Clube de leitura
Porque ler é um prazer que deve ser partilhado
17 de Dezembro de 2012

Um dos livros mais emocionantes que li em 2012, apesar de já estar neste blog a apreciação deste livro feita por outra colaboradora não resisti e quis deixar também a minha opinião.

 

É um livro que logo de início nos prende com a descrição do nascimento do quarto filho da família Branco que na altura vive em Penafiel. José nasceu franzino, mas logo atraiu as atenções pelo tamanho descomunal do seu pénis , que despertou a curiosidade das vizinhas que se prontificavam a ajudar D. Amélia, sua mãe.

 

José teve a sua primeira paixão aos nove anos, a Mimicas, que um dia vê partir para Cabo Verde, mas quis o destino que voltassem a reencontrar-se e casar. Entretanto conhece Maria Imaculada, rapariga ainda nova , que vai trabalhar para casa de seus pais e que um dia por acaso vê o tamanho do membro do seu patrãozinho e logo congeminou fazer uso dele e sempre que podiam os dois se perdiam em noites escaldantes, até seu pai ter descoberto e ao invés de fazer um escândalo, teve com ele uma conversa séria em que questiona o filho o que quer fazer na vida, dado que não era um aluno brilhante e qual não é o seu espanto, quando o filho lhe diz que quer ser médico e especializar-se em medicina tropical.

 

Parte para Moçambique nos anos 60. Fica em Xai Xai durante algum tempo e depois vai para Tete, aí desenvolve um serviço humanitário que é descrito de forma emocionante pelo autor.

 

Veste-se de branco e juntamente com a irmã Amélia e Sheila percorrem numa avioneta aldeias onde se faz sentir mais a necessidade de cuidados médicos.

 

O livro termina com o relato do massacre de Wiriyamu dando-nos assim a conhecer a realidade da guerra do Ultramar, para muitos desconhecida, tanto para os que viviam em Moçambique como para os que viviam na metrópole.

 

678 páginas em que José Rodrigues dos Santos, baseando-se em factos verídicos, nos relata de uma forma notável e emocionante o trabalho humanitário à mistura com uma guerra que marcou de forma cruel muitos dos que a viveram.

 

Sinopse

 

A vida de José Branco mudou no dia em que entrou naquela aldeia perdida no coração de África e se deparou com o terrível segredo. O médico tinha ido viver na década de 1960 para Moçambique, onde, confrontado com inúmeros problemas sanitários, teve uma ideia revolucionária: criar o Serviço Médico Aéreo.

No seu pequeno avião, José cruza diariamente um vasto território para levar ajuda aos recantos mais longínquos da província. O seu trabalho depressa atrai as atenções e o médico que chega do céu vestido de branco transforma-se numa lenda no mato.

Chamam-lhe o Anjo Branco.

Mas a guerra colonial rebenta e um dia, no decurso de mais uma missão sanitária, José cruza-se com aquele que se vai tornar o mais aterrador segredo de Portugal no Ultramar.

Inspirado em factos reais e desfilando uma galeria de personagens digna de uma grande produção, O Anjo Branco afirma-se como o mais pujante romance jamais publicado sobre a Guerra Colonial - e, acima de tudo, sobre os últimos anos da presença portuguesa em África.

 

 

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30 de Agosto de 2012

 

Para mim há livros que são de verão, por serem de fácil leitura em que facilmente podem ser lidos numa praia, ou numa esplanada e não se perde facilmente o fio à meada e outros de inverno em que no aconchego de uma lareira nos podemos embrenhar sem corrermos o risco de distracções e a nossa entrega pode ser total.

Há uns anos atrás falaram-me neste livro e há dias entrei numa livraria e ele ali estava mesmo à minha frente a pedir que o levasse, em boa hora o fiz, li-o com uma avidez tal que ao fim de um dia tinha acabado.

Apesar de ser uma história interessante o que mais me cativou foram os 9 talismãs que funcionaram como uma espécie de auto ajuda para situações que todos vivemos no dia a dia e que por vezes se torna difícil lidar com elas.

A título de curiosidade deixo um dos talismãs que mais me marcou:

 

Represente algo maior que você

"Não existem pessoas a mais no mundo. Cada um de nós está aqui por uma razão, um objectivo especial - uma missão. Sim seja feliz e divirta-se muito. E sim, seja bem sucedido, à sua maneira e não da maneira que lhe é sugerida pela sociedade. Mas - acima de tudo - seja útil. E dê serviço maior ao maior número de pessoas possível, é assim que cada um de nós pode mudar do reino do comum para o reino da excelência.

E caminhe entre os melhores que já viveram."

 

SINOPSE

Jonathan Landry tem uma vida atribulada. Ainda a recuperar do fracasso do casamento, tenta não dedicar todo o quotidiano ao trabalho e ainda manter algum contacto com o filho pequeno. Contudo, a sua vida parece uma constante fuga para a frente, até ao dia em que um bizarro encontro com Julian Mantle, um parente distante e que há muito não vê, o leva a empreender uma viagem que transformará a forma como vê o mundo.

Jonathan é encarregue de uma missão tão incompreensível quanto complexa: terá de viajar por todo o planeta em busca das cartas e objetos que contêm os segredos e lições que Julian aprendeu ao longo da sua vida. Dos salões de Tango de Buenos Aires às catacumbas de Paris, dos arranha-céus de Shangai aos desertos místicos da Califórnia, Jonathan aprende a acreditar nos sonhos e a desafiar os limites, e descobre que o poder de viver uma vida extraordinária está ao alcance de todos nós.

 

 

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23 de Abril de 2012

Hoje celebra-se o Dia Mundial do Livro e como tenho aqui alguns já lidos, mas que ainda não tive oportunidade de colocar aqui, escolhi um de fácil leitura, que nos relata o quotidiano de três mulheres dos anos noventa. Três irmãs com vidas e comportamentos diferentes e que me fizeram lembrar o dia a dia de muitas mulheres que conheço e até de mim mesma, já que todas de uma forma ou de outra, vivemos problemas, sentimentos e emoções comuns, tudo depende do meio, das circunstâncias e do modo com cada mulher reage em situações ou de muito trabalho, de tédio, de liberdade, de ousadia ou remoendo traumas de infância, para que hajam comportamentos tão diferentes como os que vêm descritos no livro.

Há sempre a mulher certinha como a Ana, casada, boa esposa, boa mãe e com um bom marido, mas que sente que lhe falta qualquer coisa.

Deparamo-nos com outra para quem o trabalho é a sua razão de viver e que coloca de parte qualquer tipo de emoções, usando e abusando do seu lado mental e da análise lúcida e objectiva dos acontecimentos. Ter uma relação amorosa está fora de questão.

Por último e não menos comum, aparece a inteligente, que usa e abusa de drogas, noitadas, sexo e álcool, mas que consegue conciliar a sua vida de estudante com o emprego num bar nocturno.

Ao longo do livro a escritora vai alternando os capítulos contando separadamente histórias de cada uma das irmãs.

É um livro que prende, de leitura fácil, com linguagem acessível e actual e que será sem dúvida uma leitura para aqueles dias em que queremos descomprimir.

 

SINOPSE

 

Amor: uma possibilidade remota para Rosa, uma memória triste para Cristina, uma recordação dolorosa para Ana.
Curiosidade: haverá outra vida para além das fronteiras do quotidiano, dos espaços fechados do escritório, do lar ou do mais recente bar na moda ?
Prozac: vinte miligramas diárias de paz química comprimidas numa pastilha verde e branca que bloqueiam os pontos do cérebro que ligam as ideias e os sentimentos.
Dúvidas: famílias desfeitas, empregos precários, relações efémeras, sexo infectado - é possível sobreviver ao naufrágio ?
Com um estilo pessoalíssimo, pleno de ambivalências na linguagem do quotidiano, Amor, Curiosidade, Prozac e Dúvidas fala sobre as mulheres dos anos 90, narrando na primeira pessoa, de A a Z, as vidas de três irmãs, Ana, Rosa e Cristina Gaena. As suas histórias reflectem os problemas e os conflitos de três diferentes tipos de mulher que, por mais estranho que possa parecer, representam uma só coisa: vidas incompletas. Os seus fracassos são também os mesmos: o da mulher numa sociedade dominada pelo homem, num final de século sem valores, iludido pelo seu próprio progresso material.
Lucía Etxebarría concebeu um romance sobre a dura busca da identidade feminina à margem das convenções, assumindo-se como uma crítica aberta contra os estereótipos femininos. Foi originalmente escrito para ser publicado na Internet de modo a que cada utilizador pudesse alterá-lo segundo a sua perspectiva pessoal

 

 

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14 de Dezembro de 2011

 

Este é um livro escrito por uma apresentadora de televisão e jornalista que um dia deixou o marido e os filhos já crescidos e foi viver sozinha numa casa à beira mar.

Ao longo de toda a narrativa revi-me em muitas situações que desejava  alterar e não consegui.

Joan Anderson ao invés de se divorciar, decidiu dar um tempo a si própria, tirar uma espécie de licença sabática em relação ao casamento e ao seu papel de mãe sempre disponível e dar um tempo a si própria, já que tudo parecia estagnado, deixando de ter objectivos.

Quando o marido recebe uma excelente proposta de trabalho num outro estado, ela recusa-se a acompanhá-lo e isola-se na casa de praia em Cape Cod.

À beira mar, Joan procura um novo rumo para si e para a sua família e ao longo de um ano descobre que a vida está cheia de novas possibilidades.

Apesar das dificuldades porque passou, recuperou a alegria de viver e a esperança num futuro melhor.

Esta leitura não é um romance, mas sim uma história de vida que nos convida a reflectir sobre aspectos que muitas vezes são esquecidos, fazendo com que nos anulemos e vivamos em função dos outros.

Aprende-se sobretudo a nunca descurar as nossas necessidades pessoais.

Actualmente Joan vive com o seu marido em Cape Cod, onde organiza workshops e é oradora frequente em palestras que versam os problemas das mulheres e o papel dos media nas nossas vidas.

Na contracapa do livro deixa-nos algumas perguntas para reflexão:

 

Todas as mulheres deveriam estar sozinhas durante dois dias por ano, e fazerem disso uma prioridade?

Enfrentarão as mulheres o perigo de perderem o rasto dos seus "eus " mais recônditos?

Acha que as expectativas do passado encaixam na sua vida actual?

 

Este é um livro dedicado às mulheres, mas que a meu ver também os homens deveriam ler, para que pudessem entender comportamentos, emoções, sentimentos, dúvidas que nos assaltam e que poderão colocar em perigo uma relação.

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09 de Dezembro de 2011

Este foi o primeiro livro que li de Marc Levy, escritor francês mais lido em todo o mundo.

O Ladrão de Sombras é um livro que se lê em poucas horas e que me cativou de imediato, pela escrita fluente, pela história que nos prende do princípio ao fim.

Na capa pode ler-se: "Uma história de amor magistral", pensava eu que se tratava de um amor entre duas pessoas, mas conclui que era muito mais que isso.

O menino desta história era pequeno para a idade e gozado pelo seu colega de turma Marquès, seu pai abandonou a mãe tendo-a trocado por outra mulher. Os anos foram passando e tornou-se médico.

Ao longo de todo o livro há sempre a amizade que nutre pelos colegas e o infinito amor que nutre pela sua mãe e só no final do livro se descobre a sua antiga paixão por uma menina muda que um dia reencontra.

Descobre um dom especial que é roubar a sombra das pessoas com quem se cruza, sejam amigos ou inimigos, deixando-o bastante atemorizado de início. Mais tarde serve-se desse dom para ajudar as pessoas.

A ternura, a inocência e o dom sobrenatural do protagonista desta obra são, sem dúvida, pontos que jogam a favor do sucesso deste romance.

 

SINOPSE

No seu novo romance, Marc Levy conta a história de um rapazinho com um dom invulgar: ele consegue «roubar» as sombras das pessoas com quem se cruza. Ao princípio, acontece-lhe involuntariamente e isso chega a assustá-lo. Sempre que se cruza com alguém – seja um amigo, um inimigo ou um perfeito desconhecido –, a sombra da outra pessoa passa a segui-lo. Por vezes contra a vontade do rapaz, as sombras contam-lhe os mais profundos desejos, temores e aspirações das pessoas a quem pertencem.

E o rapaz vê-se em mãos com um dom que traz uma grande responsabilidade: ao saber estes segredos, terá de ajudar as pessoas – ajudá-las a recuperar «essa pequena luz que lhes iluminará a vida».
Durante umas férias de verão à beira-mar, apaixona-se por uma rapariga muda, chamada Cléa, com quem comunica através da sua sombra. E a sombra deste primeiro amor acompanhá-lo-á durante anos…
Mais tarde, o nosso «ladrão de sombras» torna-se estudante de Medicina, e debate-se com a questão de usar ou não o seu dom para ajudar a curar – tanto os seus pacientes como os seus amigos. Afinal, será ele verdadeiramente capaz de adivinhar o que poderá fazer felizes aqueles que o rodeiam? E ele próprio, saberá onde o espera a felicidade?

 

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29 de Agosto de 2011

 
J.Rentes de Carvalho nasceu em 1930 em Vila Nova de Gaia. Obrigado a abandonar o país por motivos políticos, viveu nalguns países onde colaborava em vários jornais.
 Em 1956 passou a viver em Amesterdão onde se licenciou e passou a ser docente de Literatura Portuguesa entre 1964 e 1968. A partir dessa altura dedicou-se exclusivamente à escrita, tendo alguns dos seus livros alcançado o estatuto best-seller.
Os Lindos Braços da Júlia da Farmácia, foi o primeiro a ser editado em Agosto de 2011 em Portugal com uma tiragem de apenas 3500 exemplares.
Do livro constam várias histórias de fácil leitura e que cativam logo no primeiro instante. Para quem não tem muito tempo para ler, mas gosta de o fazer, basta que leia uma duas ou três histórias por dia, sem ter aquele problema de perder o fio à meada quando se fazem longos intervalos de leitura.
Há uma variedade de temas que passam por uma paixão tórrida em Sevilha; a crueldade de um filantropo inglês; o crime passional de Bébé Almeida; o afamado bordel de Madame Blanche enquadram algumas das extraordinárias histórias que compõem os Lindos Braços da Júlia da Farmácia.
Se o seu problema é não ter tempo para ler um livro de uma ponta à outra sem grandes interrupções, aconselho vivamente a leitura deste livro.
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10 de Julho de 2011

Como achei que este espaço também pode servir para divulgar leituras para crianças, agora que se encontram de férias, resolvi divulgar aqui este livro infantil de José Saramago, que poderá ser uma óptima sugestão de leitura para este período.

Foi para mim uma surpresa descobrir este livro; é uma história que prende, de fácil leitura e com bonitas ilustrações.

Saramago conta-nos a história de um menino que vai até ao fim do mundo para salvar uma flor.

Melhor que qualquer palavra que poderia acrescentar, deixo um vídeo animado com locução no inicío e no final, feita pelo autor.

 

 

 

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13 de Março de 2011

Acredito que a maior parte das mulheres, mães, esposas, companheiras, apesar de fazerem tudo o que está ao seu alcance para educarem os seus filhos, dando-lhes o melhor, no intuito de fazerem deles cidadãos com valores, princípios e boas regras de conduta, apesar do sua missão olímpica de tentarem cumprir com perfeição as tarefas que lhe são inerentes em todas as áreas de vida, mais que uma vez se terão questionado se os métodos usados serão os melhores e se no futuro os resultados cumprirão as expectativas criadas.

 

Marta Gautier, psicóloga clínica, a par da terapia individual, tem desenvolvido um trabalho na Área das Competências Parentais junto dos pais que querem melhorar a relação com os filhos de modo a adquirirem conhecimentos para mudar comportamentos.

 

O que é ser mulher e mãe em Portugal é a pergunta com que é iniciado o excelente prefácio escrito por Marcelo Rebelo de Sousa onde a certa altura se pode ler: "...é bom ler este livro, para descobrir e redescobrir que a realidade é sempre mais criativa do que a mais fértil imaginação" e mais à frente..."A vida é feita de tudo um pouco. E saber olhar para o seu lado positivo -pequeno que seja - é outro apelo/ sugestão  da leitura desta obra.

Não desanimar. Não descrer. Não deixar de sonhar. Este é o imperativo que não podemos esquecer, mesmo nos piores momentos da nossa vida".

 

Marta Gautier, num tom confessional e genuíno com que certamente muitas mães se identificarão, pretende alertar para certos vícios e equívocos que se instalam nas relações familiares.

Mães e mulheres, a meu ver, depois de lerem este livro, despenalizar-se-ão, ou suspirarão de alívio, por constatarem que as dúvidas, constrangimentos limitações que surgem no dia a dia de uma família, são comuns a muitas outras e certamente perceberão que não há famílias perfeitas.

 

 

 

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30 de Janeiro de 2011

 

Se alguma dúvida tivesse sobre a genialidade da escrita do prémio Nobel da literatura 2010, com a leitura deste segundo livro dele Travessuras de Menina Má, ela desfazer-se-ia de imediato.

É um livro que nos prende do princípio ao fim.

As personagens são caracterizadas de uma forma tão perfeita, que quase lhes imaginamos as feições.

Os lugares onde se passa toda esta saga de um amor turbulento (Peru, Madrid, Paris, Tóquio, Londres), levam-nos a viajar e a visulizar cada rua, cada café, cada local visitado, com um realismo e fidelidade fantásticas.

Na minha opinião este é um dos livros que daria um óptimo filme.

 

Sinopse

 

É a história de uma jovem peruana e suas peripécias, narrada por um jovem chamado Ricardo Somocurcio. Os dois se conheceram adolescentes, no bairro Miraflorino, de Lima, e ela desperta nele uma paixão avassaladora que apenas diminui com a morte dela. Ao longo da história a protagonista se descobre como um ser de baixas paixões primando pela ambição. Ainda assim, ela era a razão de viver de Ricardo, e sempre que ela voltava pra ele, era perdoada por tudo. A menina má, que na verdade se chamava Odília, era filha de uma cozinheira e de um homem chamado Arquimedes, cujo principal trabalho era marcar por instinto o lugar exato onde deveriam ser construídos esporões junto ao mar . Eles eram imigrantes e muito pobres. A vida de aventuras de Odília começa cedo, quando ela descobre que o que mais lhe interessava na vida era viver comodamente e usar seu corpo para conseguir isto. Ricardo reconstrói a vida da moça passo a passo, investigando suas diversas aventuras. A sua vida aventureira se inicia com Odília disfarçada de chilena, foi assim que ele a conheceu e se apaixonou. De outra vez em que ele a viu, estavam em Paris, e ela era a camarada Arlette. Os dois viveram um idílio até que ela segue para Cuba, seguindo um guerrilheiro. Depois ele fica sabendo que ela tornou-se amante de um Comandante da Guerrilha. O encontro seguinte é no escritório da Unesco, onde ele trabalha. Desta vez ela aparece elegantíssima e irreconhecível como Madame Robert Amoux, esposa de um diplomata francês que muito sofreu para tirá-la de La Habana. Logo depois se soube que ela havia fugido levando todos os bens do pobre francês. Mais tarde, num encontro com um amigo na Inglaterra, Ricardo tem nova pista de Odília, ao reconhecer ela numa foto. Desta vez, ela apresentava-se como Mrs. Richarson e encontraram-se por acaso numa recepção, e reataram o romance por quatro anos. Odília pede o divórcio pois dizia-se infeliz. Aí descobre-se que ela é bígama e, por isso, não teria direito a nada. Ela volta a desaparecer. Um amigo de Ricardo viaja a trabalho para Tóquio. Lá encontra Odília e avisa Ricardo. Ele viaja e a encontra, desta vez, como Kurika, amante de um poderoso senhor japonês, Fukuda, um homem que muito a humilhou, lhe transmitiu várias doenças sexuais e, por fim, a abandonou. Ricardo consegue curá-la das doenças físicas, mas sua mente continuava enferma. Após ele tentar suicidar-se, ela aceita se casar com ele. Porém, ela o abandona novamente e ele conhece Marcella, uma italiana, e vive com ela algum tempo na Espanha. Depois de um tempo, ele reencontra Odília, e vão viver juntos no sul da França. E ali vivem os últimos 37 dias de Odília. Ela deixa para Ricardo a casa na França e recursos com os quais ele poderia viver. A menina má morre muito magra, definhada pelas enfermidades

 

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29 de Novembro de 2010

Depois de saber da nomeação do Nobel da Literatura Mario Vargas Llosa e depois do que li aqui acerca da escrita dele fiquei com curiosidade em conhecer alguma obra literária deste conceituado escritor. Um amigo meu teve a gentileza de me emprestar "A Tia Julia e o Escrevedor". Fiquei fã, apesar de pensar que ia encontrar uma escrita romanceada, tal não aconteceu. O livro está dividido em capítulos e mesmo que não o possamos ler rapidamente, que foi o meu caso, não perdemos o fio á meada e há sempre em todos eles um apego e entusiasmo, para além duma escrita perfeita e não linear.

Encantou-me sobretudo o modo como ele descreve o encantamento e paixão pela tia Júlia, e como enfrentou toda a família que se opunha ao casamento de um jovem de 18 anos com a sua tia, mulher divorciada e muito mais velha que ele.

 

  

Sinopse

Durante os anos cinquenta, quando a televisão ainda não chegara ao Peru, era através da rádio que se difundiam os sonhos, se transmitiam as notícias e que as vozes fascinantes que davam alma e forma às histórias rocambolescas que coloriam a sucessão dos dias penetravam em casa das famílias...

 

Terá sido por essa altura que Pedro Camacho, autor e intérprete de folhetins radiofónicos boliviano, foi contratado para aumentar a audiência da Rádio Central de Lima, e que a tia Júlia, recém-divorciada, chegou igualmente da Bolívia para transformar a vida de Varguitas, estudante de direito, aprendiz de escritor e responsável pelos serviços de informação de uma estação de rádio.

 

 

A estrutura deste romance desenvolve-se em dois níveis que correm paralelos numa perfeita alternância. Por um lado, Varguitas e a sua adolescência, a descoberta do amor e da tia Júlia, a mulher flaubertiana com quem terá uma relação amorosa; por outro, a imaginação prodigiosa de Pedro Camacho e as suas histórias delirantes, aventuras que no fim se confundem para se tornarem uma só. E, subjacente a ambas, a voz difundida pelas ondas populares de uma estação de rádio de Lima, que possibilita o reencontro último com a dimensão mágica da palavra.

 

 

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04 de Setembro de 2010

Hoje ao invés de deixar aqui a sinopse deste livro, optei por deixar um vídeo com fotos de um grupo jornalistas que se uniram num projecto que tem como objectivo contribuir para uma ONG na Guiné e que tem como intenção combater as garras da crueldade da exploração de crianças nesse país.

Cada um dos autores pegou numa história infantil e a seu modo reescreveu-a retratando o mundo contemporâneo.

Fascinou-me a forma como o fizeram e de vez em quando é bom abrir um dos contos e nuns parcos cinco minutos podemos deliciarmo-nos e voar até uma realidade bem actual, e muito diferente da fantasia com que lemos por exemplo, As aventuras de Peter Pan, A Raposa e a Cegonha ou o Robin dos Bosques.

Deixo alguns títulos, será que adivinham as histórias a que se referem?

O rei morreu nu.

Robin, o autarca dos bosques

O Patinho feio, afinal era bonito

Não faças o que a raposa fez á cegonha.

" Escolheste bem! Esta ave ficará nos meus jardins onde voará eternamente aquecida pelo calor do sol e o Príncipe merecerá, para sempre, o nome por que ficou conhecido, porque ambos descobriram que o amor não é egoísta"
(Bárbara Wong
O Príncipe e a Andorinha, baseado no conto de Oscar Wilde, O Príncipe Feliz)
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29 de Junho de 2010

Quem nunca ouviu falar deste livro? Quem o lê não pode ficar indiferente á simplicidade das palavras, aos momentos extremamente enternecedores e aos diálogos do pequeno príncipe, que nos deixam a pensar em pequenas coisas  que nos desconcertam de tão simples que são.
Quem ainda hoje não cita frases deste livro, que se tornaram máximas com as quais orientamos as nossas vidas e relacionamentos?!
Antoine de Saint-Exupéry nasceu a 29 de Junho de 1944, foi um apaixonado desde a infância pela mecânica, mas sem dúvida o que o imortalizou foi este livro que sempre perdurará na memória de quem o lê.
Cativa-me sempre esta frase que não quero deixar de colocar aqui:

 

“Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso.”

 

Sinopse:

Este é um livro que trata de um universo mágico, onde um pequeno príncipe habita no seu minúsculo planeta. Um dia ele decide abandonar a flor que ama para partir à descoberta do mundo que o rodeia. Conhece diferentes planetas onde contacta com personagens bizarras, até que alcança a Terra, o mais incompreensível de todos eles. Curioso e observador, o principezinho fica intrigado com os humanos, seres que estão sempre apressados em partir sem saber para onde vão. E é num lugar desértico que trava amizade com um aviador e fica a conhecer o significado da palavra "cativar". Um livro emocionante e que deve ser relido vezes sem conta, pois cada leitura que se faz é uma viagem ao mundo encantado, que Exupéry tão bem conseguiu retratar.

 

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05 de Abril de 2010

Já li e reli diversas vezes este livro, já o ofereci a amigas e coisa curiosa é que algumas o arrumaram na estante e só mais tarde o conseguiram ler, enquanto outras o devoraram de imediato; penso que tal acontece porque nem sempre as pessoas estão prepradas para este tipo de leitura e ela só se acontecerá no momento certo.

Este livro ajudou-me a compreender porque algumas pessoas com quem me relaciono, têm o poder de me fazer sentir frágil, nervosa e sem forças, enquanto outras me transmitem grande serenidade.

Não é um livro de receitas que devemos seguir, não é um livro de auto ajuda, é sim um livro que nos leva a entender certos comportamentos e de como podemos lidar com eles. 

Através de uma história bem narrada o autor transporta-nos até ás montanhas peruanas, descrevendo com mestria  personagens , cenários  paisagens e que, sem darmos por isso, vamos assimilando cada uma das nove visões. percebendo certas coincidências e como podem ocorrer nas nossas vidas desiquilíbrios energéticos. 

 

SINOPSE

Profecia Celestina é um best-seller, um fenómeno mundial, com mais de quatro milhões de exemplares vendidos. Trata-se de um manuscrito encontrado no Peru, onde estão 9 visões que precisam ser conhecidas pela humanidade, pois só assim a sabedoria poderá ser atingida no próximo milénio. Cada uma destas visões é esclarecida a cada capítulo, enquanto é narrada a aventura de um homem que vai até o alto dos Andes e às ruínas das velhas florestas. A Primeira Visão  alerta-nos sobre as coincidências que acontecem em nossas vidas e não lhes damos a devida atenção. A Segunda Visão  ajuda-nos a perceber que tudo faz parte de um todo, e a nossa percepção sobre o amanhã deve contar com a compreensão do hoje e do ontem. A Terceira Visão fala sobre a energia que emana de todas as coisas e seres vivos. A Quarta Visão explica como os homens desprezaram a energia, e esta foi se tornando escassa fazendo com que, hoje, exista uma competição por ela, o que gera os conflitos. A Quinta Visão, fala sobre uma energia alternativa. A Sexta Visão explica como devemos atingir um nível mental, que nos permita viver guiados pelas coincidências. A Sétima Visão ensina como devemos procurar e questionar novos pensamentos e incorporá-los. A Oitava Visão mostra como devemos quebrar os padrões de conduta para melhorar a energia entre nós. A Nona Visão diz que o homem vai conseguir evoluir e viver dando mais atenção ao que é realmente necessário. De um modo geral, o autor quer chamar nossa atenção para as chamadas "coincidências", e como elas podem explicar o sentido da vida.

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01 de Março de 2010

 

Há livros que leio e que gosto, outros que gosto muito e outros que parece que foram escritos para mim, que surgem no momento certo, que trazem mensagens que se ajustam a determinados momentos da minha vida e que de alguma forma me dão respostas ou pistas para escolher um caminho, este foi um deles.

Uma amiga sugeriu que o lesse antes de iniciar uma viagem. 

A autora, Elizabeth Gilbert, descreve como viveu durante um ano em três países diferentes...Itália, Índia e Indonésia.

Depois de um divóricio conturbado, seguido de uma paixão avassaladora e fracassada, segui-se uma profunda depressão que a levou a abandonar tudo e partir em busca da sua alma e de si própria.

Para cada um destes países onde viveu dedicou trinta e seis contos, perfazendo cento e oito histórias que comparou a japa malas, uma espécie de rosário com o mesmo número de contas usadas por indus e budistas  que vão desfiando uma a uma e que os vão mantendo concentrados durante a meditação.

Este foi um livro considerarado pelo New York Times Book Review um dos 100 melhores livros do ano e ao contrário de muitos que tenho lido não há sinopse, em vez disso pode ler-se a crítica de várias revistas e jornais, das quais destaco a  de Los Angeles Times que diz o seguinte:

" A viagem de Gilbert está repleta de sonhos místicos, visões e estranhas coincidências....e no entanto, por cada grama de egotismo que esta clássica viagem new age exige, Gilbert arma-se em igual medida de inteligência  humor e autocrítica...o relato irónico, libertador e extraordinário da sua viagem faz com que até o mais cínico dos leitores ouse sonhar com a ideia de um dia encontrar Deus numa gruta da Índia, quando em profunda meditação, ou talvez numa transcendente fatia de piza".

Gostei tanto deste livro que o li segunda vez na viagem que acabei de fazer a Macau, Hong kong e China.

 

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01 de Fevereiro de 2010

Tive conhecimento deste livro através do blog da autora  Sindarin , numa altura em que ela estava para lançar Conflito e Retaliação. Fui gentilmente convidada para o lançamento. Trocámos alguns emails e num deles ela aconselhou-me a ler primeiro este que aqui coloquei..

Ascenção e Queda é um livro que nos prende do princípio ao fim.

Com linguagem acessível sem ser simplista, este livro conta-nos a história de dois jovens estudantes (Andreia e Emanuel), com uma vida estudantil e familiar equilibrada. Os dois são como irmãos.

As suas vidas continuariam normais sem grandes sobressaltos, não fosse  o aparecimento de alguns elementos perturbadores, que personificam o mal, a par de outros amigos, serenos,  protectores a quem lhes é incumbida a missão de proteger  e ajudar Andreia e Emanuel a enfrentar enormes desafios.

O maior risco terá de enfrentar Andreia que se vê subitamente apaixonada por Caleb, um personagem malévolo, que inflige , juntamente com os colegas grandes provações a estes dois jovens. 

Assiste-se ao longo da leitura á luta entre o Bem e o Mal. em que a escritora soube com mestria criar um enredo que nos cativa e que nos cria suspense e uma vontade enorme de saber o que prevalecerá.

Deixo aqui parte da Sinopse deste livro e aconselho vivamente a sua leitura.

 

Sinopse

"O quotidiano de Andreia e Emanuel é invadido pelo sobrenatural e o mais improvável dos acontecimentos. Vêem-se envolvidos numa roda de aventuras perigosíssimas, onde sentimentos controversos os invadem e os deixam tão confusos que ambos têm dificuldade em geri-los, de forma a não se envolverem de corpo e alma pelas situações. Andreia pisa a linha em que o regresso não é mais possível, arrastando consigo Emanuel......"

 

 

Ps:.Para a autora desejo as maiores felicidades e deixo um enorme beijinho, que continue a brindar-nos com momentos de boa leitura

 

publicado por Existe um Olhar às 20:46 link do post
16 de Janeiro de 2010

Gostei de ler este livro, é de fácil leitura e compreensão.

A escritora descreve com mestria e profundo conhecimento, os hábitos, costumes, tradições e paisagens dos quatros locais onde toda a história se desenrola: Sintra Alentejo, Londres e África.

 

Quénia- Um Leve Sopro do Destino é uma saga familiar brilhantemente arquitectada, que desde logo nos cativa pela originalidade do enredo e pelo halo de mistério que envolve as personagens.

 

Alexandra Wakeley é a viúva recente de um inglês abastado nascido no Quénia. Profundamente devastada pela perda do seu grande amor, refugia-se num limbo de memórias e recordações, sem esperança de voltar a amar. Mas a vida toma por vezes, rumos  imprevisíveis que nos surpreendem com novas oportunidades. E é assim que Alexandra descobre, entre os papéis da sogra recém-falecida, uma carta secreta e enigmática que virá alterar para sempre o seu destino. Um romance admirável, de grande beleza literária, que trata com extrema sensibilidade os afectos mais caros à alma humana.

publicado por Existe um Olhar às 19:28 link do post
11 de Janeiro de 2010

Fiquei com curiosidade em ler algo sobre esta escritora, depois de ter lido a opinião deixada aqui sobre o livro Luz na Neve.

É um livro que se lê rapidamente e que nos prende, contudo estava á espera de uma melhor descrição de momentos que eu considerei importantes, mas onde as palavras  não conseguiram expressar com intensidade as partes mais empolgantes.

Não quero com isto dizer que não se trata de um bom livro, apenas e talvez, tenha criado expectativas demasiado elevadas ácerca do conteúdo.

 

Sinopse:

Quando casou Sidney estava perdidamente apaixonada pelo marido Andrew, um piloto de aviões carismático e aventureiro.

Mas o medo de o perder num acidente de aviação quase a leva á loucura, deixando-lhe apenas uma alternativa: o divórcio.

Quando voltou a casar, Sydney acreditou que nada tinha a temer, afinal Daniel era um jovem e pacato médico. Mas o destino pregou-lhe uma partida e o seu segundo marido, morre subitamente no hospital onde trabalha.

Desencantada e sem rumo, a jovem viúva aceita um emprego de Verão, na magnífica costa de New Hampshire.

O que ela não podia imaginar era que o amor ainda lhe reservava grandes surpresas.

Envolvida num surpreendente triângulo amoroso feito de velhas rivalidades e segredos amargos, é obrigada a ver para além das aparências e a questionar as suas opções do  passado.

Porque o coração obedece a regras indecifráveis, Sidney descobrirá por si própria que amar é o maior e o mais compensador de todos os riscos.

publicado por Existe um Olhar às 20:16 link do post
23 de Dezembro de 2009

 Sinopse

A infância de Toni terminou quando ela tinha apenas seis anos e o seu pai lhe roubou a inocência. Já adolescente e após muitos anos de abusos sexuais. ela encontrou por fim a coragem para o enfrentar, conseguindo que fosse condenado á prisão. Toni acreditou então que podia ter uma vida normal. A sua relação com a mãe floresceu, bloqueando por completo as más recordações. Mas, dezoito meses mais tarde, Toni chega a casa e encontra o pai sentado na sala de estar. Foi nesse momento que percebeu que o pesadelo não terminara e que a mãe esperara ansiosamente pelo regresso do marido.

Sozinha e traumatizada, Toni saiu de casa e mergulhou numa profunda depressão, tendo acabado num hospital psiquiátrico. E, quando já ninguém acreditava na sua recuperação, ela começou a melhorar.

A sua enorme força de vontade permitiu-lhe começar de novo e, através do seu testemunho, alertar e ajudar todos os que, como ela, são vítimas inocentes das pessoas em quem mais confiam.

 

Se não tivesse lido a sinopse antes de iniciar esta leitura, não acreditava que seria possível alguém sobreviver depois de passar por um hospital psiquiátrico.

Um testemunho impressionante de coragem e força de vontade para ultrapassar o que á partida parecia impossível..

 

E quando no final ela escreve:

" Ao longo dos anos, as pessoas têm-me feito repetidamente a mesma pergunta: perdoaste aos teus pais? Não lhes perdoei nem os condenei.

Odiavas os teus pais? A minha estadia no hospital e a vida desperdiçada da minha mãe ensinaram-me muitas coisas e uma delas foi que o ódio lesa a pessoa que o sente. Como ácido corrosivo, queima internamente e destrói vidas. Mas o seu alvo nunca sente o efeito." , estas palavras revelam a enorme capacidade de perdoar e a coragem para recomeçar uma nova vida.

Uma leitura que me impressionou.

 

 

publicado por Existe um Olhar às 02:11 link do post
26 de Novembro de 2009

Há muito que comecei a ler este livro. No início julguei que seria de fácil leitura; á medida que fui avançando reconheci que não era bem assim. Passou a ser um livro de estudo, de análise, como se de um compêndio de História se tratasse.

Alina Fernández, filha ilegítima de Fidel Castro descreve com singular mestria a vida de seu pai. Com esta narrativa vem á tona um outro olhar sobre Fidel, a sua intimidade, o seu percurso até chegar onde chegou.

Há momentos que me sensibilizaram. As cartas que foi escrevendo á sua amante Naty Revuelta, enquanto esteve preso são reveladoras da maneira de ser e sentir de um Fidel que desconhecia.

Escreve ele a dado momento" ....as aparências deste mundo não devem importar-nos, o que interessa é o que está dentro das nossas consciências. Há coisas eternas, tais como as imagens que guardo de ti, tão indeléveis, que me acompanharão até ao túmulo. "

Sinopse

Só tardiamente Alina compreendeu as razões dos presentes e das visitas de Fidel a sua casa. Foi quando um dia, tinha já dez anos, a mãe lhe revelou que era fruto de uma relação amorosa com o líder da revolução cubana. Uma experiência, de facto curiosa que, com raro sentido de humor, força irónica e capacidade narrativa, ela nos relata neste seu livro.

Retratando um Fidel que, ao mesmo tempo que se deixa mimar pela filha que não o sabe que é, cai, com alguma frequência, na prepotência paternal e uma Naty que, burguesa de nascimento, mas "revolucionária por convicção", há-de continuar fascinada pelo amante que já não lhe liga, guardando-lhe uma fidelidade , só comparável ás viúvas de antanho.

Trata-se, no caso, de um documento extraordinário sobre duas personalidades muito especiais da era da revolução cubana, ao mesmo tempo que constitui uma visão singular sobre uma experiência única.

Alina Fernández não transformou este livro de memórias num panfleto contra o regime de Fidel nem num ajuste de contas com os pais.

 

publicado por Existe um Olhar às 21:39 link do post
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21 de Outubro de 2009

Tenho andado com alguma dificuldade em acertar na escolha dos livros para ler. Livro que não me prenda logo no início é posto de lado até que um dia e com outra disposição o consiga ler.

O título deste livro seduziu-me, depois olhei para o nome da autora e hesitei, só conseguia ouvir a voz esganiçada dela na televisão, mesmo assim arrisquei. Foi uma agradável surpresa.

Quatro mulheres da mesma família, quatro gerações com início nos anos 30. quatro formas diferentes de viver o amor, as paixões e os relacionamentos.

Ao mesmo tempo que descreve as aventuras e desventuras amorosas das personagens, a autora coloca-nos a par da situação política e religiosa em Portugal,

As transformações sociais e económicas resultantes da ditadura em que estivemos mergulhados, o medo e carência que se viveu durante a II Guerra Mundial, a liberdade que explodiu, qual prisioneira durante tantos anos encarcerada, com o aparecimento do 25 de Abril... são perfeitamente descritas e contextualizadas.

 

Sinopse:

Quando desceu ao riacho, mantilha na cabeça e coração aos pulos, Maria da Glória não sonhava que aquele encontro fortuito com o macho da aldeia iria marcar para sempre a sua vida. Esperava sair dali com namoro anunciado e quem sabe até com casamento marcado. Saiu à pressa, com a roupa ensaguentada, as tripas viradas e a semente de Maria da Purificação na barriga. Estava lançado o destino das mulheres desta família na qual as palavras prazer, carinho, paixão e amor permanecerão para sempre um mistério. A apresentadora de televisão Júlia Pinheiro estreia-se na escrita com uma história surpreendente e apaixonante sobre quatro mulheres que nada sabem sobre o amor. Ao longo destas páginas não suspiramos de amor, não nos empolgamos com casos de paixão arrebatadora, nem choramos com casamentos felizes. Somos levados numa saga familiar que se inicia nos anos 30 onde os sentimentos eram um infortúnio e o prazer uma pouca vergonha. Não Sei Nada Sobre o Amor traça o retrato de uma sociedade e de um país ao longo de quase 70 anos de história, através do olhar de Maria Glória, a avó, Maria da Purificação, a filha divorciada, Ana Clara, a neta mãe solteira, e Benedita, a bisneta, que, apesar de todas as expectativas, não se casa com nenhum príncipe encantado.
 

 

 

 

publicado por Existe um Olhar às 16:36 link do post
12 de Outubro de 2009

 

Entrei na livraria sem ter uma ideia do livro que iria comprar. A capa de um deles despertou-me a atenção...uma jovem de cor, muito bonita, de olhar triste e sofrido...tratava-se de Immacullée Ilibagiza,  que em 1994, sobreviveu ao genocídio no Ruanda.

Chocante o relato das atrocidades que se cometeram e como Immaculée, de apenas 22 anos, sobreviveu durante 90 dias numa casa de banho minúscula juntamente com sete mulheres.

Não considero uma obra de grande valor literário, é fastidiosa a leitura das orações e conversas com Deus feitas por ela, é indiscutível o valor da fé nestes casos, mas acho que se exagerou. 

Acima de tudo é um livro que nos deixa a pensar, como é possível que a comunidade internacional tivesse permitido a chacina  de um milhão de pessoas em apenas cem dias, devido a diferenças étnicas.

 

 

publicado por Existe um Olhar às 02:11 link do post
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