Clube de leitura
Porque ler é um prazer que deve ser partilhado
25 de Outubro de 2009

 
Comprei este livro em Novembro de 2006, em vésperas de ser internada para uma cirurgia.
Li-o no hospital. Lembro-me que gostei, mas passados perto de 3 anos, confesso que não tinha qualquer recordação da história. Reli-o muito recentemente e confesso que fiquei extremamente surpreendida por não me lembrar de um livro do qual gostei tanto.
  
Sinopse
Ano 2021.
Há um quarto de século que não nascem crianças. Os idosos são levados ao desespero e ao suicídio, e a última geração de jovens é bela, mas violenta e cruel. As pessoas de meia-idade tentam manter a normalidade sob o poder absoluto de Xan Lyppiatt, o carismático ditador e Guardião de Inglaterra.
Theo Faron é historiador e primo do Guardião. Vive uma vida solitária e sombria até que conhece uma jovem, membro de um pequeno grupo que procura desafiar o regime do Guardião.
Então a vida de Theo altera-se dramaticamente e ele irá viver horrores inimagináveis para proteger essa mulher e lutar contra o poder vigente.

A adaptação cinematográfica da obra de P. D. James levada a cabo pelo realizador mexicano Alfonso Cuarón, conta nos principais papéis com Clive Owen, Julianne Moore e Michael Cane.

  

Mais do que uma obra literária e do que um romance, este livro leva-nos a refletir sobre a vida e o que nos move.

O que seria do ser humano sem perspectivas de futuro, sem perpetuação da espécie?

Como reagiríamos se soubessemos que depois de nós nada virá?

Se temos ambição, se fazemos planos, não será apenas para deixar algo a quem nos sobreviver?

 

Depois desta segunda leitura, senti uma grande curiosidade em ver a adaptação cinematográfica da obra.

Apesar de preferir sempre os livros aos filmes, nunca nenhum me desiludiu tanto quanto este. Esperava melhor. O filme é simplesmente um tédio, e vários aspectos do livro foram alterados.

 

publicado por Abigai às 15:04 link do post
16 de Outubro de 2009

A minha estreia no Clube de Leitura é feita a triplicar: A Carta Proibida, O Mapa de Vidro e O Caminho para Avignon de Lisa T. Bergren.

 

 

Como muitos dos livros que entram nas nossas vidas, também o primeiro deste trio me foi (muito bem) oferecido.

 

A história desenvolve-se em 1339, em Itália, em torno de uma profecia escrita meio milénio antes por São Paulo que proclama a existência de uma irmandade de treze homens e mulheres com poderes espirituais extraordinários.

Apesar de várias tentativas falhadas para a destruir, a carta sobrevive para se revelar no tempo da igreja inquisidora pela mãos, imagine-se, do sacerdote Piero. A ele juntam-se a aristocrata e curandeira Daria d'Angelo, o seu escravo libertado Hasani e o cavaleiro da Igreja Gianni de Capezana com a sua fé imensa, os primeiros quatro protagonistas deste thriller,  que mudarão o rumo da Igreja e da cristandade.

 

Mais que a banal dicotomia entre o Bem e o Mal, esta história está repleta de deliciosos pormenores como o cheiro a laranja e cravinhos, a descrição física dos espaços onde decorre a acção ou ainda as célebres intrigas clericais,  numa combinação perfeita entre dados históricos verdadeiros e ficção.

 

Foi difícil não consumir horas e horas a ler cada página de forma ininterrupta, emocionando-me a cada reviravolta da história: lacrimejei, suei, tremi. O meu gosto por este tema, torna-me suspeita, tanto que ao acabar de ler o último livro me perguntei se por acaso teria saído um quarto volume para continuar a acompanhar este grupo.

 

Se à partida este parece o tipo de leitura para cristãos, recomendo-o independentemente de qualquer orientação religiosa. Essencial é que goste de uma boa aventura.Prepare-se: esta história vai mexer consigo!

publicado por Miss G às 17:15 link do post
14 de Outubro de 2009

Creio que poucos conhecem uma meia dúzia de livros escritos por Agatha Christie com o pseudónimo de Mary Westmacott .

A grande diferença é serem romances e não livros policiais. Tenho todos e gostei de todos, mas um deles marcou-me imenso e ainda agora, anos depois, me faz pensar.
Chama-se “Ausente na Primavera”, no original Absent in the Spring.
É a história de uma mulher de meia-idade, Joan, que tem toda a sua vida organizada e se sente satisfeita e realizada com o seu casamento, o seu lugar na sociedade, os seus filhos, a sua vida preenchida e respeitável.
Um dia, numa longa viagem e por circunstâncias imprevisíveis, a activa e segura Joan fica isolada no meio de nenhures. Perdida do mundo, confinada a um quarto e ao imenso deserto à sua volta, o tempo parece parado e não há distracções possíveis. Não há ninguém para conversar, não há onde passear naquela vastidão cheia de nada, não há forma de fugir, não há televisão, nem rádio, nem telefone e os seus livros acabaram logo no 2º dia.
O vazio ganha espaço e Joan fica sozinha com os seus pensamentos, que ganham novos contornos, por mais que lute para lhes fugir. Ao longo dos dias, acaba por mergulhar numa profunda introspecção e descobrir tudo o que nunca quis ver. E após enfrentar todos os seus fantasmas resta o dilema de como voltar depois à sua vidinha tão perfeita e tão falsa.
Este livro leva-me sempre a questionar se não é isto que fazemos ao longo da nossa vida tão atarefada, fugir de nós mesmos, fugir da verdade, evitar pensamentos incómodos, preferirmos  estar ausentes até chocar com a realidade...
publicado por cigana às 22:40 link do post
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