Clube de leitura
Porque ler é um prazer que deve ser partilhado
05 de Outubro de 2009

A sombra do Vento

 

Dizia-me uma boa amiga que durante as ultimas férias se tinha lembrado de mim,leu um livro que a fez lembrar-se de mim, antes que ela disse-se qual, já eu estava a dizer o nome, La sombra del viento, de Carlos Ruiz Zafon.

 

Eu nunca tinha ouvido falar de este autor, a minha mulher comprou o livro em Valência e eu levei para Macau, comecei a ler no Aeroporto em Lisboa, mas uma viagem de 13 horas até Hong Kong toda feita de noite não dá para ler muito. Voltei a pegar no livro 3 ou 4 dias depois, quando o Jet Leg começou a passar. Quando entrei no livro já não o consegui largar, é uma historia fantástica, que se passa na Barcelona da época de Franco, onde se fala de livros, de historias de amor, da inocência perdida e de aprender a viver com a vida.

 

Um livro fantástico que aconselho vivamente e que em Português se chama A sombra do vento e de que deixo aqui um trecho

 
El hombre más sabio que jamás conocí, Fermín Romero de Torres, me había explicado en una ocasión que no existía en la vida experiência comparable a la de la primera vez en que uno desnuda a una mujer. Sabio como era, no me había mentido, pero tampoco me había contado toda la verdad. Nada me había dicho de aquel extraño tembleque de manos que convertía cada botón, cada cremallera, en tarea de titanes. Nada me había dicho de aquel embrujo de piel pálida y temblorosa, de aquel primer roce de labios ni de aquel espejismo que parecía arder en cada poro de la piel. Nada me contó de todo aquello porque sabía que el milagro sólo sucedia una vez y que, al hacerlo, hablaba un lenguage de secretos que , apenas se desvelaban, huían para siempre. Mil veces he querido regresar y perderme en un recuerdo del que apenas puedo rescatar una imagen robada al calor de las llamas. Bea, desnuda y reluciente de lluvia, tendida junto al fuego, abierta en una mirada que me ha perseguido desde entonces. Me incliné sobre ella y recorrí la piel de su vientre con la yema de los dedos. Bea dejó caer los párpados, los ojos y me sonrió, segura y fuerte.
 
 
Hazme lo que quieras – susurró.
Tenía diecisiete años y la vida en los labios.
 
In: ZAFÓN, Carlos Ruiz, 2001. La Sombra Del Viento. Barcelona: Ed. Planeta, 37.ª edición, 2004. 
 
Jorge Soares
Post publicado inicialmente no Blog O que é o jantar?

 

publicado por Jorge Soares às 19:44 link do post
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