Clube de leitura
Porque ler é um prazer que deve ser partilhado
14 de Dezembro de 2011

 

Este é um livro escrito por uma apresentadora de televisão e jornalista que um dia deixou o marido e os filhos já crescidos e foi viver sozinha numa casa à beira mar.

Ao longo de toda a narrativa revi-me em muitas situações que desejava  alterar e não consegui.

Joan Anderson ao invés de se divorciar, decidiu dar um tempo a si própria, tirar uma espécie de licença sabática em relação ao casamento e ao seu papel de mãe sempre disponível e dar um tempo a si própria, já que tudo parecia estagnado, deixando de ter objectivos.

Quando o marido recebe uma excelente proposta de trabalho num outro estado, ela recusa-se a acompanhá-lo e isola-se na casa de praia em Cape Cod.

À beira mar, Joan procura um novo rumo para si e para a sua família e ao longo de um ano descobre que a vida está cheia de novas possibilidades.

Apesar das dificuldades porque passou, recuperou a alegria de viver e a esperança num futuro melhor.

Esta leitura não é um romance, mas sim uma história de vida que nos convida a reflectir sobre aspectos que muitas vezes são esquecidos, fazendo com que nos anulemos e vivamos em função dos outros.

Aprende-se sobretudo a nunca descurar as nossas necessidades pessoais.

Actualmente Joan vive com o seu marido em Cape Cod, onde organiza workshops e é oradora frequente em palestras que versam os problemas das mulheres e o papel dos media nas nossas vidas.

Na contracapa do livro deixa-nos algumas perguntas para reflexão:

 

Todas as mulheres deveriam estar sozinhas durante dois dias por ano, e fazerem disso uma prioridade?

Enfrentarão as mulheres o perigo de perderem o rasto dos seus "eus " mais recônditos?

Acha que as expectativas do passado encaixam na sua vida actual?

 

Este é um livro dedicado às mulheres, mas que a meu ver também os homens deveriam ler, para que pudessem entender comportamentos, emoções, sentimentos, dúvidas que nos assaltam e que poderão colocar em perigo uma relação.

publicado por Existe um Olhar às 19:00 link do post
14 de Outubro de 2009

Creio que poucos conhecem uma meia dúzia de livros escritos por Agatha Christie com o pseudónimo de Mary Westmacott .

A grande diferença é serem romances e não livros policiais. Tenho todos e gostei de todos, mas um deles marcou-me imenso e ainda agora, anos depois, me faz pensar.
Chama-se “Ausente na Primavera”, no original Absent in the Spring.
É a história de uma mulher de meia-idade, Joan, que tem toda a sua vida organizada e se sente satisfeita e realizada com o seu casamento, o seu lugar na sociedade, os seus filhos, a sua vida preenchida e respeitável.
Um dia, numa longa viagem e por circunstâncias imprevisíveis, a activa e segura Joan fica isolada no meio de nenhures. Perdida do mundo, confinada a um quarto e ao imenso deserto à sua volta, o tempo parece parado e não há distracções possíveis. Não há ninguém para conversar, não há onde passear naquela vastidão cheia de nada, não há forma de fugir, não há televisão, nem rádio, nem telefone e os seus livros acabaram logo no 2º dia.
O vazio ganha espaço e Joan fica sozinha com os seus pensamentos, que ganham novos contornos, por mais que lute para lhes fugir. Ao longo dos dias, acaba por mergulhar numa profunda introspecção e descobrir tudo o que nunca quis ver. E após enfrentar todos os seus fantasmas resta o dilema de como voltar depois à sua vidinha tão perfeita e tão falsa.
Este livro leva-me sempre a questionar se não é isto que fazemos ao longo da nossa vida tão atarefada, fugir de nós mesmos, fugir da verdade, evitar pensamentos incómodos, preferirmos  estar ausentes até chocar com a realidade...
publicado por cigana às 22:40 link do post
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