Clube de leitura
Porque ler é um prazer que deve ser partilhado
01 de Janeiro de 2011

José Saramago, Caim

 

A Distancia não permitia a Caim perceber a violência do furacão soprado pela boca do senhor nem o estrondo dos muros desabando uns após outros, os pilares, as arcadas, as abóbadas, os contrafortes, por isso a torre parecia desmoronar-se em silêncio, como um castelo de cartas, até que tudo acabou numa enorme nuvem de poeira que subia para o céu e não deixava ver o sol. Muitos anos depois se dirá que caiu ali um meteorito, um corpo celeste dos muitos que vagueiam pelo espaço, mas não é verdade, foi a torre de babel, que o orgulho do senhor não consentiu que terminássemos. A História dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele.

 

José Saramago em Caim.

 

À falta de melhor, hoje na RTP as noticias sobre o Haiti durante longos minutos versaram o religioso, primeiro a missa ao lado do que resta da catedral, depois a visita a um sacerdote Vudú, uma festa evangélica com muita gente e de novo as pessoas na Catedral...  O José Rodrigues dos Santos ficou de certeza com tema para mais um ou dois dos seus livros.

 

Estava a ouvir as pessoas e não pude deixar de dar por mim a pensar em Saramago e no Caim que estou a ler, e não pude deixar de me lembrar de algumas passagens que já li. Quando escrevi o primeiro post sobre a tragédia que assolou este país que há muito tinha sido esquecido pelo mundo, houve uma frase que decidi retirar mesmo antes de carregar em Publicar, a frase dizia:

 

-Se duvidas houvesse, está visto que deus não existe!

 

Retirei a frase porque na verdade a mim não me restam dúvidas e era de ajuda que queria falar naquele dia.

 

A verdade é que se juntarmos a tragédia às palavras sobre deus que ouvi hoje na reportagem, tudo isto podia ser mais um capitulo do livro de Saramago, com José Rodrigues dos Santos no papel de Caim. Porque o livro é assim, um conjunto de reportagens  sobre os principais capítulos da bíblia, sobre deus, o homem e a relação entre ambos, uma relação feita de provas, desafios, prémios e castigos....   nada que não tivéssemos visto todos na bíblia,  mas raramente com olhos de ver.

 

Este é um livro bem escrito, eu não sou grande fã da escrita do Saramago, mas reconheço que este é um excelente livro.

 

Quanto à  história, ou às várias historias, a mim que sou ateu não me dizem muito, há muito que olho para a bíblia como um enorme guião para filmes de Hollywood, para quem acredita, talvez deveria ser um livro a ler com alguma atenção, há sempre outras formas de interpretar o livro que para muitos é sagrado.... esta é tão ou mais válida que outra qualquer.

 

Em suma, um bom livro, que a mim por vezes me fez sorrir pela clareza das conclusões, um livro que polémicas à parte, vale cada cêntimo que pagamos por ele.

 

Jorge Soares

 

Post do Blog: O que é o Jantar

publicado por Jorge Soares às 22:47 link do post
25 de Novembro de 2010

 

 

 

Amanhã, 26 de Novembro, pelas 19 horas, será feita a apresentação do livro Meninos do Mundo – Adopção Internacional. A sessão de lançamento terá lugar no Hotel Roma (Sala Roma), em Lisboa, e contará com a presença do Dr. Carlos Jesus, que irá fazer a apresentação da obra, e do Dr. Laborinho Lúcio, autor do prefácio. Estarão, igualmente, presentes a Dra. Fernanda Salvaterra, a Dra. Mariana Negrão, ambas psicólogas, e a Dra. Sandra Cunha, socióloga, que colaboraram na obra com textos em que reflectem a sua experiência na área da adopção. 

Espera-se, ainda, a presença de muitos dos que, com o seu testemunho, colaboraram com a Associação Meninos do Mundo para que o livro que agora se lança contemple as várias vertentes da realidade da adopção: adopção nacional e internacional, adopção por casal e adopção singular, a visão de quem foi adoptado, entre outras.

 

 

O livro é composto por um conjunto de textos escritos por pessoas que passaram pela adoção internacional com explicações de todos os processos vividos em países como Cabo Verde, Rússia, S.Tomé e Príncipe, Moçambique, Brasil, Índia, Bulgária, Lituânia, Tailândia e Macau e por depoimentos de crianças que dão assim a voz de quem um dia foi adotado.

 

A Associação Meninos do Mundo é uma organização não-governamental que tem como objetivos promover o conhecimento da adopção internacional em Portugal e no estrangeiro e desenvolver actividades de consciencialização da sociedade civil em relação à adoção internacional no país.

 

Quem estiver interessado pode encomendar o livro e assim contribuir para a associação e a causa da adopção internacional, basta enviar um email para: meninosdomundo@gmail.com

 

 

Porque uma criança é uma criança em qualquer parte do mundo!

 

Jorge Soares

publicado por Jorge Soares às 21:50 link do post
08 de Novembro de 2010

o fim da inocência - Francisco Salgueiro

"Hoje em dia os pais têm pouca ideia daquilo que realmente se passa com o filhos.

 

Julgam que as suas adolescências são iguais às que tiveram e deixam-nos à solta. Acontece que a realidade actual é muitíssimo diferente daquilo que oiço dizer que era nos anos setenta, oitenta e noventa.

 

É uma realidade em que o sexo e as drogas fazem parte do dia-a-dia"

 

É assim que começa este livro, uma nota escrita pela Inês e que funciona quase como que um aviso para o que nos espera nas páginas seguintes. Diz o autor que o livro é baseado em histórias reais contadas pela Inês, confesso que tenho sérias dúvidas, não é que todas estas coisas não possam acontecer com os nossos filhos, os filhos da vizinha, os de um colega de trabalho, alguém que conhecemos, eu tenho é sérias dúvidas que todas estas coisas possam acontecer com uma só pessoa.

 

No livro podemos encontrar todos os males da nossa sociedade, da simples utilização do telemóvel para partilha de coisas pouco inocentes, até à utilização do Facebook para fins mais ou menos morais.  Pelo meio passamos por tudo, absolutamente tudo, os perigos das salas de chat e do messenger, a droga na noite, a droga nos festivais de verão, etc, etc, etc.

 

A vida da Inês é quase um clichê da sociedade actual, filha da classe média alta, com pais separados, estuda num dos melhores colégios onde todos os seus colegas são copias quase idênticas dela. Crianças mimadas e com acesso a tudo ou quase tudo o que desejam.  Sem muitas preocupações monetárias e até escolares, vivem de acordo com o que está na moda, sendo que a moda pode passar por exemplo por  ir à internet ver fotografias e vídeos pornográficos. Com pais distantes ou que simplesmente não querem ver, vivem as suas próprias vidas desde muito cedo, não fazem escolhas, simplesmente deixam-se levar pela vida ao sabor do que está na moda, e não importa se é licito ou ilícito, caro ou barato, simples ou complicado.. mais que viver, o que importa é mostrar que se viveu.

 

O livro é um relato fiel de muitas coisas, coisas que no fim explicam a forma como nós como pais estamos a deixar que os nossos filhos se destruam. Tudo o que possam imaginar.. também muitas coisas que nunca imaginamos, está ali relatado, de uma forma dura e crua e em primeira pessoa

 

Independentemente de que toda a historia tenha saído da imaginação da Inês, da do Francisco Salgueiro, ou seja mesmo real, a verdade é que tudo o que está ali relatado existe mesmo, e a maioria de nós terá ouvido falar de tudo ou de quase tudo. É precisamente isso que me deixa na dúvida.. dificilmente alguém conseguiria passar por tantas coisas na vida .. e muito menos se no fim do livro a protagonista nem 18 anos fez.

 

Tirando o detalhe das cenas realmente chocantes, é um livro muito bem escrito, um livro que nos deveria deixar a pensar sobre a forma como estamos a educar os nossos filhos, sobre as muitas coisas que lhes damos todos os dias e sobretudo as que não lhes damos, atenção, formação e informação sobre o mundo real que existe lá fora.

 

"Se estiver a ler estas linhas e disser: Com o meu filho isso não acontece, porque é bom aluno e não o educo para se meter nessas coisas, talvez não seja má ideia ler o livro até ao fim.  Eu também era boa aluna e os meus pais não me educaram para me meter nessas coisas.

 

Sinopse:

Aos olhos do mundo, Inês é a menina perfeita. Frequenta um dos melhores colégios nos arredores de Lisboa e relaciona-se com filhos de embaixadores e presidentes de grandes empresas. Por detrás das aparências, a realidade é outra, e bem distinta. Inês e os seus amigos são consumidores regulares de drogas, participam em arriscados jogos sexuais e utilizam desregradamente a internet, transformando as suas vidas numa espiral marcada pelo descontrolo físico e emocional. Francisco Salgueiro dá voz à história real e chocante de uma adolescente portuguesa, contada na primeira pessoa. Um aviso para os pais estarem mais atentos ao que se passa nas suas casas

 

Jorge Soares

 

publicado por Jorge Soares às 21:46 link do post
03 de Novembro de 2010

A Mecânica no Coração

 

Confesso que comprei este livro pela sua linda capa e pelo título atractivo, porque do autor não tinha qualquer referência. Actualmente sei apenas que Mathias Malzieu, é vocalista de uma banda de rock francesa e, no campo da escrita, é autor de vários contos editados e de um romance. O livro que venho falar hoje foi assim uma descoberta de um autor que ficará para sempre na minha lista dos que devem ser lidos mais vezes.

 

“A mecânica do coração” é sobretudo de uma linda e doce história sobre o amor. No final do séc. XIX, numa época sombria e pobre em emoções há personagens que fazem a diferença porque amam de forma pouco convencional; uma mulher que conserta defeitos de crianças abandonadas para que possam ser adoptadas por novas famílias, uma criança com voz de pássaro e que desperta paixões, o inventor que sofre de desamor e o jovem que vive com medo de morrer de amor mas que não resiste a esse sentimento porque ao mesmo tempo é esse mesmo amor que o faz sentir vivo.

 

Ao estilo de Tim Burton ou de Lewis Carol, como podemos ler no resumo da contra-capa, encontramos um livro de fácil leitura, que eu gostei muito e que aconselho a quem gosta do estilo.

 

Ana Cristina

 

Post Publicado no arRanha no Trapo

publicado por Jorge Soares às 22:14 link do post
20 de Outubro de 2010

O clube de leitura em destaque

 

Antes de mais, em meu nome e dos demais participantes do BLOG, quero agradecer ao ao Pedro e ao restante pessoal do SAPO pelo destaque.

 

Este blog é  espaço de partilha, há muito por aí quem goste de ler, e são recorrentes na blogosfera os posts em que se fala de livros, nada como agrupar num só lugar todos esses posts para termos um clube, um clube de leitores.

 

Quero aproveitar esta avalancha de visitas para deixar um convite, o clube está aberto a quem queira participar, ali ao lado está um link que diz Participe neste blog , e o convite é aberto para os bloguers do SAPO ou para outros qualquer. Quem não é do sapo envie-me um email para jfreitas.soares@sapo.pt.

 

 

Porque ler é um prazer que deve ser partilhado

publicado por Jorge Soares às 22:10 link do post
20 de Outubro de 2010

A Lâmpada de Aladino, Luís Sepúlveda

 

 

"Há mulheres cuja companhia convida ao silêncio, porque sabem partilhá-lo,  e não há nada  mais difícil nem mais generoso"

Luis Sepúlveda in Café Miramar

 

Eu gosto de contos, gosto de livros de contos e este livro agarrou-me logo na primeira página, o primeiro conto chama-se Café Mirarmar e é simplesmente fantástico. Tal como o são a maioria dos outros 13 que compõem o livro.

 

Luís Sepúlveda é um escritor Chileno com um imenso talento, tem uma escrita fluída e que nos transporta para dentro do livro, neste caso transporta-nos pelo mundo. Com cada conto viajamos , de Alexandria  à Colômbia, de ali a Santiago do Chile e de ali a Ipanema, e a Hamburgo e de novo à selva Amazónica e de ali à Patagónia. Para além de viajarmos no espaço fisico, viajamos pelo tempo.. e com cada novo conto, com cada nova personagem, descobrimos um novo e diferente mundo cheio de cor, de significado social e até de magia.

 

É um livro que mais que ler, devora-se, eu li-o quase de um fôlego numa tarde de verão  sentado numa esplanada com vista para a serra da Arrábida, um livro fantástico, cheio de vida e de pequenas grandes coisas.

 

Sinopse

 

A Lâmpada de Aladino constitui o esperado regresso de Luis Sepúlveda ao território da ficção. Ao longo das histórias que compõem este livro reencontramo-nos com esse território de sentimentos que fizeram do autor um dos nomes mais apreciados da literatura da América Latina.

Enquanto os nomearmos e contarmos as suas histórias, os nossos mortos nunca morrem, diz a certa altura um personagem. Foi precisamente para resgatar do esquecimento momentos, lugares e existências irrepetíveis que Luis Sepúlveda escreveu A Lâmpada de Aladino, uma lâmpada de onde surgem, como por arte de magia, treze contos magistrais.

A Alexandria de Kavafis, o Carnaval em Ipanema, uma cidade de Hamburgo fria e chuvosa, a Patagónia, Santiago do Chile nos anos sessenta, a recôndita fronteira do Peru, Colômbia e Brasil, são alguns dos cenários deste livro. Nas suas histórias, cada uma delas um romance em miniatura, Luis Sepúlveda dá vida a personagens inesquecíveis, prendendo o leitor da primeira à última página.

 

Não deixem de ler.

 

Post do O que é o Jantar?

 

Jorge Soares

 

publicado por Jorge Soares às 22:02 link do post
14 de Outubro de 2010

Joanne Harris, O rapas de Olhos Azuis

 

Acabei há poucos dias de ler este livro. Comprei-o durante as férias e li-o de sopetão porque é daqueles que não se consegue parar.

 

Não vou fazer grandes resumos porque é fácil de os ler pela net. Limito-me a adiantar que é um thriller interessante que envolve um grupo restrito de pessoas que partilham um passado comum e onde a certa altura já não se consegue perceber quem é quem ou quem é capaz de fazer o quê.

 

Tenho quase todos os livros da Joanne Harris. Gosto muito do tipo de escrita, simples e sem pretensiosismos. Gosto do envolvimento que sinto com os enredos e personagens. Gosto das ideias iniciais, embora acabe por pensar que têm sempre uma base comum, o que dá uma bibliografia com uma aparência repetitiva...


Neste caso em particular, e embora a leitura tenha sido agradável e ensusiasmante, o final desiludiu-me um pouco, por considerar que deu voltas excessivas no intuito de surpreender cabalmente o leitor... na minha opinião, um daqueles casos em que "menos teria sido mais".

 

De qualquer forma, aconselho, principalmente se pretenderem uma leitura que vos envolva e vos faça correr para o livro de cada vez que tenham um bocadinho de tempo livre.

 

Rita

 

Post do arRanha no Trapo

publicado por Jorge Soares às 20:43 link do post
13 de Setembro de 2010

2666, Bolaño

 

Ler é quase uma tarefa obrigatória durante as férias, costumo ir carregado com um ou dois livros e muitas vezes regresso com mais um ou dois que entretanto fui comprando. Este ano fui mesmo carregado e só com um.... mas não é um livro qualquer, é sem duvida o livro com mais páginas que já li... para cima de 1200.

 

Eu que adoro a literatura latino-americana, nunca tinha ouvido falar de Bolaño,  escritor chileno que morreu em 2003, este terá sido o seu ultimo  manuscrito e que segundo o prólogo, não estaria concluído à data da sua morte. A história do livro é algo estranha, o escritor descobriu que tinha cancro e que lhe restava pouco tempo de vida quando a escrita estava a meio. Na altura terá decidido que como forma de garantir uma maior rentabilidade para os seus herdeiros, em lugar de um, seriam 5 os livros a retirar do manuscrito e terá manifestado esse desejos ao seu editor. Desejo que terminaria por não ser levado em consideração.. quanto a mim, o resultado de tudo isto foi nefasto...

 

Converter um livro em cinco, levou a que fosse necessário muito acrescento, dezenas, talvez centenas, de páginas que não estariam ali se não fossem para simplesmente encher. Um exemplo: mais ou menos a meio do livro e na sequência de páginas e páginas em que se vão descrevendo os cadáveres de mulheres que são encontradas mortas, a forma como foram encontradas, a causa da morte, a chegada dos policias, etc, gastam-se meia dúzia de páginas a descrever  como os 3 médicos forenses da cidade se encontram todos os dias para tomar o pequeno almoço. A cena aparece do nada, as personagens só aparecem ali, é descrita a forma como tomam o pequeno almoço juntos e não voltam a aparecer em todo o livro, nem há absolutamente nada que se possa retirar disso e que interesse para o desenrolar da historia.

 

De facto o livro está dividido em 5 partes distintas em que a historia se desenvolve e é contada desde o ponto de vista de personagens diferentes, à primeira vista é difícil encontrar o fio condutor, no fim descobrimos que esse fio existe, ainda que a historia não nos leve a lado nenhum e terminemos o livro a saber o mesmo que sabíamos no inicio, muito pouco.. ou mesmo nada.

 

A mim custou-me a entrar na leitura, se calhar não teria escolhido aquela primeira parte para inicio do livro, imagino que a maioria das pessoas terá imensas dificuldades em passar das primeiras páginas e quando temos dificuldade a entrar num livro que tem mais de 1200 páginas....

 

Em suma, nem sempre um livro bem escrito é um bom livro, há partes em que até parece que nos agarramos à leitura, mas há outras partes, muitas partes, em que simplesmente não entendemos para que estão ali e o seu interesse para a historia. Depois há aquela parte em que passamos centenas de páginas a ler a descrição de cadáveres de uma forma mais ou menos crua, qualquer um de nós poderia pegar naquilo tudo e estabelecer um padrão.... ou vários padrões... imagino que seria essa ideia original do escritor.... terá falecido antes de finalizar esta parte do manuscrito?

 

Este foi um livro que causou algum burburinho na blogosfera, depois de o ler, a questão que me coloco é quantas das pessoas que falam dele o terão realmente lido?

 

Em suma, para além de não ter encontrado a lógica do nome, e eu juro que li até à ultima página, não gostei do livro e não consegui ficar com uma ideia sobre o autor.

 

Post publicado no O que é o Jantar?

 

Jorge Soares

publicado por Jorge Soares às 14:08 link do post
13 de Julho de 2010

 

 

O Físico, Noah Gordon

 

Encontrei este autor por acaso, um dia de chuvas de verão no norte de Espanha, numa visita a um centro comercial o nome e a capa de um livro chamaram a minha atenção, desde então já li uns 5 ou 6. Todos são romances históricos que tratam da vida dos Judeus, da história da medicina, ou de ambas. Todos são livros fantásticos que nos prendem a atenção do principio ao fim.

 

Este O Físico faz parte de uma trilogia que nos fala da história da Medicina, os outros são O XamãOpções, livros que nos falam da dinastia Cole, desde a idade média na Inglaterra até à medicina moderna e os seus dilemas na moderna cultura americana.

 

Rob J cole é uma criança que em pouco tempo se vê sozinho no mundo depois da morte da mãe, do pai e da separação dos seus irmãos. Num golpe de sorte é acolhido como aprendiz por um barbeiro  curandeiro que ao mesmo tempo que o leva por toda a Inglaterra medieval, o vai iniciando nas artes da cura. Rapidamente Rob descobre que tem um dom e que se quer realmente curar as pessoas, deverá aprender muito mais. Este desejo leva-o até ao oriente onde na altura estavam os grandes mestres da medicina. Sempre protegido pela sorte que abençoa os audazes, Rob consegue tornar-se no melhor dos alunos e com o tempo, no melhor dos médicos.

 

Pelo meio vamos tendo uma visão da vida na idade média na Europa e na Ásia, a religião, os conflitos, a guerra e o amor.

 

Tinha lido o livro há uns 7 ou 8 anos e foi com um enorme prazer que o reencontrei.. um livro que mais que ler, devorei.

 

Jorge Soares

PS:post publicado incialmente no O que é o Jantar

publicado por Jorge Soares às 23:38 link do post
14 de Junho de 2010

O priorado do Cifrão

 

João Aguiar foi o primeiro escritor Português que encontrei, desde bastante novo que sou um ávido leitor, mas tinha lido sobretudo escritores latino-americanos Garcia Marquez, Vargas Llosa, Isabel Allende, Romulo Gallegos. Sou um admirador confesso do Realismo Mágico e dos escritores latino-americanos e até chegar a Portugal, para além de algumas referências a Ferreira de Castro, pouco sabia da literatura Portuguesa.

 

Comecei por ler O Homem sem nome e depois fui lendo cada um dos livros do João Aguiar à medida que iam saindo... até ao A Catedral Verde, de que não gostei especialmente. Depois perdi-lhe o rasto, até que o meu irmão me ofereceu este  o Priorado do Cifrão de prenda de natal.

 

Como tudo o que escreve o João Aguiar, este é um livro bem escrito e que se lê facilmente... mas, nem sempre um livro bem escrito é um bom livro. Confesso, fiquei desiludido, talvez porque eu esperasse mais, talvez porque pelo meio li um excelente livro, talvez por ambas as coisas, o certo é que fiquei desiludido.

 

O livro pretende ser uma sátira ao Código Da Vinci e a todos os livros que aproveitaram o filão daquele tipo de escrita, é uma historia com pormenores muito rebuscados, uma historia com principio meio e fim , mas que termina por não ser nem carne nem peixe, fica a meio entre o romance, o policial e a sátira.

 

Talvez seja uma boa leitura para férias, um livro bem escrito, sem duvida, mas que a mim me deixou um vazio.... falta a arte do João Aguiar.

 

João Aguiar Morreu a semana passada, apesar de do meu ponto de vista este ter sido um livro falhado, não deixa de ser o meu escritor português preferido, morreu um grande escritor, as letras portuguesas ficaram muito mais pobres

 

Jorge Soares

PS:Post Publicado inicialmente no O que é o jantar

publicado por Jorge Soares às 16:09 link do post
18 de Fevereiro de 2010

Em Busca da Felicidade, dez histórias

 

Uma das minhas paixões é a leitura. Aproveito todos os tempos livres para ler um bocadinho. Ultimamente tem havido alturas em que devoro livros mas noutras ocasiões há livros que devem digeridos. Não sei se já repararam mas o livro de cabeceira ainda é o mesmo há vários dias. Um dos motivos é que, na semana passada, andei adoentada e não nem tinha vontade para pegar no livro. Para além disso, este livro reúne dez histórias, não é um romance logo lê-se mais devagar. Uma história tem que ser "mastigada" e "digerida" até se passar para a seguinte. Comprei-o num dia muito pouco feliz mas o título chamou-me a atenção. Não gostei de todas as histórias da mesma maneira, Uma das que gostei mais foi "A felicidade deles" de  Patrícia Reis. A história começa por retratar o céu como uma sala com vários operadores que vão controlando a vida dos "outros" através de computadores. Deus segue a vida de algumas pessoas, em especial. Uma dessas pessoas é a jovem Teresa cuja única ambição é ser feliz e ensinar a sua mãe a ser feliz depois de anos de infelicidade...

"Deus sentiu um aperto no peito. A menina-mulher disse

Estamos sempre sós, mãe. Sempre. Mas estamos sempre juntas, não é? E agora vamos ser felizes.

E o que é ser feliz?

Vamos fazer uma lista. Ser feliz é o arroz-doce que vamos comer ao jantar. Ser feliz é o conjunto de lençóis brancos que vais estrear hoje na tua cama de solteira. Seres feliz é saberes que estás aqui.

Onde é que tu descobriste essas coisas? Essas ideias?

Nos livros. Quando quiseres estar triste e chorar dou-te livros para chorares, Na vida vais ser feliz.

Assim de repente?

Assim de repente."

E está tudo dito...

 

STILETTO

 

Retirado do blog É possivel ser feliz

publicado por Jorge Soares às 22:56 link do post
24 de Janeiro de 2010

 Caim, José Saramago

 

A Distancia não permitia a Caim perceber a violência do furacão soprado pela boca do senhor nem o estrondo dos muros desabando uns após outros, os pilares, as arcadas, as abóbadas, os contrafortes, por isso a torre parecia desmoronar-se em silêncio, como um castelo de cartas, até que tudo acabou numa enorme nuvem de poeira que subia para o céu e não deixava ver o sol. Muitos anos depois se dirá que caiu ali um meteorito, um corpo celeste dos muitos que vagueiam pelo espaço, mas não é verdade, foi a torre de babel, que o orgulho do senhor não consentiu que terminássemos. A História dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele.

 

José Saramago em Caim.

 

À falta de melhor, hoje na RTP as noticias sobre o Haiti durante longos minutos versaram o religioso, primeiro a missa ao lado do que resta da catedral, depois a visita a um sacerdote Vudú, uma festa evangélica com muita gente e de novo as pessoas na Catedral...  O José Rodrigues dos Santos ficou de certeza com tema para mais um ou dois dos seus livros.

 

Estava a ouvir as pessoas e não pude deixar de dar por mim a pensar em Saramago e no Caim que estou a ler, e não pude deixar de me lembrar de algumas passagens que já li. Quando escrevi o primeiro post sobre a tragédia que assolou este país que há muito tinha sido esquecido pelo mundo, houve uma frase que decidi retirar mesmo antes de carregar em Publicar, a frase dizia:

 

-Se duvidas houvesse, está visto que deus não existe!

 

Retirei a frase porque na verdade a mim não me restam dúvidas e era de ajuda que queria falar naquele dia.

 

A verdade é que se juntarmos a tragédia às palavras sobre deus que ouvi hoje na reportagem, tudo isto podia ser mais um capitulo do livro de Saramago, com José Rodrigues dos Santos no papel de Caim. Porque o livro é assim, um conjunto de reportagens  sobre os principais capítulos da bíblia, sobre deus, o homem e a relação entre ambos, uma relação feita de provas, desafios, prémios e castigos....   nada que não tivéssemos visto todos na bíblia,  mas raramente com olhos de ver.

 

Este é um livro bem escrito, eu não sou grande fã da escrita do Saramago, mas reconheço que este é um excelente livro.

 

Quanto à  história, ou às várias historias, a mim que sou ateu não me dizem muito, há muito que olho para a bíblia como um enorme guião para filmes de Hollywood, para quem acredita, talvez deveria ser um livro a ler com alguma atenção, há sempre outras formas de interpretar o livro que para muitos é sagrado.... esta é tão ou mais válida que outra qualquer.

 

Em suma, um bom livro, que a mim por vezes me fez sorrir pela clareza das conclusões, um livro que polémicas à parte, vale cada cêntimo que pagamos por ele.

 

 Jorge Soares

 

Post escrito para o blog :O que é o Jantar?

 

publicado por Jorge Soares às 21:21 link do post
09 de Dezembro de 2009

Luz na neve, Anita Shreeve

 

 

 

Eu não conhecia esta autora, nunca tinha ouvido falar, considero-me uma pessoa interessada pela literatura, já li umas dezenas muito largas de livros, mas salvo raras excepções, a minha atenção vai para os escritores latinos, para a corrente literária do realismo mágico e para alguns autores portugueses. Esta escritora tinha-me passado ao lado.

 

No outro dia, encontrei este livro na estante e chamou-me a atenção, um livro que estava na minha estante e que eu não tinha lido.....   Como estava sem leitura para a hora do almoço, decidi levar, em boa hora.

 

Nicky é uma menina de 12 anos que vive com o seu pai numa quinta da América rural, um lugar  que fica no fim do caminho. O local foi escolhido pelo pai de Nicky precisamente porque era um lugar isolado, um lugar donde ele podia viver longe de tudo e de todos, longe dos seus pensamentos e recordações.

 

Naquele dia Nicky e o pai foram dar um passeio ao fim do dia através do campo gelado e coberto de neve que rodeava a sua casa, após algum tempo a andar, eles encontram no meio da neve abandonada ao frio e à morte, uma bebé recém nascida, uma bebé que apesar do abandono e do frio se aferra à vida e sobrevive para mudar a vida Nicky e a tristeza do seu pai.

 

Um excelente livro, com um enredo simples mas que a mim me prendeu, muito bem escrito e com uma mensagem forte e clara. Um  livro que aconselho e que me deixou com vontade de ler mais coisas desta autora.

 

Post Publicado Inicialmente no blog O que é o jantar?

 

Jorge Soares

publicado por Jorge Soares às 21:52 link do post
23 de Novembro de 2009

 

Chocolate, Joanne harrisJá li vários livros desta autora, comecei por Chocolate, curiosamente o que mais gostei não foi nenhum destes, foi A Praia Roubada. Li Chocolate por primeira vez há vários anos, acho que é um excelente livro, que deu um excelente filme.

 

Vianne Rocher é uma jovem mãe solteira, desde que tem memoria que passou a vida a fugir sem saber bem de quê, ainda com a mãe, viveu em várias partes do mundo, mas só o tempo suficiente para voltar a fugir. No dia de Carnaval chega a uma pequena povoação Francesa e decide que desta vez é para ficar. Ela decide enfrentar os seus fantasmas que pouco a pouco se vão transformando em alguns dos habitantes da aldeia.

 

Vianne é uma profunda conhecedora dos segredos do chocolate, a sua loja converte-se na tentação e no suplicio do padre da aldeia. À medida que o enredo avança somos transportados ao mundo de Vianne , com os seus mistérios, os seus sabores e tentações.

 

Pouco a pouco na sua loja ela vai desvendando os segredos de cada um dos habitantes e vai mudando as vidas, ao sabor dos gostos e preferências de cada um.

 

Um livro muito bem escrito, que nos consegue transportar para o mundo do chocolate,  para o pequeno mundo daquela aldeia francesa e para a luta entre o bem e o mal que se desenvolve entre ela e o pároco.

 

Sapatos de Rebuçado passa-se em Paris 4 anos depois do fim de Chocolate,  Vianne Rocher , agora Yanne Charbonneau vive uma vida calma em Paris, junto com as suas duas filhas. Annie , antes Annouk e Rosette , uma criança de 4 anos que não fala e que facilmente passa por ter de dois anos. É responsável por uma pequena loja alugada onde vende

Sapatos de rebuçado

 chocolates. 

 

Zozie de l'Alba é uma feiticeira que vive de esquemas e de apropriar-se das entidades das pessoas que conhece. Zozie conhece Annie e decide que ela e a sua família serão as suas próximas vitimas.

 

O livro está muito bem escrito, retrata claramente a vida do bairro típico parisino Montmarte e as suas peculiaridades , a relação entre uma adolescente e a sua ocupada mãe e a relação desta ultima com o seu novo namorado parisiense.

 

Neste livro descobrimos alguns dos mistérios e pontas soltas deixadas no Chocolate, como os motivos pelos que Vianne e a sua mãe tinham que fugir e mudar de nome constantemente, e alguns dos fantasmas são finalmente desvendados

 

 

Dois excelentes livros que aconselho vivamente.

 

Jorge

PS:Imagens retiradas da Internet

PS2:Post Publicado inicialmente no blog: O que é o jantar?

publicado por Jorge Soares às 23:51 link do post
18 de Novembro de 2009

As benevolentes de Jonathan Littel

 

Maximilien Aue é um ex-oficial nazi, homossexual , apaixonado de forma obsessiva pela irmã gémea , educado num colégio católico donde é abusado pelos padres e pelos restantes estudantes. Um encontro homossexual fortuito num jardim faz com que termine nas SS alemãs, donde é um dos responsáveis pela solução final,  a eliminação de todos os Judeus.

 

São 900 páginas em letra miudinha, é um livro frio donde são descritos com detalhe e pormenor os processos utilizados para matar milhões de seres humanos, as relações sexuais do protagonista com os amantes de ocasião, a forma como ele mata a mãe e o seu melhor amigo que o tinha levado a ser quem era e que lhe acabava de salvar a vida.

 

É um livro com muitas facetas: um livro politico, donde se discutem os pormenores do poder do Nacional socialismo;  um livro psico-social donde se discutem as taras e manias sexuais, as obsesões e as culpas familiares;  um livro histórico donde de discute em pormenor a segunda Guerra mundial e a ascenção e queda do nazismo; é um livro Freudiano, donde se discutem os sonhos do protagonista e os seus significados... 900 páginas dão para muito.

 

No geral, é um bom livro.... não aconselhável a pessoas impressionaveis, tem descrições brutais, crueis e inhumanas.

 

Sinopse da Editora:

As Benevolentes são as memórias de Maximilien Aue , um ex-oficial nazi, alemão de origens francesas que participa em momentos sombrios da recente história mundial: a execução dos judeus, as batalhas na frente de Estalinegrado, a organização dos campos de concentração, até a derrocada final da Alemanha. Uma confissão sem arrependimento das desumanidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, que provoca uma reflexão original e desafiadora das razões que levam o homem a cometer o mal.

 

Post publicado originalmente no blog O que é o jantar?

Jorge

publicado por Jorge Soares às 22:21 link do post
01 de Novembro de 2009

A voz dos deuses, João AguiarTinha lido este livro há 14 anos, em 1994, lembro-me de o ter comprado na feira do livro no Parque Eduardo Sétimo num dia em que o João Aguiar lá estava, por acaso recordava partes de O Homem sem nome, deste não recordava muito.. apesar de o ano passado ter visto a representação do grupo de teatro Fatias de Cá com o castelo de Almourol como pano de fundo... uma coisa fantástica que aconselho vivamente...

 

Li o livro numa semana, à hora do almoço, e não fosse a obrigação, no primeiro dia tinha lá ficado o resto do dia até terminar......  Eu gosto muito de historia, sei bastante de historia mundial e muito pouco de historia de Portugal, com este livro descobri o Viriato e descobri o Portugal da época dos romanos. O livro conseguiu transportar-me até aquela época até ao ponto de conseguir sentir o ambiente que se vivia na hoste de Viriato, os usos e costumes dos povos, os deuses, os sacrifícios , o significado do monte da Lua e as deidades que o habitavam.

 

Não consigo avaliar o rigor histórico da obra, mas redescobri um livro que adorei, um livro de um escritor Português que aconselho vivamente, de fácil leitura e que nos consegue prender da primeira à ultima página

 

Texto da contracapa

 

"Em 147 a.C., alguns milhares de guerrilheiros lusitanos encontram-se cercados pelas tropas do pretor Caio Vetílio . Em princípio, trata-se apenas de mais um episódio da guerra que a República Romana trava há longos anos para se apoderar da Península Ibérica. Mas os Lusitanos, acossados pelo inimigo, elegem um dos seus e entregam-lhe o comando supremo. Esse homem, que durante sete anos vai ser o pesadelo de Roma, chama-se Viriato.

Entre 147 e 139, ano em que foi assassinado, Viriato derrotou sucessivos exércitosCastelo de almourol romanos, levou à revolta grande parte dos povos ibéricos e foi o responsável pelo início da célebre Guerra de Numância.

Viriato foi um verdadeiro génio militar, político e diplomático. Mas, sobretudo, Viriato foi o defensor de um mundo que morria asfixiado pelo poderio romano: o mundo em que mergulham as raízes mais profundas de Portugal e de Espanha. É esse mundo, já então em declínio, que este livro tenta evocar.

Aquando do seu aparecimento, em 1984, Fernando Assis Pacheco escreveu serem raras as estreias com tanta qualidade. Depois disso, A Voz dos Deuses, ao longo de sucessivas edições, tornou-se um "clássico" do romance histórico português contemporâneo.

A presente edição surge pela primeira vez ilustrada, com desenhos de Vasco Lopes. "

 

Jorge

PS:Imagens retiradas da internet.

PS2:Post publicado inicialmente no blog O que é o jantar?

publicado por Jorge Soares às 19:13 link do post
15 de Outubro de 2009

O clube de leitura em destaque

 

Antes de mais, em meu nome e dos demais participantes do BLOG, quero agradecer ao pessoal do SAPO pelo destaque. 

 

Este blog nasceu como um espaço de partilha, há muito por aí quem goste de ler, e são recorrentes na blogosfera os posts em que se fala de livros, nada como agrupar num só lugar todos esses posts para termos um clube, um clube de leitores.

 

Quero aproveitar esta avalancha de visitas para deixar um convite, o clube está aberto a quem queira participar, ali ao lado está um link que diz Participe neste blog , e o convite é aberto para os bloguers do SAPO ou para outros qualquer. Quem não é do sapo envie-me um email para jfreitas.soares@sapo.pt

 

 

Porque ler é um prazer que deve ser partilhado

 

Jorge Soares

 

publicado por Jorge Soares às 15:05 link do post
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Também adorei só consegui para no fim quanto mais ...
Já li e adorei! Excelente livro como aliás todos o...
Saudações a todos. Venho sugerir as capas para liv...
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