Clube de leitura
Porque ler é um prazer que deve ser partilhado
09 de Dezembro de 2011

Este foi o primeiro livro que li de Marc Levy, escritor francês mais lido em todo o mundo.

O Ladrão de Sombras é um livro que se lê em poucas horas e que me cativou de imediato, pela escrita fluente, pela história que nos prende do princípio ao fim.

Na capa pode ler-se: "Uma história de amor magistral", pensava eu que se tratava de um amor entre duas pessoas, mas conclui que era muito mais que isso.

O menino desta história era pequeno para a idade e gozado pelo seu colega de turma Marquès, seu pai abandonou a mãe tendo-a trocado por outra mulher. Os anos foram passando e tornou-se médico.

Ao longo de todo o livro há sempre a amizade que nutre pelos colegas e o infinito amor que nutre pela sua mãe e só no final do livro se descobre a sua antiga paixão por uma menina muda que um dia reencontra.

Descobre um dom especial que é roubar a sombra das pessoas com quem se cruza, sejam amigos ou inimigos, deixando-o bastante atemorizado de início. Mais tarde serve-se desse dom para ajudar as pessoas.

A ternura, a inocência e o dom sobrenatural do protagonista desta obra são, sem dúvida, pontos que jogam a favor do sucesso deste romance.

 

SINOPSE

No seu novo romance, Marc Levy conta a história de um rapazinho com um dom invulgar: ele consegue «roubar» as sombras das pessoas com quem se cruza. Ao princípio, acontece-lhe involuntariamente e isso chega a assustá-lo. Sempre que se cruza com alguém – seja um amigo, um inimigo ou um perfeito desconhecido –, a sombra da outra pessoa passa a segui-lo. Por vezes contra a vontade do rapaz, as sombras contam-lhe os mais profundos desejos, temores e aspirações das pessoas a quem pertencem.

E o rapaz vê-se em mãos com um dom que traz uma grande responsabilidade: ao saber estes segredos, terá de ajudar as pessoas – ajudá-las a recuperar «essa pequena luz que lhes iluminará a vida».
Durante umas férias de verão à beira-mar, apaixona-se por uma rapariga muda, chamada Cléa, com quem comunica através da sua sombra. E a sombra deste primeiro amor acompanhá-lo-á durante anos…
Mais tarde, o nosso «ladrão de sombras» torna-se estudante de Medicina, e debate-se com a questão de usar ou não o seu dom para ajudar a curar – tanto os seus pacientes como os seus amigos. Afinal, será ele verdadeiramente capaz de adivinhar o que poderá fazer felizes aqueles que o rodeiam? E ele próprio, saberá onde o espera a felicidade?

 

publicado por Existe um Olhar às 17:28 link do post
30 de Agosto de 2010

Xamã, Noah Gordon

 

 

 

Robert J. Cole é um médico escocês que é descendente directo de uma linhagem de médicos que se iniciou na idade media, motivos políticos levam a que o jovem médico se veja de um momento para o outro numa longa viagem até à América do inicio do século XVIII. Depois de tomar contacto com o mundo infame em que vivem os emigrantes Europeus no jovem país, o Dr. Cole decide levar os seus conhecimentos às novas fronteiras que estavam a ser desbravadas.

 

Robert Jefferson Cole é o filho mais novo do Dr. Cole, depois de uma doença e ainda criança Robert fica surdo, no livro é retratada a forma como a família enfrenta a surdez da criança e a luta pela vida que o jovem trava até conseguir ser um brilhante estudante de medicina e um ainda mais brilhante médico. Pelo caminho ele está ao cuidado de uma mulher nativa americana, uma Xamã de uma das tribos que habita as pradarias onde o Dr. Cole se instala, que se encarrega de transmitir ao Jovem Cole alguns conhecimentos ancestrais que em mais de uma ocasião lhe vão salvar a vida.

Este livro conta a historia do Dr. Cole e da sua família na América da conquista, a forma como se implantou a civilização numa América virgem e selvagem, a forma como as terras foram sendo conquistadas aos nativos, é também tratada a guerra civil, os seus motivos e a forma como por vezes membros da mesma família se tornam em inimigos.

 

Este é o segundo livro de uma trilogia de este autor, em que o Primeiro foi O Físico, e o Terceiro é um livro que estou a ler e que na edição que eu tenho se chama Opções mas que aparentemente mudou o nome para as escolhas da Dr.. Cole.

 

É  sem duvida um excelente romance histórico que trás até nós páginas da história americana narradas de uma forma sublime.

 

Sipnose:

Xamã", ficção histórica, é o segundo volume da trilogia de Noah Gordon sobre a história da medicina. Abrange o período de 1839 a 1865, quando a anestesia ainda é novidade na prática médica. A trilogia começa com "O Físico", no século 11, e termina no século 20 com "A Escolha da Dr.ª Cole". Seus protagonistas pertencem a uma família de médicos que dá ao primogênito o nome de Robert e um segundo nome iniciado por J. Na Escócia de 1839, o assistente do cirurgião William Fergusson, Robert Judson, do Hospital da Universidade de Edimburgo, é obrigado a imigrar por ter escrito um panfleto contra a coroa inglesa. Começa a clinicar em Boston, mas se desilude com o trabalho filantrópico e compra terras em Illinois, onde aprende segredos com Makwa-ikwa, uma curandeira índia. Casa-se e tem um filho, Xamã, surdo e dono de um sexto sentido para diagnósticos. Pai e filho tratam feridos durante a Guerra de Secessão.

 

Post Publicado inicialmente no blog: O que é o jantar

 

Jorge Soares

publicado por Jorge Soares às 11:26 link do post
13 de Julho de 2010

 

 

O Físico, Noah Gordon

 

Encontrei este autor por acaso, um dia de chuvas de verão no norte de Espanha, numa visita a um centro comercial o nome e a capa de um livro chamaram a minha atenção, desde então já li uns 5 ou 6. Todos são romances históricos que tratam da vida dos Judeus, da história da medicina, ou de ambas. Todos são livros fantásticos que nos prendem a atenção do principio ao fim.

 

Este O Físico faz parte de uma trilogia que nos fala da história da Medicina, os outros são O XamãOpções, livros que nos falam da dinastia Cole, desde a idade média na Inglaterra até à medicina moderna e os seus dilemas na moderna cultura americana.

 

Rob J cole é uma criança que em pouco tempo se vê sozinho no mundo depois da morte da mãe, do pai e da separação dos seus irmãos. Num golpe de sorte é acolhido como aprendiz por um barbeiro  curandeiro que ao mesmo tempo que o leva por toda a Inglaterra medieval, o vai iniciando nas artes da cura. Rapidamente Rob descobre que tem um dom e que se quer realmente curar as pessoas, deverá aprender muito mais. Este desejo leva-o até ao oriente onde na altura estavam os grandes mestres da medicina. Sempre protegido pela sorte que abençoa os audazes, Rob consegue tornar-se no melhor dos alunos e com o tempo, no melhor dos médicos.

 

Pelo meio vamos tendo uma visão da vida na idade média na Europa e na Ásia, a religião, os conflitos, a guerra e o amor.

 

Tinha lido o livro há uns 7 ou 8 anos e foi com um enorme prazer que o reencontrei.. um livro que mais que ler, devorei.

 

Jorge Soares

PS:post publicado incialmente no O que é o Jantar

publicado por Jorge Soares às 23:38 link do post
07 de Novembro de 2009

 

Quando se trata de leitura, quer se seja um devorador ávido de livros ou um penoso e sofrido leitor esporádico, é impossível evitar uma certa tendência linear. Inconscientemente, acabamos sempre por eleger um determinado estilo de escrita, um tipo de história, tema e escritor como primeira escolha.

 

Eu, sou dos que adora livros. Vicio-me em qualquer um e não consigo parar de ler a partir do momento que começo. Ao longo do tempo fui adquirindo um gosto especial por livros que abordem uma intensa aventura de investigação e que se consiga relacionar com questões históricas. Nesta classe, há dois autores que destaco claramente: Dan Brown e José Rodrigues dos Santos.

 

Evitando a habitual tendência de importação, vou-me dedicar ao autor nacional.

 

O destaque que, pessoalmente, lhe confiro não se deve ao seu estilo de escrita. Deve-se, isso sim, à espantosa investigação por detrás das obras e à capacidade de interligar factos soltos que possam interagir na situação criada. Consegue fazer-nos pensar duas vezes nas possíveis implicações existentes entre coisas que antes pensávamos não estarem ligadas de forma nenhuma.

 

Há que reconhecer porém, que apesar de os livros se centrarem num romance leve e simples, com personagens simpáticas, frescas e agradáveis, há uma falha recorrente. Trata-se da cadência com que as informações são debitadas. A forma dos diálogos é, geralmente, tão filosófica que chega a ser difícil de acompanhar.

 

É, no entanto, um facto aceitável pois  tratam-se de matérias muito avançadas e de tal maneira teóricas que se torna difícil explicar de uma forma a que toda a gente compreenda, sem perder o teor do conteúdo (é preciso recordar que nem todos estudam, por exemplo, a física quântica).

 

Um outro pormenor é apercebido por aqueles que começam a acompanhar com maior regularidade as suas obras. Em grande parte dos seus romances históricos e científicos, a personagem principal é sempre a mesma. Porém, é difícil fazer uma ligação cronológica entre as histórias, sendo que, apesar de manter sempre o carácter mulherengo (o que confere leveza e graça ao romance), não é clara a sua árvore genealógica e de relações amorosas. Por outro lado, a escolha desta personagem leva a situações muito semelhantes entre livros e a desfechos muito equivalentes. Embora esta condição possa parecer uma falta de originalidade, na verdade, a meu ver, deve ser encarado como sendo um grande cuidado em manter as características de personalidade de uma personagem chave em livros distintos, o que é de enaltecer.

 

Restringindo-me a um único título, foco o “O Codex 632”. É um romance que se pode considerar ter duas histórias distintas dentro do mesmo livro. Enquanto relata a aventura de um historiador na senda de conhecer a verdadeira história de Cristovão Colombo, aborda também os seus problemas conjugais e familiares durante o desenrolar da investigação, relatando as dificuldades matrimoniais quando se tem um filho com uma deficiência de nascença.

 

O meu realce, porém, centra-se no tema da investigação. Ao investigar os mistérios que envolvem a identidade do descobridor da América, toca na História de Portugal, agrupando e interligando com inteligência factos, mitos, questões e incongruências dos relatos da época, culminando numa interessante descoberta muito ao estilo da “Teoria da Conspiração” acerca da sua nacionalidade e possíveis razões para a grande falta de documentação sobre a sua identidade.

 

Resumindo, é um livro que recomendo a todos os que adoram História e mistérios envolvendo factos verídicos. Bem como o autor!

 

publicado por DG14RSN às 01:00 link do post
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