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Clube de leitura

Porque ler é um prazer que deve ser partilhado

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Porque ler é um prazer que deve ser partilhado

Senhora Oráculo

21.11.09, Miss G

 

De gorda a magra, de ruiva a morena, de Londres a Toronto, de conde polaco a marido radical, de autora de romances de cordel a poeta distinta, Joan Foster sente-se completamente confusa com a sua vida de múltiplas identidades. Decide fugir para Terremoto, uma vila italiana, com o intuito de retomar o controlo sobre a sua vida. Mas primeiro terá de organizar a sua morte... Um romance notável que esclarece uma vez mais por que razão Margaret Atwood é considerada uma das melhores escritoras do nosso tempo.

 

Conheci este livro no site de uma livraria que o destacava nesse mês ou semana. Prendi-me essencialmente pela parte de organizar a sua morte, típico de um bom suspense. Joan é a tipicamente mulher gordinha, abafada não só pelo corpo mas também pela pressão social sobre a beleza, dona de sonhos proibidos e por realizar que decide mudar de vida, encarnando várias personalidades ao longo do percurso.

Margaret Atwood surpreende com a habilidade de combinas as palavras, com a leve ironia e humor em muitas passagens do livro. Uma arte fresca, leve, entusiasta e sempre despreocupada. Mas... Há sempre um mas. Apenas um terço do livro se dedica à transformação propriamente dita e ao futuro que espera Joan. O grosso do livro esmiúça o passado e acaba por focar, a meu ver, debilmente o futuro. Por isso, fiquei a desejar mais umas quantas linhas ou um capítulo para um grande final.

Faço destas palavras as minhas: 

«Se apenas se sente segura com a realidade “das nove às cinco“, provavelmente não vai gostar dos seus livros. Mas se lhe apetece levantar voo, experimente.» Cosmopolitan