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Clube de leitura

Porque ler é um prazer que deve ser partilhado

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A TIA JULIA E O ESCREVEDOR

29.11.10, Existe um Olhar

Depois de saber da nomeação do Nobel da Literatura Mario Vargas Llosa e depois do que li aqui acerca da escrita dele fiquei com curiosidade em conhecer alguma obra literária deste conceituado escritor. Um amigo meu teve a gentileza de me emprestar "A Tia Julia e o Escrevedor". Fiquei fã, apesar de pensar que ia encontrar uma escrita romanceada, tal não aconteceu. O livro está dividido em capítulos e mesmo que não o possamos ler rapidamente, que foi o meu caso, não perdemos o fio á meada e há sempre em todos eles um apego e entusiasmo, para além duma escrita perfeita e não linear.

Encantou-me sobretudo o modo como ele descreve o encantamento e paixão pela tia Júlia, e como enfrentou toda a família que se opunha ao casamento de um jovem de 18 anos com a sua tia, mulher divorciada e muito mais velha que ele.

 

  

Sinopse

Durante os anos cinquenta, quando a televisão ainda não chegara ao Peru, era através da rádio que se difundiam os sonhos, se transmitiam as notícias e que as vozes fascinantes que davam alma e forma às histórias rocambolescas que coloriam a sucessão dos dias penetravam em casa das famílias...

 

Terá sido por essa altura que Pedro Camacho, autor e intérprete de folhetins radiofónicos boliviano, foi contratado para aumentar a audiência da Rádio Central de Lima, e que a tia Júlia, recém-divorciada, chegou igualmente da Bolívia para transformar a vida de Varguitas, estudante de direito, aprendiz de escritor e responsável pelos serviços de informação de uma estação de rádio.

 

 

A estrutura deste romance desenvolve-se em dois níveis que correm paralelos numa perfeita alternância. Por um lado, Varguitas e a sua adolescência, a descoberta do amor e da tia Júlia, a mulher flaubertiana com quem terá uma relação amorosa; por outro, a imaginação prodigiosa de Pedro Camacho e as suas histórias delirantes, aventuras que no fim se confundem para se tornarem uma só. E, subjacente a ambas, a voz difundida pelas ondas populares de uma estação de rádio de Lima, que possibilita o reencontro último com a dimensão mágica da palavra.

 

 

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