Clube de leitura
Porque ler é um prazer que deve ser partilhado
09 de Setembro de 2010

 

 

 

Numa linguagem simples e descomplicada Irvin D.Yalom, recria uma situação hipotética onde Nietzche procura o médico vienense Josef Brauer para uma consulta para o tratamento de sua enxaqueca.  Brauer, que já havia sido alertado por uma amiga comum a ambos, para as possíveis causas desta e outras doenças,envereda-o para tratar-lhe o espírito.

Mas, à medida que ambos vão "evoluindo"no tratamento, vão trocando os papeis até não se saber mais quem é o médico e quem é o paciente. Questionamentos interessantes sobre as dúvidas do homem por volta dos 40 anos, que tendo já conquistado tudo que almejava não sabe mais para onde quer ir, para onde a vida vai lhe levar.......IMPERDÍVEL!

publicado por Bete do Intercambiando às 20:48 link do post
09 de Setembro de 2010

Este livro fez parte de uma das colecções da Biblioteca Sábado e andava aqui por casa há muito tempo. Quando fizemos as malas para "As quatro capitais da Europa Central", também lá ia mas, na verdade, só lhe peguei quando voltei. Ler o "Danúbio" foi uma maneira de ir prolongando, por mais uns dias, as deambulações pelo centro da Europa. O rio Danúbio é o segundo rio mais longo da Europa tendo cerca de 2800 km de extensão, cruza vários países e passa por 4 capitais, Viena (Aústria), Bratislava (Eslováquia), Budapeste (Hungria) e Belgrado (Sérvia) e por muitas outras cidades importantes.
O autor, Cláudio Magris, nasceu em Trieste (Itália) em 1939 e licenciou-se como germanista na Universidade de Turim. Para além de ser docente na Universidade de Trieste, é ensaiasta e colunistas em vários jornais. "Danúbio" de 1986 foi considerada a sua obra-mestra sendo considerado um dos mais importantes escritores italianos contemporâneos. A sinopse desta obra diz assim:

 

"Nos anos 80, Cláudio Magris realizou uma viagem seguindo o rio Danúbio. Ao longo de um percurso que atravessa a Alemanha, a Áustria, a Hungria, as antigas Checoslováquia e Jugoslávia, a Roménia e a Bulgária, o autor alterna o relato de episódios significativos com descrições da paisagem física e cultural, até formar uma malha de ideias que aproxima esses países num espaço comum. Neste périplo misturam-se o ensaio, o romance, o diário e a literatura de viagens, e aparecem paisagens, paixões, encontros, reflexões... Uma viagem "sentimental" em que Magris explora o conceito da Mitteleuropa fundamental para a compreensão da cultura europeia"

 

Este livro foi uma experiência de leitura muito diferente daquilo que eu estou habituada. Em vez de ter uma história como linha condutora, a linha condutora é o próprio rio e a relação das cidades, dos intelectuais, dos que estão de passagem ou dos locais, com o rio. A viagem que o autor empreende começa na Floresta Negra e segue até ao delta onde o rio se junta com o Mar Negro. Mais do que uma viagem física ou sentimental, a verdadeira viagem é intelectual já que vamos descobrindo todos os autores que já escreveram sobre o Danúbio ou que foram influenciados pela proximidade com o rio nas suas obras. Não foi um livro fácil de ler mas valeu a pena acompanhar Cláudio Magris nesta viagem, quase como se fizesse um cruzeiro no Danúbio...

 

 

Post publicado originalmente no É possível ser feliz...

publicado por Charneca em flor às 14:41 link do post
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