Sobrevivi para contar
Entrei na livraria sem ter uma ideia do livro que iria comprar. A capa de um deles despertou-me a atenção...uma jovem de cor, muito bonita, de olhar triste e sofrido...tratava-se de Immacullée Ilibagiza, que em 1994, sobreviveu ao genocídio no Ruanda.

Chocante o relato das atrocidades que se cometeram e como Immaculée, de apenas 22 anos, sobreviveu durante 90 dias numa casa de banho minúscula juntamente com sete mulheres.
Não considero uma obra de grande valor literário, é fastidiosa a leitura das orações e conversas com Deus feitas por ela, é indiscutível o valor da fé nestes casos, mas acho que se exagerou.
Acima de tudo é um livro que nos deixa a pensar, como é possível que a comunidade internacional tivesse permitido a chacina de um milhão de pessoas em apenas cem dias, devido a diferenças étnicas.
