Clube de leitura
Porque ler é um prazer que deve ser partilhado
21 de Outubro de 2009

Tenho andado com alguma dificuldade em acertar na escolha dos livros para ler. Livro que não me prenda logo no início é posto de lado até que um dia e com outra disposição o consiga ler.

O título deste livro seduziu-me, depois olhei para o nome da autora e hesitei, só conseguia ouvir a voz esganiçada dela na televisão, mesmo assim arrisquei. Foi uma agradável surpresa.

Quatro mulheres da mesma família, quatro gerações com início nos anos 30. quatro formas diferentes de viver o amor, as paixões e os relacionamentos.

Ao mesmo tempo que descreve as aventuras e desventuras amorosas das personagens, a autora coloca-nos a par da situação política e religiosa em Portugal,

As transformações sociais e económicas resultantes da ditadura em que estivemos mergulhados, o medo e carência que se viveu durante a II Guerra Mundial, a liberdade que explodiu, qual prisioneira durante tantos anos encarcerada, com o aparecimento do 25 de Abril... são perfeitamente descritas e contextualizadas.

 

Sinopse:

Quando desceu ao riacho, mantilha na cabeça e coração aos pulos, Maria da Glória não sonhava que aquele encontro fortuito com o macho da aldeia iria marcar para sempre a sua vida. Esperava sair dali com namoro anunciado e quem sabe até com casamento marcado. Saiu à pressa, com a roupa ensaguentada, as tripas viradas e a semente de Maria da Purificação na barriga. Estava lançado o destino das mulheres desta família na qual as palavras prazer, carinho, paixão e amor permanecerão para sempre um mistério. A apresentadora de televisão Júlia Pinheiro estreia-se na escrita com uma história surpreendente e apaixonante sobre quatro mulheres que nada sabem sobre o amor. Ao longo destas páginas não suspiramos de amor, não nos empolgamos com casos de paixão arrebatadora, nem choramos com casamentos felizes. Somos levados numa saga familiar que se inicia nos anos 30 onde os sentimentos eram um infortúnio e o prazer uma pouca vergonha. Não Sei Nada Sobre o Amor traça o retrato de uma sociedade e de um país ao longo de quase 70 anos de história, através do olhar de Maria Glória, a avó, Maria da Purificação, a filha divorciada, Ana Clara, a neta mãe solteira, e Benedita, a bisneta, que, apesar de todas as expectativas, não se casa com nenhum príncipe encantado.
 

 

 

 

publicado por Existe um Olhar às 16:36 link do post
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