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Clube de leitura

Porque ler é um prazer que deve ser partilhado

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Luís Sepúlveda - A Lâmpada de Aladino

20.10.10, Jorge Soares

A Lâmpada de Aladino, Luís Sepúlveda

 

 

"Há mulheres cuja companhia convida ao silêncio, porque sabem partilhá-lo,  e não há nada  mais difícil nem mais generoso"

Luis Sepúlveda in Café Miramar

 

Eu gosto de contos, gosto de livros de contos e este livro agarrou-me logo na primeira página, o primeiro conto chama-se Café Mirarmar e é simplesmente fantástico. Tal como o são a maioria dos outros 13 que compõem o livro.

 

Luís Sepúlveda é um escritor Chileno com um imenso talento, tem uma escrita fluída e que nos transporta para dentro do livro, neste caso transporta-nos pelo mundo. Com cada conto viajamos , de Alexandria  à Colômbia, de ali a Santiago do Chile e de ali a Ipanema, e a Hamburgo e de novo à selva Amazónica e de ali à Patagónia. Para além de viajarmos no espaço fisico, viajamos pelo tempo.. e com cada novo conto, com cada nova personagem, descobrimos um novo e diferente mundo cheio de cor, de significado social e até de magia.

 

É um livro que mais que ler, devora-se, eu li-o quase de um fôlego numa tarde de verão  sentado numa esplanada com vista para a serra da Arrábida, um livro fantástico, cheio de vida e de pequenas grandes coisas.

 

Sinopse

 

A Lâmpada de Aladino constitui o esperado regresso de Luis Sepúlveda ao território da ficção. Ao longo das histórias que compõem este livro reencontramo-nos com esse território de sentimentos que fizeram do autor um dos nomes mais apreciados da literatura da América Latina.

Enquanto os nomearmos e contarmos as suas histórias, os nossos mortos nunca morrem, diz a certa altura um personagem. Foi precisamente para resgatar do esquecimento momentos, lugares e existências irrepetíveis que Luis Sepúlveda escreveu A Lâmpada de Aladino, uma lâmpada de onde surgem, como por arte de magia, treze contos magistrais.

A Alexandria de Kavafis, o Carnaval em Ipanema, uma cidade de Hamburgo fria e chuvosa, a Patagónia, Santiago do Chile nos anos sessenta, a recôndita fronteira do Peru, Colômbia e Brasil, são alguns dos cenários deste livro. Nas suas histórias, cada uma delas um romance em miniatura, Luis Sepúlveda dá vida a personagens inesquecíveis, prendendo o leitor da primeira à última página.

 

Não deixem de ler.

 

Post do O que é o Jantar?

 

Jorge Soares

 

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