desistir de seu direito de decidir o que é bom e ruim, e escolher viver apenas EM MIM.É um comprimido difícil de engolir.

Para isso você deve me conhecer bastante, a ponto de CONFIAR EM MIM e aprender a se entregar à MINHA BONDADE inerente. O mal é uma palavra que usamos para descrever a ausencia de Deus, assim como usamos a palavra escuridão para descrever a ausencia de luz, ou a morte para descrever a ausencia de vida.Tanto o mal, quanto a escuridão só podem ser entendidos em relação à luz e ao bem.Eles não tem existencia real. EU SOU A LUZ E O BEM.SOU AMOR E NÃO HÁ ESCURIDÃO EM MIM. A Luz e o Bem existem realmente. Assim, afastar-se  de mim irá mergulhar você na escuridão.

Declarar Independência resultará no mal, porque, separado de mim,você só pode contar consigo mesmo. Isso é morte porque você separou de mim que sou a VIDA."

 

 

 

Nunca ninguem nos falou com tanta clareza, como neste livro, "O QUE" DEUS espera de nós, e "COMO" podemos ESTAR NELE!

 

 

 

publicado por Bete do Intercambiando às 20:43 link do post
14 de Junho de 2010

O priorado do Cifrão

 

João Aguiar foi o primeiro escritor Português que encontrei, desde bastante novo que sou um ávido leitor, mas tinha lido sobretudo escritores latino-americanos Garcia Marquez, Vargas Llosa, Isabel Allende, Romulo Gallegos. Sou um admirador confesso do Realismo Mágico e dos escritores latino-americanos e até chegar a Portugal, para além de algumas referências a Ferreira de Castro, pouco sabia da literatura Portuguesa.

 

Comecei por ler O Homem sem nome e depois fui lendo cada um dos livros do João Aguiar à medida que iam saindo... até ao A Catedral Verde, de que não gostei especialmente. Depois perdi-lhe o rasto, até que o meu irmão me ofereceu este  o Priorado do Cifrão de prenda de natal.

 

Como tudo o que escreve o João Aguiar, este é um livro bem escrito e que se lê facilmente... mas, nem sempre um livro bem escrito é um bom livro. Confesso, fiquei desiludido, talvez porque eu esperasse mais, talvez porque pelo meio li um excelente livro, talvez por ambas as coisas, o certo é que fiquei desiludido.

 

O livro pretende ser uma sátira ao Código Da Vinci e a todos os livros que aproveitaram o filão daquele tipo de escrita, é uma historia com pormenores muito rebuscados, uma historia com principio meio e fim , mas que termina por não ser nem carne nem peixe, fica a meio entre o romance, o policial e a sátira.

 

Talvez seja uma boa leitura para férias, um livro bem escrito, sem duvida, mas que a mim me deixou um vazio.... falta a arte do João Aguiar.

 

João Aguiar Morreu a semana passada, apesar de do meu ponto de vista este ter sido um livro falhado, não deixa de ser o meu escritor português preferido, morreu um grande escritor, as letras portuguesas ficaram muito mais pobres

 

Jorge Soares

PS:Post Publicado inicialmente no O que é o jantar

publicado por Jorge Soares às 16:09 link do post
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