Clube de leitura
Porque ler é um prazer que deve ser partilhado
30 de Junho de 2011

 

Comprei este livro por mero acaso...

Como não posso passar diante de uma livraria sem entrar, aqui há tempos ao passar na Bertrand, não resisti e entrei. Comecei a dar uma vista de olhos, peguei neste livro e voltei a pousá-lo. Agarrei noutro livro da Rosa Lobato de Faria e aparece o meu marido, à espera que eu me decidisse para ir embora e para não aborrecê-lo mais com os meus vícios, voltei ao primeiro livro do qual apenas li a sinopse, percebi que era de um autor Português – ando virada para os nosso autores –, mas não perdi mais tempo, passei pela caixa e sai com os dois livros na mão, o meu marido abanando a cabeça com ar de quem já nem vislumbra salvação para mim....

 

Chegada a casa debrucei-me sobre a minha última compra e percebi que o autor – Nuno Meireles – é portador de paralisia cerebral e escreve com os pés.

Desde logo, senti uma grande admiração pela força e dedicação demonstrada.

 

Mais tarde, depois de iniciada a leitura do livro suspeitei ser uma edição de autor.

É de facto uma obra sem editora por trás, uma edição de autor à venda única e exclusivamente na lavraria onde o adquiri. Curioso o que o acaso faz....

Nota-se por alguns erros de impressão e umas 2 páginas repetidas que não teve o acompanhamento devido, mas abstraindo-me dos erros da edição, confesso que a história em si prendeu-me desde o início, embora tenha contudo alguns reparos a fazer em termos de estilo e escrita que, diga-se de passagem, já transmiti ao autor e escuso-me de o fazer aqui. Sendo um escritor amador, compreende-se que a sua escrita ainda esteja a amadurecer.

 

O acaso levou-me a comprar um livro do qual sem dúvida gostei e pelo caminho levou-me a conhecer uma pessoa determinada, corajosa e pela qual nutro agora uma profunda admiração pela dedicação, esforço, vontade de conseguir ir mais além. Uma força que fazia falta a muita gente, sem dúvida!

 

Caso pretendam adquirir este livro, por favor visitam a página do autor ou contactem comigo, seria um prazer ajudar à compra de um exemplar que com certeza irá ajudar o autor.

 

Sinopse:

 

"Duas vidas, um destino" relata a vida de dois jovens em idade pré-adulta, pertencentes a classes sociais completamente distintas, de zonas do país diferentes - Cascais e Valpaços - e que devido a um acidente de viação deixa Igor paraplégico, cruza-se na vida de Iola onde esta se torna no pilar principal da sua vida.
Para além das suas duas personagens principais, esta obra conta com outras personagens não menos importantes no desenrolar da estória, dando a esta um sabor ainda mais especial.
"Duas vidas, um destino" é um romance bastante actual e abrangente, tocando em assuntos sensíveis da nossa sociedade, como é o caso da descriminação social não só por se ficar ou ser deficiente mas também por se ser mais pobre que os outros; da infidelidade, da sexualidade nas suas várias vertentes.
É sem dúvida uma obra que vai despertar o interesse do leitor do primeiro ao último parágrafo.

publicado por Abigai às 14:54 link do post
14 de Janeiro de 2011

 

 

Comprei este livro essencialmente pelo preço, estava baratíssimo, mas também por se tratar de um romance histórico, género que me agrada bastante.

Fiquei surpreendida.

Adorei.

Uma leitura empolgante, viciante. Uma aventura partilhada por três estranhos, de nacionalidade diferentes, e que pouco têm em comum. Juntos são chamados a desvendar uns misteriosos roubos de relíquias. Uma missão que vai levá-los a viver uma série de peripécias e provações com muita enigma à mistura.

Aconselho.

 

Sinopse
Uma apaixonante viagem pela história e pelos segredos mais bem guardados do cristianismo.

Sob o solo da Cidade do Vaticano, encerrada entre códices no seu gabinete do Arquivo Secreto, a irmã Ottavia Salina recebe o encargo de decifrar as estranhas tatuagens aparecidas no cadáver de um etíope: sete letras gregas e sete cruzes. Junto ao corpo foram encontrados três pedaços que tudo indica pertencerem à Vera Cruz, a verdadeira cruz de Cristo.
Acompanhada por um arqueólogo de Alexandria, e pelo capitão da Guarda Suiça vaticana a protagonista deverá descobrir quem está por detrás do misterioso desaparecimento das relíquias nas igrejas de todo o mundo...

 

 

publicado por Abigai às 13:33 link do post
16 de Março de 2010

Como julgo já aqui ter dito, sou uma apaixonada por livros.

Infelizmente para quem precisa de um livro por semana, o investimento é muito elevado. Por isso, aproveito todas as promoções ou oportunidades para adquirir livros económicos. Compro livros novos e semi-novos em conta e não perco as revistas que por mais um pouco permitem a aquisição de algum livro.

Assim, aqui há tempos comprei uma das colecções da revista “Sábado”. Claro que corro o risco de não gostar de um determinado livro, mas como para mim é fundamental ler, qualquer um serve e por norma, leio-os todos até ao fim.
 
Este livro – Samarcanda de Amin Maalouf –, é da colecção “Sábado” e não posso ter ficado mais agradada com a história, as descrições, as paisagens, etc…
Apaixonei-me logo na primeira frase do livro – "No fundo do atlântico, há um livro. É a sua história que eu vou contar. Talvez lhe conheçais o desenlace, os jornais relataram-no..." – , inspiradora e que convida de imediato a uma leitura misteriosa.
 
Sinopse
Escrito no estilo colorido e poético dos velhos contos orientais, eis-nos perante um romance que é ao mesmo tempo uma apaixonada meditação sobre a verdadeira essência da Pérsia, aqui abordada sucessivamente em dois períodos cruciais da sua história: A dominação da dinastia turcomana dos Seljúcidas, nos séculos XI e XII. O dealbar do século XX em que despontam os anseios de reformas democráticas e de emancipação patriótica.
Na primeira parte, assistimos ao desabrochar do génio de Omar Khayyam, poeta, filósofo, matemático e astrónomo, em cujo livro de quadras, os Robaiyat, se espelha e refugia a natureza profunda da Pérsia, dilacerada entre o jugo do invasor e o fanatismo de um dos mais radicais avatares do xiismo, então nascente com autêntica feição nacional: a seita dos Assassinos.
Na segunda parte, redigida num tom onde a ironia se casa frequentemente com a amargura, narram-se as tentativas de afirmação nacional e democrática do povo persa, agora, no começo do século XX, sob o mando absoluto da dinastia autóctone dos Cajares, aliada às potências europeias, mormente a Rússia e a Inglaterra. Tentativas frustradas, porquanto norteadas por valores ocidentais, de cunho excessivamente nacionalista e empírico, alheios à tradição espiritual persa.
Em jeito de alegoria final e símbolo deste malogro, o Manuscrito de Samarcanda, que encerra os poemas escritos pelo próprio punho de Omar Khayyam, irá afundar-se no Atlântico, enclaustrado no interior do Titanic, irrisório e trágico, florão da técnica ocidental. Ao ocultamento de tão perene rosto da Pérsia, seguir-se-á o desaparecimento da princesa Chirine, encantadora personagem feminina, guardiã da alma da sua nação e ao mesmo tempo anunciadora de um ressurgimento vindouro, de uma nova era em que o velho e o novo, o nocturno e o diurno, o visível e o invisível se caldearão para restituir à Pérsia a sua genuína face.
Samarcanda é a Pérsia de Ornar Khayyam, poeta do vinho, livre-pensador, astrónomo de génio, mas também a de Hassan Sabbah, fundador da seita dos Assassinos, a mais temível da História.
Samarcanda é o Oriente do século XIX e do dealbar do século XX, viagem num universo onde os sonhos de liberdade sempre souberam desafiar os fanatismos.
Samarcanda é a aventura de um manuscrito nascido no século XI, perdido por ocasião das invasões mongóis e reencontrado seis séculos mais tarde.
Uma vez mais, conduzindo-nos pela Rota da Seda através das mais fascinantes urbes da Ásia, Amin Maalouf deslumbra-nos com o seu extraordinário talento de narrador.
Na esteira de Edgar Allan Poe, diz-nos ele: «E agora passeia o teu olhar sobre Samarcanda! Não é deveras rainha da Terra? Altiva, acima de todas as cidades e nas mãos dela os seus destinos?»

 

publicado por Abigai às 18:36 link do post
03 de Fevereiro de 2010

 

Rosa Lobato de Faria, escritora e actriz, faleceu ontem aos 77 anos.

  

Desta escritora, li, ou melhor, devorei dois livros. Gostei muito de ambos.

São livros que se leêm bem, de uma escrita fuida e leve.

 

Quando os comprei, ainda não tinha lido nenhum livro da Rosa Lobato de Faria. Como considero que ler apenas um romance de um determinado autor, é pouco para ter uma ideia do tipo de escrita deste, tenho por hábito comprar sempre no mínimo dois.

Confesso que não voltei a comprar mais nenhum, mas tenciono fazê-lo, pois gostei muito da fluidez da escrita.

 

As Esquinas do Tempo

 

Sinopse

 

 

"Quando Margarida chegou à Casa da Azenha teve aquela sensação, não desconhecida mas sempre inquietante, de já ter estado ali."

Margarida é uma jovem professora de Matemática. Um dia vai a Vila Real proferir uma palestra e fica hospedada num turismo de habitação, casa antiga muitíssimo bem conservada e onde, no seu quarto, está dependurado o retrato a óleo de um homem que se parece muito com Miguel, a sua recente paixão.
Por um inexplicável mistério, na manhã seguinte Margarida acorda cem anos atrás, no seio da sua antiga família.
Sem perder consciência de quem é, ela odeia esta partida do tempo. Mas aos poucos vai-se adaptando. Conhece o homem do quadro e apaixona-se por ele. Quando ele morre num acidente, Margarida regressa ao presente.

 

Uma história apaixonante onde a imaginação ultrapassa todos os limites.

 

 

A Alma Trocada

 

Sinopse

 

É um lugar comum dizer-se que determinada orientação sexual não é uma escolha, porque, se fosse, ninguém escolheria o caminho mais difícil. Foi esse caminho mais difícil que Teófilo teve de percorrer, desde a incompatibilidade com os pais, aos desencontros dentro de si próprio, chegando mesmo a acreditar que alguém lhe tinha trocado a alma...
Rosa Lobato de Faria aborda, desta vez, um tema diferente - o tema da homossexualidade masculina -, num romance que, mantendo embora o tom poético que sempre tem caracterizado as criações da autora, se arrisca por caminhos até aqui pouco explorados na ficção portuguesa.

 

 

Uma história actual, talvez um pouco fantasista ou simplista, sobre a homossexualidade, de leitura fácil e agradável.

 

 

publicado por Abigai às 08:43 link do post
11 de Novembro de 2009

     (Os Filhos da Liberdade)

 

Quando a minha sobrinha me contou que leu e adorou este livro fiquei logo curiosa e decidi ler também, isso porque vindo dela – alérgica a livros que não sejam da saga do Harry Potter – só podia significar que era imperdível. Li este livro na versão original, em Francês e foram 433 páginas emocionantes.

 

Os Filhos da Liberdade retrata a história de jovens – nem sempre franceses – que contribuíram para a libertação da França durante a 2ª Guerra.

 

Afeiçoamo-nos de imediato aos heróis desta obra e da Liberdade.

Marc Levy consegue emocionar-nos, faz-nos sorrir e reflectir. Não foi Levy que viveu esta história mas o seu pai, Raymond Levy. É como uma herança familiar que o autor decidiu transmitir. Fá-lo com simplicidade e, julgo eu, com sinceridade.

  

Sinopse

Os Filhos da Liberdade conta a história de um grupo de adolescentes que fez parte de uma Brigada da Resistência durante a Segunda Guerra Mundial. O que unia estes jovens, de diferentes idades e nacionalidades, era a crença inabalável de que valia a pena lutar pela liberdade, e que um dia a Primavera voltaria a despontar. Operando em Toulouse, este grupo conseguiu resistir às forças nazis, às milícias locais e aos colaboradores franceses. Rodeados por inimigos invisíveis e omnipresentes, estes jovens não se podiam sequer dar ao luxo de se apaixonarem - pois, caso fossem apanhados, esse amor podia ser usado contra eles… Vivendo em circunstâncias extremas, aprenderam em cada dia a desfrutar da vida ao máximo: a rir, mesmo rodeados de tragédia; a ser generosos, mesmo quando não tinham nada para dar; e a apaixonar-se, apesar de todos os riscos. Pois não se consegue matar o espírito humano enquanto a esperança estiver viva. Este romance emocionante e comovente é baseado numa história real: a 35.ª Brigada, composta por vários jovens imigrantes dispostos a combater por França e pela liberdade, existiu. Um dos seus membros era o pai de Marc Levy; o seu nome de código era «Jeannot».

 

Para mim, uma história imperdível sobre os horrores da guerra, de um ponto de vista pouco habitual, a “pequena resistência” desconhecida por muitos, um relato sobre a intolerância, a maldade e a xenofobia.

 

Porque como diz no livro:

 “ On est tous l’étranger de quelqu’un” – Jeannot

   ("somos todos o estrangeiro de alguém")

 

publicado por Abigai às 11:57 link do post
04 de Novembro de 2009

 

Já li este livro há algum tempo, e considero-o um livro muito marcante repleto de sentimentos profundos, uma história de amor e uma lição de vida.

Uma história terrível sobre a lepra, sobre a discriminação e maldade.

Mas também uma história na qual o amor consegue vencer qualquer adversidade por mais difícil que seja.

 

SINOPSE:

Num momento em que tem que tomar uma decisão que pode mudar a sua vida, Alexis Fieldings está determinada a descobrir o passado da sua mãe. Mas Sofia nunca falou sobre ele, apenas contou que cresceu numa pequena aldeia em Creta antes de se mudar para Londres. Quando Alexis decide visitar Creta, a sua mãe dá-lhe uma carta para entregar a uma velha amiga e promete que através dela, Alexis vai ficar a saber mais. Quando chega a Spinalonga, Alexis fica surpreendida ao descobrir que aquela ilha foi uma antiga colónia de leprosos. E então encontra Fotini e finalmente ouve a história que Sofia escondeu toda a vida: a história da sua bisavó Eleni, das suas filhas e de uma família assolada pela tragédia, pela guerra e pela paixão. Alexis descobre o quão intimamente ligada está àquela ilha e como o segredo os une com tanta firmeza.

 

Aconselho este livro, é um romance intenso e sensível sobre segredos de família, paixões e traições, ignorância e preconceito. A lepra, além de fatal, era carregada de estigma.

publicado por Abigai às 08:43 link do post
25 de Outubro de 2009

 
Comprei este livro em Novembro de 2006, em vésperas de ser internada para uma cirurgia.
Li-o no hospital. Lembro-me que gostei, mas passados perto de 3 anos, confesso que não tinha qualquer recordação da história. Reli-o muito recentemente e confesso que fiquei extremamente surpreendida por não me lembrar de um livro do qual gostei tanto.
  
Sinopse
Ano 2021.
Há um quarto de século que não nascem crianças. Os idosos são levados ao desespero e ao suicídio, e a última geração de jovens é bela, mas violenta e cruel. As pessoas de meia-idade tentam manter a normalidade sob o poder absoluto de Xan Lyppiatt, o carismático ditador e Guardião de Inglaterra.
Theo Faron é historiador e primo do Guardião. Vive uma vida solitária e sombria até que conhece uma jovem, membro de um pequeno grupo que procura desafiar o regime do Guardião.
Então a vida de Theo altera-se dramaticamente e ele irá viver horrores inimagináveis para proteger essa mulher e lutar contra o poder vigente.

A adaptação cinematográfica da obra de P. D. James levada a cabo pelo realizador mexicano Alfonso Cuarón, conta nos principais papéis com Clive Owen, Julianne Moore e Michael Cane.

  

Mais do que uma obra literária e do que um romance, este livro leva-nos a refletir sobre a vida e o que nos move.

O que seria do ser humano sem perspectivas de futuro, sem perpetuação da espécie?

Como reagiríamos se soubessemos que depois de nós nada virá?

Se temos ambição, se fazemos planos, não será apenas para deixar algo a quem nos sobreviver?

 

Depois desta segunda leitura, senti uma grande curiosidade em ver a adaptação cinematográfica da obra.

Apesar de preferir sempre os livros aos filmes, nunca nenhum me desiludiu tanto quanto este. Esperava melhor. O filme é simplesmente um tédio, e vários aspectos do livro foram alterados.

 

publicado por Abigai às 15:04 link do post
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