Clube de leitura
Porque ler é um prazer que deve ser partilhado
20 de Outubro de 2009

foi o título escolhido por Nuno Lobo Antunes para a sua última obra.

 

Julgando pela sinopse , o livro prometia uma leitura agradável e entusiasmante: "Sinto muito" é sobre o sofrimento em geral, sobre a dor, seguida de perda, seguida de dor. Entristece o coração, mas recompensa-o grandemente, tornando-o mais leve e melhor. 
 

Prometia disse eu, mas a meu ver, ficou-se por um objectivo a atingir. Comecei a ler com alguma curiosidade, mas à medida que os episódios iam passando e o número de páginas lidas aumentava, andava já a correr atrás de uma narrativa empolgante e cativante tal como o fogo consome ferozmente o rastilho, de forma insaciável, até atingir o explosivo. Atingi o auge da leitura  apenas com o relato quase fotográfico de dois casos clínicos. Pelo meio encontrei alguns malabarismos interessantes com as palavras que não me souberam a mais do que à bolachinha a meio da manhã. 

Por isso, sou eu quem diz "Sinto muito"! O livro não vale, para mim, os euros que paguei por ele. Não tenho o coração mais leve, muito menos melhor. Sinto muito, mas vou dispensar os seus serviços, Sr. Dr. NLA !"

 

postado no Miss G e adaptado para o Clube de Leitura

publicado por Miss G às 15:22 link do post
14 de Outubro de 2009

Creio que poucos conhecem uma meia dúzia de livros escritos por Agatha Christie com o pseudónimo de Mary Westmacott .

A grande diferença é serem romances e não livros policiais. Tenho todos e gostei de todos, mas um deles marcou-me imenso e ainda agora, anos depois, me faz pensar.
Chama-se “Ausente na Primavera”, no original Absent in the Spring.
É a história de uma mulher de meia-idade, Joan, que tem toda a sua vida organizada e se sente satisfeita e realizada com o seu casamento, o seu lugar na sociedade, os seus filhos, a sua vida preenchida e respeitável.
Um dia, numa longa viagem e por circunstâncias imprevisíveis, a activa e segura Joan fica isolada no meio de nenhures. Perdida do mundo, confinada a um quarto e ao imenso deserto à sua volta, o tempo parece parado e não há distracções possíveis. Não há ninguém para conversar, não há onde passear naquela vastidão cheia de nada, não há forma de fugir, não há televisão, nem rádio, nem telefone e os seus livros acabaram logo no 2º dia.
O vazio ganha espaço e Joan fica sozinha com os seus pensamentos, que ganham novos contornos, por mais que lute para lhes fugir. Ao longo dos dias, acaba por mergulhar numa profunda introspecção e descobrir tudo o que nunca quis ver. E após enfrentar todos os seus fantasmas resta o dilema de como voltar depois à sua vidinha tão perfeita e tão falsa.
Este livro leva-me sempre a questionar se não é isto que fazemos ao longo da nossa vida tão atarefada, fugir de nós mesmos, fugir da verdade, evitar pensamentos incómodos, preferirmos  estar ausentes até chocar com a realidade...
publicado por cigana às 22:40 link do post
Dezembro 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
Posts mais comentados
9 comentários
pesquisar neste blog
 
últ. comentários
Ainda bem que gostou Fenix! Aconteceu o mesmo comi...
Também adorei só consegui para no fim quanto mais ...
Já li e adorei! Excelente livro como aliás todos o...
Saudações a todos. Venho sugerir as capas para liv...
É sem dúvida um excelente livro, ficamos presas do...
Deve ser um excelente livro!
Vergílio Ferreira é isso mesmo; VF é literatura pu...
Por aqui é fácil, basta procurar na Bertrand ou Fn...
Achei o livro excelente. Como sempre, José Rodrigu...
Olá a todos, este ebook esta disponível neste site...
blogs SAPO