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Clube de leitura

Porque ler é um prazer que deve ser partilhado

Clube de leitura

Porque ler é um prazer que deve ser partilhado

O clube está em destaque

15.10.09, Jorge Soares

O clube de leitura em destaque

 

Antes de mais, em meu nome e dos demais participantes do BLOG, quero agradecer ao pessoal do SAPO pelo destaque. 

 

Este blog nasceu como um espaço de partilha, há muito por aí quem goste de ler, e são recorrentes na blogosfera os posts em que se fala de livros, nada como agrupar num só lugar todos esses posts para termos um clube, um clube de leitores.

 

Quero aproveitar esta avalancha de visitas para deixar um convite, o clube está aberto a quem queira participar, ali ao lado está um link que diz Participe neste blog , e o convite é aberto para os bloguers do SAPO ou para outros qualquer. Quem não é do sapo envie-me um email para jfreitas.soares@sapo.pt

 

 

Porque ler é um prazer que deve ser partilhado

 

Jorge Soares

 

“Ausente na Primavera”

14.10.09, cigana

Creio que poucos conhecem uma meia dúzia de livros escritos por Agatha Christie com o pseudónimo de Mary Westmacott .

A grande diferença é serem romances e não livros policiais. Tenho todos e gostei de todos, mas um deles marcou-me imenso e ainda agora, anos depois, me faz pensar.
Chama-se “Ausente na Primavera”, no original Absent in the Spring.
É a história de uma mulher de meia-idade, Joan, que tem toda a sua vida organizada e se sente satisfeita e realizada com o seu casamento, o seu lugar na sociedade, os seus filhos, a sua vida preenchida e respeitável.
Um dia, numa longa viagem e por circunstâncias imprevisíveis, a activa e segura Joan fica isolada no meio de nenhures. Perdida do mundo, confinada a um quarto e ao imenso deserto à sua volta, o tempo parece parado e não há distracções possíveis. Não há ninguém para conversar, não há onde passear naquela vastidão cheia de nada, não há forma de fugir, não há televisão, nem rádio, nem telefone e os seus livros acabaram logo no 2º dia.
O vazio ganha espaço e Joan fica sozinha com os seus pensamentos, que ganham novos contornos, por mais que lute para lhes fugir. Ao longo dos dias, acaba por mergulhar numa profunda introspecção e descobrir tudo o que nunca quis ver. E após enfrentar todos os seus fantasmas resta o dilema de como voltar depois à sua vidinha tão perfeita e tão falsa.
Este livro leva-me sempre a questionar se não é isto que fazemos ao longo da nossa vida tão atarefada, fugir de nós mesmos, fugir da verdade, evitar pensamentos incómodos, preferirmos  estar ausentes até chocar com a realidade...

Pedaços de Ternura

12.10.09, mimi

 

 

 

 

 

 

 

 

Comprei este livro, na última Feira do Livro, que houve em Pombal. Não foi uma escolha ao acaso, procurei por ele, porque sabia que esta autora "Dorothy Koomson", tinha editado em Portugal à relativamente pouco tempo, este livro.

 

Desta autora já conhecia o livro "A filha da minha melhor amiga", o qual tinha gostado muito.

 

Relativamente a este "Pedaços de Ternura", não fica nada atrás do 1º, gostei muito.

 

Dos livros que li desta autora, todos eles focam um tema preocupante e actual, embora nem sempre seja o tema principal.

 

No caso deste livro foca o tema do alcoolismo, visto da forma como pode destruir uma família e uma carreira, pelo lado feminino.

 

Outro aspecto que também gosto muito nesta autora é que os seus livros não seguem a história numa sequência temporal, mas começam com o tempo presente, e ao longo do livro e sobre as diversas personagens vai introduzindo passagens e episódios importantes da vida dessas mesmas personagens, para o leitor poder entender os passos e as decisões que as personagens vão dando.

 

Este é mais um daqueles livros que nos ensinam algo e que não se esquecem mal os arrumemos na prateleira.

 

Recomendo a sua leitura.

Sobrevivi para contar

12.10.09, Existe um Olhar

 

Entrei na livraria sem ter uma ideia do livro que iria comprar. A capa de um deles despertou-me a atenção...uma jovem de cor, muito bonita, de olhar triste e sofrido...tratava-se de Immacullée Ilibagiza,  que em 1994, sobreviveu ao genocídio no Ruanda.

Chocante o relato das atrocidades que se cometeram e como Immaculée, de apenas 22 anos, sobreviveu durante 90 dias numa casa de banho minúscula juntamente com sete mulheres.

Não considero uma obra de grande valor literário, é fastidiosa a leitura das orações e conversas com Deus feitas por ela, é indiscutível o valor da fé nestes casos, mas acho que se exagerou. 

Acima de tudo é um livro que nos deixa a pensar, como é possível que a comunidade internacional tivesse permitido a chacina  de um milhão de pessoas em apenas cem dias, devido a diferenças étnicas.

 

 

A desilusão de O sétimo selo

11.10.09, Jorge Soares

O sétimo seloUma das minhas prendas de natal foi "O sétimo Selo", o livro de José Rodrigues dos Santos, tinha lido os anteriores e gostado muito, este para mim foi uma enorme desilusão.

 

Para um livro com enredo que gira à volta do aquecimento global, bem que o escritor podia ter contribuído para diminuir esse problema, o livro podia ter menos um terço das páginas. A evolução da concentração de monóxido de carbono na atmosfera e os seus efeitos é descrita três vezes, a explicação sobre as reservas petrolíferas é dada duas vezes, a partir do meio o livro torna-se repetitivo.

 

Não sei se as editoras pagam à página impressa, mas este livro podia ter menos um terço das páginas, contava a mesma história e sempre se poupavam uns milhares de arvores.

 

Já agora, a imagem da capa do livro, chama-se The Essence of Imagination ” e é uma montagem fotográfica de Ralph A. Clevenger e segundo este site , foi imaginado para representar o conceito de que aquilo que vemos nem sempre é o que imaginamos....como o livro!.

 

Jorge Soares

PS:Post publicado inicialmente no blog:O que é o Jantar

PS2:Perguntava a Pepita se aqui também podemos dizer mal, não só podemos como devemos, se a nossa opinião de um livro não é positiva, se na nossa opinião não é um bom livro, é isso que devemos dizer.

O quarto mágico

08.10.09, Teresa

Depois de "O jardim encantado", a autora Sarah Addison Allen continua a surpreender-me! O segundo livro não defraudou as minhas expectativas quanto à escrita e imaginação para o mistério com requintes mágicos e romance sempre em moderação que a autora 'semeia' em cada história que escreve...

 


"O quarto mágico" conta a história de três mulheres, Josey, Della e Chloe. A insegura Josey leva uma vida de clausura, vivendo com a sua mãe, o seu único consolo são as visitas diárias do carteiro e acima de tudo as guloseimas e doces escondidos no seu roupeiro. Josey mal desconfia que a presença inesperada de Della no seu roupeiro 'secreto' vai mudar a sua vida, através desta cria laços de amizade com Chloe. Esta é uma jovem forte, destemida a quem os livros perseguem para toda a parte e mostram respostas para os seus problemas, respostas que nem sempre procura... A vida destas três mulheres é um mistério delicioso, que não podes perder! Agora resta-me esperar pelo terceiro livro "The girl who chased the moon", cuja versão original só estará disponível em Março de 2010.

LESLEY PEARSE

08.10.09, mimi

 

 

Como já vem sendo hábito, para quem me costuma ler, hoje vou falar sobre um dos livros que mais gostei de ler até hoje.

 

Não conhecia esta autora, este livro foi-me oferecido no meu aniversário e estava na estante à espera que lhe pegasse.

 

O que à primeira impressão, olhando simplesmente para o título e para a capa, me sugeriu que seria um típico livro "cor-de-rosa"para mulheres. Depois da sua leitura, revela-se uma história de época envolvente, que me fez chorar algumas vezes. Este livro é daqueles que nos custa interromper a sua leitura a meio. Levou-me noite dentro vários dias e não descansei enquanto não o acabei, e quando terminei fiquei com pena de não poder continuar a ler. É um dos melhores livros que li nos últimos tempo.

 

Desde o princípio, este livro tocou-me e emocionou-me profundamente, se calhar por retratar a vida de uma mulher "Mary Broad", onde relata as suas aventuras, sonhos, a sobrevivência, a coragem, o amor, a maneira de ela lidar com a morte, etc. Pelo meio tem algumas partes difíceis, a mim deixou-me com um nó na garganta por diversas vezes.

Acho que é um livro que nos faz crescer, amadurecer enquanto ser humano.

 

Conclusão, fiquei fã desta autora "Lesley Pearse", uma escritora que não vou esquecer e que voltarei a ler com toda a certeza.

 

Pin Uma explicação de ternura

07.10.09, Jorge Soares

"Ternura (muita), e as palavras que dela nasceram... momentos (muitos) que explica

Pin uma explicação de ternura

 

 no bater do coração e no brilho do olhar. Ternura... este livro é apenas uma das suas muitas explicações. Nasci de mão dada com a ternura, com ela cresci, me fiz gente. Aprendi a acarinhá-la, a guardá-la entre os dedos. Semeio-a, com a ajuda do vento. Sacio-lhe a sede, com lágrimas doces. Vejo-a tornar-se maior sem sobejar. Bebo de toda a que me oferecem e entrego-a, na mão de quem a queira de mim beber. Este livro reflecte o que hoje sou. Espero que possa transmitir-vos a serenidade e a ternura que sinto quando escrevo.", Luísa Azevedo.


O Pin está a chegar a Lisboa! Depois do Lançamento do livro no Porto, o Pin - uma explicação de ternurachegará a Lisboa no próximo sabado, dia 10 de Outubro, pelas 16h00. O Lançamento decorrerá no Núcleo Arqueológico da Manutenção Militar (Rua do Grilo nº 111 - Lisboa (entre a igreja Madre de Deus e o Convento do Beato)). A apresentação do livro será feita por Carlos Lopres, a leitura dos textos por Celeste Pereira, Carlos Lopes..., e será acompanhada ao piano por Pedro Lopes. O evento conta também com a actuação musical de Pedro Branco (viola e voz). Do evento faz parte uma visita guiada ao museu e, tendo em conta que este encontra-se fechado ao público, é uma optima oportunidade para ficar também a conhecer o nosso património.


Depois do grande sucesso que foi a apresentação no Porto, venho convidar-vos a juntarem-se a mim para juntos apoiarmos a Luísa, num espectáculo que será um verdadeiro... momento de ternura.
 
Via Ticho

A sombra do Vento

05.10.09, Jorge Soares

A sombra do Vento

 

Dizia-me uma boa amiga que durante as ultimas férias se tinha lembrado de mim,leu um livro que a fez lembrar-se de mim, antes que ela disse-se qual, já eu estava a dizer o nome, La sombra del viento, de Carlos Ruiz Zafon.

 

Eu nunca tinha ouvido falar de este autor, a minha mulher comprou o livro em Valência e eu levei para Macau, comecei a ler no Aeroporto em Lisboa, mas uma viagem de 13 horas até Hong Kong toda feita de noite não dá para ler muito. Voltei a pegar no livro 3 ou 4 dias depois, quando o Jet Leg começou a passar. Quando entrei no livro já não o consegui largar, é uma historia fantástica, que se passa na Barcelona da época de Franco, onde se fala de livros, de historias de amor, da inocência perdida e de aprender a viver com a vida.

 

Um livro fantástico que aconselho vivamente e que em Português se chama A sombra do vento e de que deixo aqui um trecho

 
El hombre más sabio que jamás conocí, Fermín Romero de Torres, me había explicado en una ocasión que no existía en la vida experiência comparable a la de la primera vez en que uno desnuda a una mujer. Sabio como era, no me había mentido, pero tampoco me había contado toda la verdad. Nada me había dicho de aquel extraño tembleque de manos que convertía cada botón, cada cremallera, en tarea de titanes. Nada me había dicho de aquel embrujo de piel pálida y temblorosa, de aquel primer roce de labios ni de aquel espejismo que parecía arder en cada poro de la piel. Nada me contó de todo aquello porque sabía que el milagro sólo sucedia una vez y que, al hacerlo, hablaba un lenguage de secretos que , apenas se desvelaban, huían para siempre. Mil veces he querido regresar y perderme en un recuerdo del que apenas puedo rescatar una imagen robada al calor de las llamas. Bea, desnuda y reluciente de lluvia, tendida junto al fuego, abierta en una mirada que me ha perseguido desde entonces. Me incliné sobre ella y recorrí la piel de su vientre con la yema de los dedos. Bea dejó caer los párpados, los ojos y me sonrió, segura y fuerte.
 
 
Hazme lo que quieras – susurró.
Tenía diecisiete años y la vida en los labios.
 
In: ZAFÓN, Carlos Ruiz, 2001. La Sombra Del Viento. Barcelona: Ed. Planeta, 37.ª edición, 2004. 
 
Jorge Soares
Post publicado inicialmente no Blog O que é o jantar?

 

Mário Vargas Llosa:Travessuras da menina má

02.10.09, Jorge Soares

 Travessuras da menina má - Mario Vargas Llosa

 

O primeiro livro que me marcou realmente foi La ciudad y los perros, de Mario Vargas Llosa. Foi no 7 ou 8 ano e lembro-me que podíamos escolher entre este, Dona Barbara de Romulo Gallegos  e Cem anos de solidão de Garcia Marques. Escolhi A cidade e os cachorros, já não sei porquê, mas foi um livro que me marcou e foi o primeiro de muitos que li de este escritor, entre eles o fabuloso A tia Júlia e o escrevedor e o ultimo, Travessuras da menina má.

 

Vargas Llosa tem um estilo de escrita peculiar em que a historia não é linear, é intercalada entre capítulos, um capitulo conta uma parte da historia e o seguinte conta uma parte completamente diferente, que pode ser algo que acontece em paralelo, no passado ou no futuro, no fim tudo se conjuga, mas no inicio é como se estivéssemos a ler dois, ou mais livros diferentes ao mesmo tempo.

 

Como disse antes, o ultimo que li foi Travessuras da menina má, que é uma história que começa em Lima, no Peru, passa por Paris e termina algures no norte de Espanha e que relata as incidências de um grande amor que começa na adolescência e dura toda a vida. Uma história de idas e vindas de uma mulher aos braços de um homem, que cada vez que ela regressa a recebe de coração aberto só para a ter durante o tempo que ela precisa para se preparar para voltar a partir.

 

Um grande livro, de um grande escritor.

 

Jorge

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