Clube de leitura
Porque ler é um prazer que deve ser partilhado
23 de Abril de 2012

Hoje celebra-se o Dia Mundial do Livro e como tenho aqui alguns já lidos, mas que ainda não tive oportunidade de colocar aqui, escolhi um de fácil leitura, que nos relata o quotidiano de três mulheres dos anos noventa. Três irmãs com vidas e comportamentos diferentes e que me fizeram lembrar o dia a dia de muitas mulheres que conheço e até de mim mesma, já que todas de uma forma ou de outra, vivemos problemas, sentimentos e emoções comuns, tudo depende do meio, das circunstâncias e do modo com cada mulher reage em situações ou de muito trabalho, de tédio, de liberdade, de ousadia ou remoendo traumas de infância, para que hajam comportamentos tão diferentes como os que vêm descritos no livro.

Há sempre a mulher certinha como a Ana, casada, boa esposa, boa mãe e com um bom marido, mas que sente que lhe falta qualquer coisa.

Deparamo-nos com outra para quem o trabalho é a sua razão de viver e que coloca de parte qualquer tipo de emoções, usando e abusando do seu lado mental e da análise lúcida e objectiva dos acontecimentos. Ter uma relação amorosa está fora de questão.

Por último e não menos comum, aparece a inteligente, que usa e abusa de drogas, noitadas, sexo e álcool, mas que consegue conciliar a sua vida de estudante com o emprego num bar nocturno.

Ao longo do livro a escritora vai alternando os capítulos contando separadamente histórias de cada uma das irmãs.

É um livro que prende, de leitura fácil, com linguagem acessível e actual e que será sem dúvida uma leitura para aqueles dias em que queremos descomprimir.

 

SINOPSE

 

Amor: uma possibilidade remota para Rosa, uma memória triste para Cristina, uma recordação dolorosa para Ana.
Curiosidade: haverá outra vida para além das fronteiras do quotidiano, dos espaços fechados do escritório, do lar ou do mais recente bar na moda ?
Prozac: vinte miligramas diárias de paz química comprimidas numa pastilha verde e branca que bloqueiam os pontos do cérebro que ligam as ideias e os sentimentos.
Dúvidas: famílias desfeitas, empregos precários, relações efémeras, sexo infectado - é possível sobreviver ao naufrágio ?
Com um estilo pessoalíssimo, pleno de ambivalências na linguagem do quotidiano, Amor, Curiosidade, Prozac e Dúvidas fala sobre as mulheres dos anos 90, narrando na primeira pessoa, de A a Z, as vidas de três irmãs, Ana, Rosa e Cristina Gaena. As suas histórias reflectem os problemas e os conflitos de três diferentes tipos de mulher que, por mais estranho que possa parecer, representam uma só coisa: vidas incompletas. Os seus fracassos são também os mesmos: o da mulher numa sociedade dominada pelo homem, num final de século sem valores, iludido pelo seu próprio progresso material.
Lucía Etxebarría concebeu um romance sobre a dura busca da identidade feminina à margem das convenções, assumindo-se como uma crítica aberta contra os estereótipos femininos. Foi originalmente escrito para ser publicado na Internet de modo a que cada utilizador pudesse alterá-lo segundo a sua perspectiva pessoal

 

 

publicado por Existe um Olhar às 20:16 link do post
25 de Novembro de 2010

 

 

 

Amanhã, 26 de Novembro, pelas 19 horas, será feita a apresentação do livro Meninos do Mundo – Adopção Internacional. A sessão de lançamento terá lugar no Hotel Roma (Sala Roma), em Lisboa, e contará com a presença do Dr. Carlos Jesus, que irá fazer a apresentação da obra, e do Dr. Laborinho Lúcio, autor do prefácio. Estarão, igualmente, presentes a Dra. Fernanda Salvaterra, a Dra. Mariana Negrão, ambas psicólogas, e a Dra. Sandra Cunha, socióloga, que colaboraram na obra com textos em que reflectem a sua experiência na área da adopção. 

Espera-se, ainda, a presença de muitos dos que, com o seu testemunho, colaboraram com a Associação Meninos do Mundo para que o livro que agora se lança contemple as várias vertentes da realidade da adopção: adopção nacional e internacional, adopção por casal e adopção singular, a visão de quem foi adoptado, entre outras.

 

 

O livro é composto por um conjunto de textos escritos por pessoas que passaram pela adoção internacional com explicações de todos os processos vividos em países como Cabo Verde, Rússia, S.Tomé e Príncipe, Moçambique, Brasil, Índia, Bulgária, Lituânia, Tailândia e Macau e por depoimentos de crianças que dão assim a voz de quem um dia foi adotado.

 

A Associação Meninos do Mundo é uma organização não-governamental que tem como objetivos promover o conhecimento da adopção internacional em Portugal e no estrangeiro e desenvolver actividades de consciencialização da sociedade civil em relação à adoção internacional no país.

 

Quem estiver interessado pode encomendar o livro e assim contribuir para a associação e a causa da adopção internacional, basta enviar um email para: meninosdomundo@gmail.com

 

 

Porque uma criança é uma criança em qualquer parte do mundo!

 

Jorge Soares

publicado por Jorge Soares às 21:50 link do post
31 de Agosto de 2010

DE: WILLIAM P. YONG

 

Em primeiro lugar, estou muito feliz em estar aqui, com vocês, partilhando nossas leituras, e nos conhecendo melhor!...Meu nome é Bete, sou brasileira,  e  também tenho  blog no Sapo, aliás três, que são a minha paixão!... Através deles conheci pessoas muito queridas que hoje fazem parte de meu cotidiano, como se as tivesse aqui pertinho!

Um abraço a todos

 

 

E Deus falou à Mackenzie:

 

"Você deve desistir de seu direito de decidir o que é bom e ruim, e escolher viver apenas EM MIM.É um comprimido difícil de engolir.

Para isso você deve me conhecer bastante, a ponto de CONFIAR EM MIM e aprender a se entregar à MINHA BONDADE inerente. O mal é uma palavra que usamos para descrever a ausencia de Deus, assim como usamos a palavra escuridão para descrever a ausencia de luz, ou a morte para descrever a ausencia de vida.Tanto o mal, quanto a escuridão só podem ser entendidos em relação à luz e ao bem.Eles não tem existencia real. EU SOU A LUZ E O BEM.SOU AMOR E NÃO HÁ ESCURIDÃO EM MIM. A Luz e o Bem existem realmente. Assim, afastar-se  de mim irá mergulhar você na escuridão.

Declarar Independência resultará no mal, porque, separado de mim,você só pode contar consigo mesmo. Isso é morte porque você separou de mim que sou a VIDA."

 

 

 

Nunca ninguem nos falou com tanta clareza, como neste livro, "O QUE" DEUS espera de nós, e "COMO" podemos ESTAR NELE!

 

 

 

publicado por Bete do Intercambiando às 20:43 link do post
10 de Março de 2010

A ilha debaixo do mar - Isabel Allende

 

«Todos temos dentro de nós uma insuspeita reserva de força que emerge quando a vida nos põe à prova.»

                           Isabel Allende, A Ilha Debaixo do Mar

 

Comprei este livro no inicio do ano, ainda antes do terramoto,  como já estava a ler 3, este ficou guardado, depois foi o terramoto e o Haiti entrou de um momento para o outro no nosso vocabulário do dia a dia de uma forma brutal e avassaladora.

 

Levo sempre um livro quando vou de viagem, foi este o que escolhi para levar para Cabo Verde... em boa hora, porque passei uma semana de enorme tensão e o livro funcionou como um escape.

 

Sou fã da Isabel Allende, acho que li tudo o que ela escreveu e cada um dos seus livros é uma nova descoberta, adoro a forma como nos envolve nas historias e no ambiente do livro.

 

Este não é um livro sobre o Haiti, é um livro sobre o povo do Haiti, mais que um romance é um livro de historia, que nos descreve o auge e a queda da mais rica das colónias francesas e a forma como de uma enorme mistura de culturas  se  tece o passado e o futuro de um povo.

 

O livro descreve a vida nas plantações de cana de Açúcar, o ouro branco das Antilhas,  a forma como eram  tratados os escravos, a forma como conseguem preservar algumas das suas tradições que darão origem ao Vudu que sobrevive até aos dias de hoje, a forma como das suas fraquezas fazem força e com elas enfrentam todo o poderio de uma nação europeia até a vergarem.

 

Como já disse noutro post, o Haiti foi a primeira nação a obter a sua independência na América latina, uma independência conseguida à custa de muito sangue, de muita vingança, de muita destruição que deixou marcas até ao dia de hoje... tudo isso é mostrado no enredo do livro através das vidas das personagens e da forma como vivem e morrem num meio que antes de mais, é sempre hostil e selvagem.

 

Em Suma, um excelente livro que está  à altura de todos os outros desta autora.

 

Sinopse:

 

Para quem era uma escrava na Saint-Domingue dos finais do século XVIII, Zarité tinha tido uma boa estrela: aos nove anos foi vendida a Toulouse Valmorain, um rico fazendeiro, mas não conheceu nem o esgotamento das plantações de cana, nem a asfixia e o sofrimento dos moinhos, porque foi sempre uma escrava doméstica. A sua bondade natural, força de espírito e noção de honra permitiram-lhe partilhar os segredos e a espiritualidade que ajudavam os seus, os escravos, a sobreviver, e a conhecer as misérias dos amos, os brancos. Zarité converteu-se no centro de um microcosmos que era um reflexo do mundo da colónia: o amo Valmorain, a sua frágil esposa espanhola e o seu sensível filho Maurice, o sábio Parmentier, o militar Relais e a cortesã mulata Violette, Tante Rose, a curandeira, Gambo, o galante escravo rebelde… e outras personagens de uma cruel conflagração que acabaria por arrasar a sua terra e atirá-los para longe dela. Quando foi levada pelo seu amo para Nova Orleães, Zarité iniciou uma nova etapa onde alcançaria a sua maior aspiração: a liberdade. Para lá da dor e do amor, da submissão e da independência, dos seus desejos e os que lhe tinham imposto ao longo da sua vida, Zarité podia contemplá-la com serenidade e concluir que tinha tido uma boa estrela.

 

Post Publicado no  O que é o Jantar?

 

Jorge Soares

publicado por Jorge Soares às 21:12 link do post
11 de Janeiro de 2010

Fiquei com curiosidade em ler algo sobre esta escritora, depois de ter lido a opinião deixada aqui sobre o livro Luz na Neve.

É um livro que se lê rapidamente e que nos prende, contudo estava á espera de uma melhor descrição de momentos que eu considerei importantes, mas onde as palavras  não conseguiram expressar com intensidade as partes mais empolgantes.

Não quero com isto dizer que não se trata de um bom livro, apenas e talvez, tenha criado expectativas demasiado elevadas ácerca do conteúdo.

 

Sinopse:

Quando casou Sidney estava perdidamente apaixonada pelo marido Andrew, um piloto de aviões carismático e aventureiro.

Mas o medo de o perder num acidente de aviação quase a leva á loucura, deixando-lhe apenas uma alternativa: o divórcio.

Quando voltou a casar, Sydney acreditou que nada tinha a temer, afinal Daniel era um jovem e pacato médico. Mas o destino pregou-lhe uma partida e o seu segundo marido, morre subitamente no hospital onde trabalha.

Desencantada e sem rumo, a jovem viúva aceita um emprego de Verão, na magnífica costa de New Hampshire.

O que ela não podia imaginar era que o amor ainda lhe reservava grandes surpresas.

Envolvida num surpreendente triângulo amoroso feito de velhas rivalidades e segredos amargos, é obrigada a ver para além das aparências e a questionar as suas opções do  passado.

Porque o coração obedece a regras indecifráveis, Sidney descobrirá por si própria que amar é o maior e o mais compensador de todos os riscos.

publicado por Existe um Olhar às 20:16 link do post
04 de Novembro de 2009

 

Já li este livro há algum tempo, e considero-o um livro muito marcante repleto de sentimentos profundos, uma história de amor e uma lição de vida.

Uma história terrível sobre a lepra, sobre a discriminação e maldade.

Mas também uma história na qual o amor consegue vencer qualquer adversidade por mais difícil que seja.

 

SINOPSE:

Num momento em que tem que tomar uma decisão que pode mudar a sua vida, Alexis Fieldings está determinada a descobrir o passado da sua mãe. Mas Sofia nunca falou sobre ele, apenas contou que cresceu numa pequena aldeia em Creta antes de se mudar para Londres. Quando Alexis decide visitar Creta, a sua mãe dá-lhe uma carta para entregar a uma velha amiga e promete que através dela, Alexis vai ficar a saber mais. Quando chega a Spinalonga, Alexis fica surpreendida ao descobrir que aquela ilha foi uma antiga colónia de leprosos. E então encontra Fotini e finalmente ouve a história que Sofia escondeu toda a vida: a história da sua bisavó Eleni, das suas filhas e de uma família assolada pela tragédia, pela guerra e pela paixão. Alexis descobre o quão intimamente ligada está àquela ilha e como o segredo os une com tanta firmeza.

 

Aconselho este livro, é um romance intenso e sensível sobre segredos de família, paixões e traições, ignorância e preconceito. A lepra, além de fatal, era carregada de estigma.

publicado por Abigai às 08:43 link do post
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